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Capa do romance Paixão Secreta

Paixão Secreta

Bianca Diaz se muda para Vila Verrona em busca de estudos na Universidade Meifeng. Acolhida pelos Reynolds, ela vira babá da pequena Amber para garantir seu lugar. No entanto, a convivência com dois irmãos bilionários traz à tona um segredo perigoso que ameaça a todos. Entre mentiras e tensões, Bianca inicia um romance proibido com um dos rapazes. Agora, ela precisa decidir se protege a família ou segue seu coração enquanto sua vida se transforma em um caos.
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Capítulo 3

O corpo de Bianca estremece quando ela vê aqueles lindos olhos verdes se encontrando com os dela e aquele corpo musculoso pressionando o seu contra a parede. Ander exalava um cheiro muito gostoso, mas a garota não entendia o comportamento dele.

— Afaste-se de mim — disse Bianca o empurrando, mas sem sucesso, ele era muito maior e mais forte que ela.

— Já disse pra você se acalmar, não tenho intenção de machucá-la, só quero conversar — disse o rapaz com um sorriso cínico nos lábios, que mais parecia um convite para um beijo.

Ander então se afasta suavemente de Bianca, esta por sua vez, afasta-se mais ainda do rapaz que continua sorrindo.

— Não sei o por que você tem medo de mim, estou sendo gentil, não costumo ser assim com todas — diz o rapaz ainda sorrindo.

— Eu não tenho medo de você! — esbraveja a garota. — Diga, o que quer comigo?

— Aquelas pessoas com quem você estava hoje, não a quero andando com eles.

— E desde quando você tem que querer algo no que diz respeito a minha vida?

— Desde que você está hospedada na minha casa — diz o rapaz se aproximando da moça, que se afasta dando passos para trás.

— Posso estar na sua casa, mas minhas únicas obrigações são com o seu pai, que me convidou!

Quando ouviu falar do seu pai, Ander gelou e então arregalou os olhos.

— Oras, não seja boba. Afaste-se daquelas pessoas, elas poderão te trazer problemas, estou avisando.

— E você por acaso quer que eu fique sozinha? Foram eles que me acolheram aqui quando você me deixou sozinha.

O rapaz então começa a se aproximar sorrindo, enquanto olha profundamente nos olhos da garota que instantaneamente gela.

— Então você está se sentindo sozinha? — diz ele se aproximando ainda mais.

— E-Eu … — Bianca se afastava, mas sem notar que estava novamente encurralada contra a parede. — Pare com isso, o que você quer?

O rapaz então a toma em seus braços e rouba-lhe um beijo profundo. A respiração de Bianca acelera, mas ela retribui o beijo, capturando sua língua. O rapaz pressionava seu corpo contra o dela, enquanto passava uma das mãos por dentro de seus cabelos e levava a outras até os seus seios, sem interromper o beijo. 

Ao decorrer do beijo, o corpo dos dois foi relaxando e desta vez sentado sobre uma mesa, Ander puxou Bianca para junto dele. 

De repente, os dois são surpreendidos por alguém que bate forte na porta.

— Porra … — pronuncia Ander.

Bianca imediatamente se afasta do rapaz, que continua sentado sobre a mesa,  e se ajeita. A porta se abre.

— Ander Reynolds, não iremos mais tolerar este tipo de comportamento em nossa instituição, já o advertimos inúmeras vezes, esta será a última. — diz uma mulher mais velha, falando seriamente — Por favor me acompanhem, vamos resolver este inconveniente em minha sala, os dois serão expulsos!

Bianca arregala os olhos.

— Senhora Norman, não acha que está sendo radical demais? — diz o garoto sorrindo enquanto desce da mesa e ajeita as roupas no seu corpo.

— Radical? Esta será a última vez que o senhor me desafia, e não tem conversa com seu pai que me faça mudar de ideia. E você? Quem é você? — disse a senhora, virando-se para Bianca.

A senhora Norman era uma mulher que aparentava ter seus 55 anos, ela era coordenadora do curso de ciências jurídicas da Universidade e prezava pelos bons costumes. Ander, por outro lado, era um rebelde que se aproveitava do poder e influência de sua família, para aprontar o que quisesse.

— E-eu — Bianca pigarreava.

