
Paixão ardente: A esposa culpada do CEO
Capítulo 2
Mariana sentiu uma respiração estranha, uma sombra que a envolvia.
Braços a cercaram pela cintura com um aperto firme, enquanto um beijo arrebatador a consumia com fervor, mergulhando nas profundezas.
"Quem é você... Me solte... Hm..."
Envolta em parcial obscuridade, a luta de Mariana intensificou-se, sua visão obscurecida pelas feições do estranho.
A magnitude da animosidade de Rogélio tornava tal intimidade impensável.
Mas este era o esconderijo de Rogélio. Como um intruso se aventurou aqui tão audaciosamente?
Envolver-se com um homem desconhecido era inconcebível. E se... O impacto potencial, caso Rogélio descobrisse sua falta de virgindade, era inimaginável.
Mariana lutou com fervor, buscando simultaneamente uma vantagem. Eventualmente, seus dedos encontraram uma garrafa de vinho tinto!
A salvação parecia ao alcance.
A garrafa estava posicionada, sua intenção clara—atingir a cabeça do homem.
Nesse momento, uma rajada de vento fortuita balançou as cortinas, trazendo um feixe de luz que iluminou o semblante do estranho.
Com os olhos arregalados, Mariana respirou, "Rogélio..."
Era ele, de fato!
Os olhos de Rogélio estreitaram-se ligeiramente, seu rosto corando com um tom incomum, seu corpo parecendo em chamas.
O que... O que aconteceu com ele?
"Ajude-me," a voz de Rogélio soou rouca, seu tom baixo e tenso. "Serei responsável por tudo que acontecer!"
Antes que Mariana pudesse reagir, suas roupas foram rasgadas, aprofundando sua situação em intensidade.
"Não, não..."
No entanto, Rogélio permaneceu insensível a seus apelos, preso na influência da droga, sua sanidade se desmoronando pouco a pouco.
A noite se desdobrou em um turbilhão de paixão e frenesi.
Saciado, Rogélio sucumbiu ao sono enquanto Mariana se encolhia no canto da cama, seu corpo tremendo com uma mistura de emoções.
Sua mente estava em conflito—como navegar em sua situação?
Ela havia prestado assistência, mas e quanto ao seu próprio bem-estar? Quem poderia oferecer-lhe consolo?
O impulso de quebrar a garrafa de vinho anteriormente lutava com sua consciência. Ela hesitou, receosa de causar mais dano a Rogélio, o único filho da Família Bailey agora.
A morte de Neal havia sido seu fardo; ela não podia infligir mais dor a Rogélio.
A ideia de enfrentar as consequências, caso Rogélio descobrisse a verdade sobre a noite deles, era insuportável.
Mariana nem ousava pensar nisso.
O amor de Neal ecoava em sua mente; a promessa de Rogélio de não reclamar seu corpo reverberava.
Após uma consideração meticulosa, a fuga emergiu como o único recurso.
Suprimindo seu desconforto físico, Mariana escorregou para fora da cama. Algo chamou sua atenção—roupas masculinas desarrumadas espalhadas pelo chão—reacendendo o propósito de sua missão.
O pingente de jade!
Sua busca foi bem-sucedida; ela o recuperou do bolso de Rogélio, segurando-o fervorosamente.
Rapidamente, ela saiu da suíte.
Enquanto isso, Rogélio despertou do sono, vislumbrando a figura branca na porta.
"Pare!"
O passo de Mariana acelerou ao som do barítono ressonante atrás dela.
Parar era impensável; seu único foco era escapar.
Rogélio, em perseguição, jogou as cobertas para trás, apenas para perceber que estava sem roupas.
Ao alcançar suas vestes, a realização surgiu...
Suas roupas... Suas roupas haviam desaparecido! A descrença surgiu, rapidamente suplantada pela raiva.
Até suas roupas íntimas estavam ausentes!
"Droga!" Rogélio murmurou entre dentes. "Como ela conseguiu levar todas as minhas roupas?"
Em seu estado de nudez, ele estava condenado a falhar na perseguição.
Para a confusão de Rogélio, por que ela fugiu daquele jeito? Sua promessa de segurança não havia conseguido impedir sua fuga!
Furioso, ele envolveu a parte inferior do corpo com uma toalha de banho, convocando seu assistente, Mateus Barnes. "Traga-me minhas roupas."
"Claro, Senhor Bailey."
Prontamente, Mateus apareceu com um novo conjunto de roupas.
Sua aptidão para a eficiência, aliada a um comportamento reservado, garantira sua longevidade no serviço de Rogélio.
Rogélio, gradualmente retomando suas vestes, exibia sua forma esculpida—ombros largos e abdômen definido—uma personificação de um modelo masculino em um ensaio comercial.
