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Capa do romance O Protetor

O Protetor

Luana acreditava estar completamente desamparada e solitária em sua jornada. No entanto, sua percepção muda drasticamente com a chegada de um médico atraente e sedutor. Ele surge em sua vida decidido a oferecer muito mais do que um simples refúgio ou amparo. Entre o cuidado profissional e uma atração irresistível, esse homem misterioso está disposto a ultrapassar barreiras para garantir sua segurança e conquistar seu coração de forma definitiva.
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Capítulo 2

Quando chegou na sala de espera e olhou para as cadeiras Fábio não viu Luana. Seu coração deu uma leve doída, queria saber mais sobre ela.

Então olhou para o balcão da enfermeira e viu-a. Era linda, apesar da roupa mais larga, podia-se notar as nádegas fartas e as pernas bem torneadas, sua blusa cor-de-rosa ajustava-se perfeitamente a cintura. Não pode deixar de invejar Pedro por ter tido ela nos braços. Caminhou devagar até ela, ao se aproximar, pode ouvi-la perguntando a enfermeira se tinha uma ginecologista para indicar. A enfermeira indicou Margarete, era a melhor que tinham.

- Luana? Podemos ir?

Luana se assustou com a voz próxima, e se virou num salto. Fábio sorriu de sua reação, mas não disse nada.

Luana, parou, olhou bem para aquele homem que estava sendo tão prestativo com ela, e reparou que Fábio era um pouco mais alto que ela, tinha a pele levemente bronzeada, cabelos loiros curtos, e aqueles olhos, eram um azul, não muito claro, mas que ia escurecendo como o fundo do oceano. Se pegou olhando a boca perfeita que ele tinha, que estava marcando um leve sorriso. Pode notar que havia trocado de roupa, trocou o jaleco e a caça branca, por uma camiseta polo cinza escuro, calça jeans preta e tênis esportivo. Seus braços era fortes e seu peito largo, bem diferente de Pedro que era todo magro, mais atlético. Pensando nisso voltou-se para seu rosto, agora sério e imaginou como seria tocar sua pele.

Nesse instante, Fábio acordou-a: - Luana, tá tudo bem? Quer que eu te examine pra ver se está tudo bem?

Luana ficou vermelha por pensar por onde seus pensamentos a estavam levando, pigarreou - Não, estou bem, só um pouco chocada ainda. Podemos ir sim, e mais uma vez muito obrigada.

Virou-se para a enfermeira agradeceu e se despediu.

Ao sair pela porta que entrou seu coração se apertou, Luana não sabia mais o que faria. Fábio estava sendo muito legal, mas não abusaria de sua boa vontade.

Pararam de frente a um lindo carro Civic prateado, Fábio abriu a porta para que Luana entrasse.

De repente ela parou, olhou pra ele e sorriu sem graça.

- Me desculpe, mas eu mal o conheço, como vou entrar no carro de um estranho?

Fábio não sabia de onde aquela mulher havia vindo, mas estava perplexo, nunca em sua vida uma mulher recusou entrar em seu carro. Respirou fundo, e disse: - Luana, sou médico desse hospital, estou apenas querendo levá-la para casa. Me preocupo com você. Apesar de nos conhecermos a pouco tempo, posso dizer que somos amigos.

Luana pareceu ponderar o que ele dissera. Sorriu e concordou.

- Somos amigos. - Entrou no carro, e colocou o cinto.

Fábio, agradeceu a Deus por ter usado as palavras certas, não queria perder a oportunidade de conhecer aquela mulher que tanto o fascinou.

Ao andarem pelas ruas, percebeu lágrimas nos olhos de Luana. Então resolveu conversar um pouco.

- Você disse que está sozinha, mas e seus pais? amigos?

Luana virou-se para ele e respondeu, agora com as lágrimas escorrendo:

- Eu fui deixada em um orfanato há 24 anos atrás. Não sei nada de meus pais. Tinha alguns amigos, mas eram poucos, pois quando saí do orfanato com 18 anos, só conhecia o pessoal de lá, e resolvi mudar de cidade e começar uma nova vida. Aqui fiz poucos amigos, e os poucos que tinha, Pedro afastou com seu ciúme. Mas tudo bem. Ficarei bem.