— Senhora Norman, não vê que está prestes a cometer uma injustiça? — disse o rapaz sorrindo, enquanto caminhava na direção da coordenadora e passava o braço pelos ombros dela — Esta senhorita se chama Bianca Diaz, e ela é a nova aluna intercambista da Universidade.

A coordenadora permaneceu em silêncio e examinou a garota de cima a baixo?

— E o que os dois faziam sozinhos nesta sala vazia? — perguntou a senhora.

— Eu estava solidariamente mostrando as dependências de Meifeng para a novata — o rapaz falou, piscando para Bianca, que sorriu discretamente. — Além disso, minha família está acolhendo ela em nossa casa.

A coordenadora olhou os dois, em seguida os liberou.

— Dessa vez passou, Reynolds, mas da próxima vez que eu pegá-lo com alguma garota em nossas dependências, você não me escapa.

— Um bom dia para a senhora também, senhora Norman — disse o rapaz ironicamente enquanto se retirava da sala e Bianca saiu logo atrás, mas dessa vez, ela optou por pegar o caminho oposto ao do rapaz, que ao olhar para trás, se surpreendeu com a ausência da garota. 

Bianca então retornou a sua sala, já atrasada, mas felizmente conseguiu pegar metade da aula. Ao final, ela se dirigiu até o estacionamento, onde havia combinado com os novos amigos.

— Bia, estamos aqui! — acenou Mia para a garota que então se dirigiu até eles. — Estávamos aqui pensando, você não gostaria de ir ao bar Rose 's com a gente?

— Me desculpem, mas eu preciso voltar pra casa com o Ander, sou babá da irmã dele, não posso chegar tarde.

— Ander Reynolds? — perguntou Bryan

— Sim, vocês por acaso o viram?

— Amiga, ele acabou de sair de carro com a namorada — disse Olívia.

Bianca engoliu seco e permaneceu quieta olhando para os lados, ela não via o Mustang vermelho de Ander.

— Você pode ir até o Rose’s com a gente e depois eu te deixo em casa, estou de carro — disse Otto.

— Tudo bem, mas não posso demorar.

— Sem problemas, eu também não pretendo demorar — respondeu o rapaz.

Logo, Otto, Bryan, Olívia, Mia e Bianca entraram no carro e seguiram rumo ao bar Rose’s. Chegando lá, haviam várias pessoas de diversos cursos da Universidade.

— Geralmente a galera vem aqui pra se divertir depois da aula. — disse Otto, olhando para Bianca pelo retrovisor.

Eles entraram no bar, Olívia pediu uma rodada de shot’s de tequila para 5 pessoas e a garçonete imediatamente trouxe.

— Obrigada, eu não bebo — disse Bianca recusando o copo que a amiga lhe oferecia.

— Ah, mas você não vai fazer uma desfeita dessa, logo no seu primeiro dia né? Da um gole aí — disse Mia, insistindo que a garota bebesse.

Bianca estava claramente incomodada com a situação, mas acabou cedendo quando de repente observou em uma mesa mais distante Ander bebendo com os amigos, e ao seu lado estava uma garota magra de cabelos ruivos que se vestia como uma patricinha. A garota então virou o shot e em seguida bateu o copo sobre a mesa. Logo, se ouviam gritinhos dos seus amigos que comemoraram a situação.

Após alguns minutos conversando e bebendo, Bianca pediu para que Otto a levasse para casa, pois já estava ficando tarde. O rapaz assentiu com a cabeça e pegou as chaves do carro de cima da mesa, levantando-se.

— Vocês não vão — perguntou a garota aos outros amigos que permaneceram sentados.

— Não, vamos ficar até mais tarde, se cuida. — disse Mia fazendo sinal de tchau com as mãos.

Ander, que saía do banheiro do bar, observou quando Bia e Otto entraram no carro e ficou surpreso, mas voltou para a mesa onde estavam seus amigos.

Quando chegaram em frente aos portões, Bia agradeceu a Otto, se despediu e desceu do carro, seguindo a pé em direção a entrada. O porteiro que a reconheceu, destrancou os portões para que ela entrasse e quando chegou à porta, Adelaide já a esperava:

— Senhorita Bianca, a pequena Amber já chegou da escola e  a espera no quarto dela.