"Senhor Bailey," Mateus relatou, "A Sra. Kyra Bailey telefonou, perguntando sobre o retorno seu e da Sra. Bailey para casa."
Os movimentos de Rogélio pararam, uma pergunta emergindo. "O quê? Mariana não estava em casa na noite passada?"
Onde ela poderia ter estado? Na noite de núpcias, onde mais ela poderia ter se aventurado?
Estranhamente, pensamentos sobre a mulher que havia fugido surgiram.
Seria... Seria aquela Mariana?
Poderia ela ter sido quem o ajudou?
Rapidamente, Rogélio descartou a ideia. Mariana o evitava consistentemente. Intimidade era pouco provável.
Seu olhar caiu sobre o lençol manchado de sangue. "Mateus," Rogélio murmurou em tons baixos, "identifique a mulher que entrou no meu quarto na noite passada... Preciso saber quem ela é."
Sua pele alva e seu pedido de misericórdia possuíam um charme sedutor, desencadeando uma sutil tentação dentro dele.
Mariana descartou o terno furtado em uma lixeira à beira da estrada, prontamente chamando um táxi com destino à propriedade da família Bailey.
Seu intelecto ágil havia evitado a captura pela busca de Rogélio.
No entanto, seu corpo agora protestava veementemente, pernas fracas e doloridas, ameaçando seu equilíbrio.
A dura realidade da força formidável de Rogélio se revelou—o encontro a havia deixado debilitada.
"Sra. Bailey." O mordomo a cumprimentou ao retornar, acrescentando: "Você finalmente voltou. Tentei contatá-la. A Sra. Kyra Bailey está à espera."
O que Kyra estava fazendo ali? A presença de Kyra alarmou Mariana.
O ressentimento da família Bailey em relação a ela era profundo após a morte de Neal, tornando cada encontro uma provação.
Além disso, as dinâmicas de sogra e nora eram tradicionalmente tensas—esta situação não era exceção.
Como esperado, a pergunta de Kyra seguiu. "Mariana, você passou a noite fora no primeiro dia de casamento? Um membro da família Chapman, comportando-se assim?"
Mariana manteve a compostura, ouvindo a repreensão de Kyra com o olhar baixo.
"Você está muda?" A crítica de Kyra persistiu, pontuada por frustração. "Onde você desapareceu na noite passada?"
"Eu..." Mariana ofereceu uma resposta fabricada. "Fui ao túmulo de Neal."
A verdade era insustentável.
A expressão de Kyra suavizou-se ligeiramente. "Bem, um pouco de consciência ainda resta. Visite-o com mais frequência. Ele a estimava durante a vida. Meu filho mais velho morreu tentando salvá-la, e agora você é a esposa do meu segundo filho. Mariana, como você é afortunada."
"Como poderia a sorte sorrir para ela? Ela não passa de um péssimo negócio."
Uma voz masculina inconfundível e ressonante interveio—um timbre magnético que revelou seu interlocutor: Rogélio.
Caminhando com uma aura de arrogância, ele não deu atenção a Mariana.
Sua cabeça baixou em submissão.
Em sua presença, seus pensamentos involuntariamente vagaram para a lembrança de seu físico robusto, seus braços musculosos próximos...
Pare! Mariana trouxe de volta seus pensamentos para a situação atual.
Mordeu o lábio, repreendendo-se.
"Mãe, você está bem ciente dos meus motivos para me casar com ela," Rogélio articulou, abaixando-se no sofá. "Elaborar mais é supérfluo."
Kyra abordou o assunto não dito, afirmando, "Embora eu entenda seu desejo de honrar os desejos de seu irmão, ele se foi, e seu casamento com Mariana carrega seu nome. Ela é agora sua esposa."
"E daí? O que isso tem a ver com qualquer coisa?" A pergunta de Rogélio continha um tom desafiador, sua postura intransigente.
"Ela deve lhe dar um filho, sustentando a linhagem Bailey," declarou Kyra, seu tom carregado de urgência. "Rogélio, a família Bailey precisa de herdeiros. Rapidamente, uma criança deve ser concebida—masculina ou feminina. Seu papel é herdar o Grupo Bailey."
A ansiedade de Kyra era palpável.
A perda do pai de Rogélio, Jimmy Bailey, havia colocado Kyra no papel de sustentar a família Bailey e seus negócios, com grandes expectativas sobre seus dois filhos.
No entanto, com a aflição do filho mais velho tornando-o intelectualmente incapacitado, toda esperança recaiu sobre os ombros de Rogélio.
A riqueza da família Bailey, cobiçada por parentes ávidos por sua parte, tornava-os um alvo.
O filho de Rogélio acalmaria tais ambições. A presença de um herdeiro desencorajaria os cobiçosos de invadir.
O olhar de Rogélio levantou-se, sua resposta medida. "Mãe, você recorreu a me drogar para esse propósito?"
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