Capa do romance Lotus: Pecado e Prazer

Lotus: Pecado e Prazer

8.1 / 10.0
Megan é uma universitária dedicada que equilibra estudos e bicos para se manter sozinha. Apesar da rotina exaustiva em seu pequeno apartamento, ela valoriza momentos de lazer. Em uma noite comum com amigos, seu caminho cruza com o de Anthony. O misterioso milionário desenvolve uma obsessão imediata pela jovem, decidido a conquistá-la totalmente. Agora, ele não medirá esforços para possuí-la, focando em desejos intensos e no domínio entre quatro paredes.

Lotus: Pecado e Prazer Capítulo 1

Megan Phelpps

Organizo os materiais na minha mochila, mesmo que ainda faltem alguns minutos para a aula encerrar. Só quero ir embora descansar um pouco. Estou mais destruída do que prédio demolido, fiquei no restaurante até depois do meu horário e hoje ainda vou fazer um bico em uma loja de maquiagem.

Minha vida seria muito mais fácil se eu pudesse ter um emprego fixo, com horário fixo. Mas nunca conseguiria equilibrar isso com a faculdade, com os trabalhos ou eventos.

E também não posso pedir mais dinheiro para os meus pais, eles me ajudam no que podem e eu não vou reclamar, morro trabalhando nesses bicos, não tem problema.

Observo o professor ministrar a aula, explicando o conteúdo e eu sei que deveria estar prestando atenção pelo menos um pouco, mas não entendo nada do que ele fala simplesmente por não estar nenhum pouco interessada. Eu só quero dormir, e comer.

Olho o relógio novamente para contar os segundos finais, e me levanto no mesmo instante que o alarme da faculdade soa. Se eu correr, consigo pegar o primeiro ônibus para casa e fico com uns minutos a mais livre. Dou o primeiro passo e simultaneamente escuto a voz da minha melhor amiga me gritar. Lá se vai meu primeiro ônibus.

— Megan, espera! — Hillary pede, vindo em minha direção, enquanto coloca sua mochila laranja fluorescente nas costas. — Eu te levo, não precisa correr.

— Sendo assim, eu realmente não preciso correr — Sorrio, é muito melhor ir de carro para casa, amo quando ela pode me dar carona, mas geralmente sempre vem acompanhado de algum pedido, tudo bem, nem sempre, mas hoje eu tenho certeza que tem alguma coisa, ela está muito inquieta — O que você quer?

— Por que acha que eu quero alguma coisa? — Hillary diz, enquanto finge estar ofendida e eu reviro os olhos para sua péssima atuação. Em seguida ela sorri e passa o cabelo com mechas rosas para trás da orelha — Eu quero mesmo pedir uma coisa.

— Eu sabia — rio e vejo ela dar de ombros — A resposta é não.

— Mas eu nem falei o que queria — Rebate fazendo bico, e começamos, finalmente, a caminhar para fora da sala de aula.

— Com certeza é algo que não poderei estar fazendo — me defendo e a Hillary revira os olhos — Fala logo.

— Sexta-feira tem uma festa…

— Eu tenho que trabalhar — interrompi a fala dela, sei que isso não é educado, mas eu prefiro nem saber muito sobre o evento que é para não ficar muito tentada. Eu gosto de festas.

— Mas você sempre está trabalhando, só uma noite. — Ela faz bico me encarando — Por favor, ninguém sabe curtir uma festa como você.

— Eu to sempre trabalhando porque sou pobre, no dia que eu arrumar um velho rico para me bancar eu juro que vou ser a maior patricinha dessa faculdade, mas até lá — Brinco e dou de ombros enquanto a Hillary ri.

— Tem dois anos que estudamos juntas, e você nunca arrumou esse velho rico — Hillary provoca, segurando o riso.

— Triste a vida da pobre — Falo no meio de um suspiro dramático e depois rio. Paro ao lado da porta de passageiro do carro da Hillary, esperando ela destravar o carro — E é um saco ser a pobre desse rolê.

— Cala a boca, isso não vai durar para sempre, você é a melhor aluna desse curso, vai conseguir o melhor emprego — Hillary diz abrindo a porta do carro e eu dou de ombros enquanto entro no carro também.

— Vai ter que ser isso, já que não consegui o velho rico — Brinco, fechando a porta.

— Ai garota, todo mundo sabe que você só ainda não arrumou um daddy porque não quis, agora foco, volta para o assunto — Ela fala enquanto começa a dirigir — Eu pago tudo, você não gasta um centavo indo para a festa, vou ser sua velha rica por uma noite.

— É tentador, mas eu realmente não vou poder — Suspiro olhando para Hillary , ela é minha melhor amiga, a pessoa que eu mais confio nessa cidade e eu odeio ter que furar com ela, mas eu já confirmei com o dono do restaurante que eu vou estar lá para trabalhar no evento, então não posso faltar, é quase um bico fixo esse lugar — Eu juro que vou no próximo.

— Tudo bem, eu aceito o meu não — Ela se dá por vencida, mas me olha rapidamente — Mas no próximo rolê, não tem desculpa.

— Juro juradinho que não vai ter — Falo calma e aliviada por ela ter entendido meu lado. Não gostaria nenhum pouco de me desentender com ela por causa de uma besteira como essa.

Ligo o som dela e conecto uma música animada, e começamos a cantar e rir até o final do trajeto até minha casa. Enquanto eu moro em um bairro mais pobre, Hillary mora em um condomínio fechado de luxo, a mãe dela é uma empresária muito rica e conhecida. E um amor de pessoa.

Quando eu fui a primeira vez na casa da Hillary, achei que fosse ser muito ruim, afinal, somos de classes sociais bem diferentes, eu tive um certo receio em ser humilhada, não conhecia a Hillary direito, quiçá a família dela. Até hoje não sei como essa amizade dá tão certo. Mas lá estava eu fazendo um trabalho da faculdade, quando a mãe dela chegou, e foi super gentil e educada.

Hilary teve a quem puxar, sem contar o quanto elas são parecidas fisicamente também, o cabelo com cachos bem largos e escuros, o mesmo sorriso, mas os olhos Hill diz que puxou do pai, que é Japonês.

E eu tive uma sorte imensa de me tornar amiga dela. Hillary é uma pessoa que brilha, raramente tem tempo ruim, e sempre é sincera sobre tudo.

— Meu bebê está entregue — Ela diz, estacionando na entrada do prédio em que moro.

— Obrigada, você é um anjo na minha vida — sorrio.

— Interesseira!! — Ela acusa em um tom divertido.

— Ainda bem que você sabe — Rebato, mostrando a língua para ela.

— Tchau sua fedida, até amanhã — Ela diz enquanto eu estou saindo do carro.

— opaaa! Interesseira sim, fedida nunca — me defendo e ela ri mais — Tchau sua caluniadora.

Fecho a porta do carro e começo a caminhar indo para o prédio. Não tem porteiro, e cada morador tem sua chave e é isso, mas fico feliz de pelo menos ter elevador.

Jogo minhas coisas na mesa de centro e deito no sofá. Preciso descansar um pouco, pois daqui a pouquinho é hora de trabalhar, e eu não posso nem sonhar em atrasar.

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