— Tudo bem Adelaide, só vou passar no meu quarto para deixar minhas coisas e tomar um banho rápido, obrigada.

Chegando em seu quarto, Bia trancou a porta, tirou suas roupas e resolveu tomar um banho morno na enorme banheira que havia no banheiro do seu quarto. Durante o banho, ela fechou os olhos por alguns minutos e sem querer, se pegou pensando em seu beijo com Ander. Como poderia? Um homem tão lindo, tão atraente, mas tão grosso e que não vale o chão que pisa.

Após o banho, Bianca se veste e então se dirige ao quarto da garotinha?

— Amber? — Bianca chama enquanto bate suavemente na porta

Sem respostas.

Ela decide então entrar?

— O que você quer? — pergunta  a garotinha, já de cara feia.

— Eu estava pensando, poderíamos brincar de alguma coisa, ou eu posso te ajudar com suas atividades.

— Eu não quero, não preciso de uma babá — retruca a garotinha, franzindo o cenho.

— Mas o seu pai acha que sim, por isso estou aqui. — diz Bianca sorrindo — Ora, vamos. Não pode ser tão ruim assim. Quando eu tinha sua idade, sonhava em ter alguém para brincar comigo e ajudar em minhas atividades. 

— Você não tem irmãos? — perguntou a garotinha, fingindo desinteresse.

— Bem, eu tenho, mas fui separada delas muito cedo. E também, na sua idade eu precisava trabalhar para ajudar minha mãe a criar minhas irmãs. Mas isso não importa agora, estou aqui com você e quero te ajudar no que for preciso — disse Bianca dando um sorriso forçado meio tristonho.

A garotinha então olhou para ela com um misto de aflição e tristeza. Ela parecia comovida com aquilo. Apesar de não ter uma mãe  e de seu pai não ser tão presente, ela sempre teve seus dois irmãos que a criaram muito bem e era rodeada de empregados fazendo suas vontades. Apesar da pouca idade, Amber era muito esperta.

— Você pode me ajudar a arrumar meu cabelo? — perguntou a garotinha

— Mas é claro. — disse Bianca sorrindo e se aproximando de Amber que já estava sentada em frente a sua penteadeira. 

Ao longo da tarde, Bianca ajudou Amber com suas atividades escolares e elas brincaram e conversaram bastante. Mais tarde, ouviram batidas na porta do quarto que em seguida se abriu:

— Ora ora, fico muito feliz que as duas estejam se dando bem. — disse Adam olhando da porta e abrindo um enorme sorriso.

— Sim, a Amber é um amor.

— Ela demonstra ser durona no início mas é uma garotinha muito sensível — Adam fala sorrindo. — Só vim avisar que cheguei mais cedo e  que o jantar está servido, encontro vocês lá embaixo.

Em poucos minutos, Amber e Bia desciam as escadas. Adam já estava sentado em sua cadeira, e para sua surpresa, Ander também. Bianca evitava contato visual com o rapaz.

Durante o jantar, Adam resolveu quebrar o gelo:

— E então Bia, como foi hoje seu primeiro dia na Universidade?

— Ahn, foiii… É… muito bom, conheci algumas pessoas muito legais — Ela falou, forçando um sorriso desconfortável.

Adam então levantou uma das sobrancelhas e desconfiou que algo estivesse errado.

— Tem certeza de que correu tudo bem? — indagou o rapaz.

— Mas é claro!

— E o Ander? Ele te levou e apresentou a Universidade?

Bianca então levantou ligeiramente o olhar para Ander que a olhava seriamente.

— S-sim, ele me apresentou tudo. — Bianca não gostava de mentir, mas não queria criar mais indisposição com o rapaz, já que o relacionamento dos dois não era tão fácil.

Após o jantar, Amber subiu para seu quarto, em seguida Ander também subiu e Bianca e Adam ficaram conversando por mais um tempo. Em seguida, Bia pediu licença e subiu para seu quarto. Ao chegar no topo da escada ela caminhou até o fim do corredor e então abriu a porta, entrando em seu quarto.

— Eu achei que não viria mais — disse Ander sentado na cama.

Bianca instantaneamente gelou e reuniu forças para perguntar:

— O que você está fazendo aqui?

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