Fábio pensou um pouco, como podia ser a vida. Ele teve pais amorosos, que o amaram de todo coração. Ele e seu irmão mais novo Fernando, tiveram uma infância muito feliz. Apesar de seus pais terem falecido, ele tinha boas lembranças. Ele e seu irmão, decidiram que seriam solteiros para sempre. Na época era só brincadeira de adolescente, mas agora com 30 anos, já não sabia mais.

- Então Luana... pra onde vamos? Onde você mora?

Luana o guiou até seu apartamento. Era um bairro novo, ainda se formando na cidade, onde ela conseguiu um apartamento por um bom preço, e ele ainda tinha uma sacada, era no 5º andar, dava pra ver longe de sua sacada. Ela amava aquele lugar, que conseguir comprar com seu trabalho e esforço.

- Chegamos! - Ela disse por fim.

Fábio estava ansioso por ter de deixá-la

- Bom ... poderia me dar seu telefone? - Perguntou e trancou a respiração. Poxa vida, ela acabara de perder o namorado, ela não o entenderia mal? Mas ela disse que estava sozinha, não queria que se sentisse assim. Fábio tinha muitos amigos, além de sempre poder contar com seu irmão. Não podia imaginar o que era ser totalmente sozinho na vida.

Luana nem pensou: - Claro, somos amigos agora certo? - Deu seu número de celular a ele.

Fábio gravou seu número na agenda do celular, quando olhou para Luana ela ainda o olhava, mas seu olhar era triste e vazio, então nem pensou direito - Luana, sei que não está bem. Que tal jantarmos essa noite? Você pode entrar se trocar e vou te levar a um lugar muito bom que conheço, assim não ficará só pensando no que aconteceu hoje. Além do mais, acredito que você não tenha comido nada desde que tudo aconteceu.

Luana pensou um pouco, não queria abusar de Fábio, afinal ele já tinha feito muito por ela. Mas sabia que se ficasse em casa iria enlouquecer, talvez pudesse ligar para Carla, sua colega de trabalho. Com certeza ela lhe daria uma força. Era a única que insistia nela ainda.

- Muito obrigada Fábio, sei que você quer me ajudar, mas estou muito cansada, além do mais não quero lhe causar problemas, não quero interromper sua vida. Muito obrigada de coração. Você me tirou do fundo do poço hoje. Vi alguma esperança na vida que terei com o meu bebê.

Aquelas palavras fizeram o estômago de Fábio se contorcer. Ela achava que o incomodaria, e a vida com o seu bebê seria sem ele. Mas o que ele estava pensando? Ela estava grávida de outro homem.

A medida que pensava Fábio ficava mais confuso, não podia abandoná-la, ela tinha poucas pessoas para ajudá-la, pode perceber que era tímida. E não tentou agradar ele como todas faziam quando sabiam que ele era médico cirurgião. Ela morava em um bairro novo, onde tinham boas pessoas, mas era um bairro modesto. Resolveu que insistiria e cuidaria mais um pouco dela.

- Então entrarei com você e pedirei algo para comermos aqui, assim podemos conversar mais um pouco e nos conhecermos. O que acha?

Luana não pode recusar, não depois de tudo que ele estava fazendo para ajudá-la.

Subiram em silêncio, até o 5º andar. O prédio não possuía elevador, apenas escadas. Enquanto subiam, Fábio pensava como ela subiria depois que a gravidez estivesse mais avançada. Enrugou a testa, pensando como convenceria Luana a trocar de casa.

Luana nem percebia seus pensamentos, o guiou até seu apartamento, apesar de serem 5 andares de subida, ela já havia se acostumado, que nem percebeu a mudança de semblante de Fábio.

Ela entrou e o convidou, ele entrou tentando não ser indiscreto, mas observou tudo ao seu redor, era um apartamento pequeno, mas bem cuidado, aconchegante e modesto, diferente do seu que era uma cobertura, que cabiam pelo menos 8 daqueles apartamentos.

- Aceita uma água, um chá, um suco ?

