
O sócio
Capítulo 3
— Então, Alice, o que você tem feito durante todo esse tempo?
— Tenho me dedicado a estudos e especializações em tudo que diz respeito ao café, pois acreditava que iria gerenciar o café onde trabalhava.
— Isso foi proveitoso, considerando que agora você terá o seu próprio café.
— Você quis dizer o nosso próprio café.
— Sim, o nosso café.
— Alice, você está namorando?
— Hum! Não, eu acabei dedicando muito tempo ao café, acreditando que um dia teria um futuro ali, e só conseguia arranjar tempo para trabalhar e estudar. Tudo que ocupava minha mente era como ele era atraente; seu perfume me deixava inquieta. Tentei reprimir a sensação pulsante entre minhas pernas, cruzando-as, mas não surtiu o efeito desejado.
— E você, quantos relacionamentos tem tido?
— Hahaha, as coisas não são bem assim.
— Como são, então? Por que antes eram diferentes, não é?
— Não tenho mais 15 anos, Alice.
— Isso é perceptível.
— O que você percebeu?
— Então, percebi que você cresceu.
— Risos, você não tem ideia do quanto.
— Mas então, você ainda não me respondeu: você tem namorada?
— Não, no momento, pois anteriormente eu também não desejava um relacionamento sério.
— Compreendo.
Durante o almoço, nossa conversa fluiu de maneira natural; o tempo passou rapidamente e, em breve, nos dirigimos ao último local agendado. O ambiente era amplo, iluminado por luz natural, com grandes janelas e um pé direito elevado. Havia um extenso espaço destinado ao estoque, próximo à cozinha, além de uma grande sala vazia no segundo andar, que seria ideal para o escritório do Gabriel.
Ele logo afirmou que aquele seria o nosso espaço. Emocionada, dei alguns pulinhos, aplaudindo de alegria, e saltei para os braços dele. Deus do céu, como ele era firme; pude sentir todos os músculos do seu corpo se enrijecendo ao meu toque.
— Gabriel, peço desculpas, não tive essa intenção.
— Nossa, você me deixa bastante animado.
— Hum, não compreendi.
— É animado, feliz.
— Ah, entendi! E então, Gabriel, vamos finalizar?
— Sim, claro.
Já se haviam passado três longas semanas desde que assinamos os documentos da compra; Lucas e eu já havíamos adquirido tudo o que era necessário para a abertura do café. Gabriel e eu mantivemos apenas conversas breves por telefone, uma vez que ele ficou encarregado do escritório.
Faltavam apenas dois dias para a inauguração, e eu estava em estado de êxtase, embora um pouco insegura, pois meus pais não demonstravam total confiança no café. No entanto, concederam-me liberdade total, possivelmente devido ao envolvimento de Gabriel. Ele me convidou para visitar o café no dia seguinte, a fim de conhecer o escritório; após essas longas semanas, eu teria a oportunidade de vê-lo novamente.
Lucas, e eu passamos o dia todo preparado os cardápios diários, e os especiais do dia.
No dia seguinte, eu havia acabado de dar os últimos toques no café, ele já estava pronto para a inauguração que seria no próximo dia. Só no final da tarde que fui ver o escritório do Gabriel, subi para o segundo piso, assim que ouvi um barulho vindo lá de cima.
— GABRIEL?
— Alice, sinta-se à vontade para entrar.
A primeira impressão que tive foi de admiração: um sofá de couro preto, evocando uma atmosfera de sofisticação.
— Gabriel, você realmente se superou.
— Você gostou, então?
— Sim, sem dúvida, adorei! Ficou maravilhoso!
Senti um arrepio percorrer meu corpo ao perceber o aroma dele, que permeava o ambiente, misturando-se ao cheiro do couro.
— Alice?
— Sim?
— Em que você está pensando?
— Na verdade, em nada. Por quê?
— É que você está com uma expressão peculiar. (risos)
— Não é nada, apenas estou um pouco ansiosa em relação ao amanhã. Vamos descer; preparei uma receita que gostaria que você experimentasse.
— Você preparou uma receita?
— Sim, por que você parece tão surpreso? Gabriel, já mencionei que estudei e aprendi tudo sobre café.
— Sim, mas não sabia que você também sabia cozinhar.
No balcão o incentivei que experimentasse o meu mais novo invento.
— Prove é um croissant elaborado com massa folhada, recheado com cheddar, frango defumado e um toque de patê de pimentão. Ao colocá-lo na boca, sua expressão refletiu prazer, e ele emitiu um gemido que despertou em mim uma sensação familiar de excitação. Embora eu tentasse desviar o olhar, não consegui evitar ser flagrada por ele.
— Alice?
— Sim.
— Você gostaria de experimentar?
Antes que eu pudesse responder, ele cortou um pedaço e o levou à minha boca, fazendo com que a ponta de seus dedos tocasse meus lábios. Segurei sua mão, introduzindo seu dedo em minha boca e lambendo-o para remover as migalhas.
— Alice?
— Gabriel.
— Querida, você está comprometendo todo o meu autocontrole.
Ele me posicionou sobre o balcão, abrindo espaço entre minhas pernas com seu corpo e me beijou. Quase alcancei o clímax ao ser beijada por ele; percebi sua ereção pulsando entre minhas coxas. Em um breve momento de clareza, recordei que isso não era apropriado, pois ele era meu sócio.
— Gabriel?
— Alice.
— Não podemos.
Ele se afastou, demonstrando frustração enquanto passava as mãos pelos cabelos.
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