- Um chá. - Disse Fábio sorrindo para Luana, que se encontrava em sua pequena cozinha. Olhando pra ela, Fábio só conseguia pensar em como era linda, em como tinha um brilho. Como aquele idiota pensava em querer abortar um filho com ela? Qualquer homem daria tudo por um filho com ela.

Luana entregou uma xícara para ele com chá de cidreira, ela amava chá de cidreira, sentou-se no sofá e convidou-o a sentar-se também.

Fábio sentou e perguntou: - Então, me conte sobre sua vida ...

- Bom, me Chamo Luana da Silva. Não tenho pais que eu conheça, trabalho como bibliotecária na biblioteca municipal. Amo os livros, o cheiro que eles tem, se tem uma coisa que eu amo é o meu trabalho. - Luana falava com entusiasmo, até esquecia de seus problemas quando pensava em sua paixão, que eram os livros. Assim trabalhar em uma biblioteca era perfeito. Conseguira passar em um concurso logo que veio para a cidade, e desde então trabalhava na biblioteca, com horas extras conseguiu juntar dinheiro e dar uma boa entrada e comprar seu apartamento. Ganhava bem, e tinha um bom convênio médico. Não podia reclamar quanto a isso, a vida tinha sido generosa com ela.

Fábio ouvia tudo atento, interrompendo vez por outra para perguntar algo. Assim soube que ela tinha 24 anos, veio para cidade aos 18 anos e desde então morou sozinha, primeiro pagando aluguel de um kitnet, e por fim comprando seu apê. Pedro havia sido seu primeiro namorado a sério, soube que ele foi um tremendo canalha com ela, e isso o tirava do sério de uma forma que ele não conseguia nem explicar.

- Agora sua vez, me conte sua história. - Disse Luana

Fábio resumiu sua vida, que não era trágica, foi feliz, mas comum. Falou de seu irmão e seus pais. Nunca tinha se aberto com ninguém antes e falado de sua família. Já tivera várias namoradas mas nenhuma chegava ao seu coração. E seus amigos eram amigos de infância, ou de trabalho. Mas Luana era diferente ela passava sinceridade e vulnerabilidade para ele. Ele sentia a necessidade de fazê-la se sentir bem, e protegida.

De repente o celular de Fábio vibra, ele olha e fala: - Nossa janta chegou.

Luana se surpreendeu pois nem viu quando ele havia pedido o jantar.

Ele desceu sozinho e pegou a janta, chegou com quatro sacolas cheias. Nesse momento Luana pediu licença e foi para o quarto, tomou um banho rápido e se trocou, enquanto Fábio arrumava as coisas na mesa.

Quando ela saiu do quarto, viu a mesa cheia e o cheiro estava ótimo, pensou que estava sem fome, mas ao sentir o aroma, sentiu sua barriga roncar.

Foi para mesa e se sentou ao lado de Fábio, que estava hipnotizado, olhando a bela mulher que saiu do quarto. Depois da conversa que tiveram, ela relaxou um pouco. Voltou do banho com os cabelos molhados e uma roupa mais leve, uma calça azul e outra blusa cor-de-rosa. Ela ficava linda de rosa, pensou ele.

Quando viu que ela o encarava, tossiu e disse: - Vamos comer?

Ela sorriu e começou a se servir, conversaram mais durante o jantar sobre assuntos amenos, coisas que gostam, músicas que costumam ouvir, tipos de filmes. Foi um jantar tranquilo e prazeroso.

Quando pararam de comer satisfeitos, Luana o olhou se levantou puxou-o pelas mãos e o abraçou.

Sentir o toque dela quase o enlouqueceu, sentir seu membro enrijecer na hora, deu uma leve afastada para que ela não sentisse. Ela afundou em seu peito e agradeceu, agradeceu de novo e de novo. Fábio não aguentava mais, sentir aquele perfume suave que vinha de seus cabelos e de sua pele. Então se afastou, olhou-a nos olhos e sorriu, ela sorriu de volta.

Sem esperar pelo que viria a seguir, Luana sorriu para Fábio que se abaixou suavemente e lhe tocou os lábios. Ela deu um pulo para trás o encarando incrédula.

Fábio praguejou baixinho. Não acreditava que não tinha resistido aqueles lábios. Estavam tão perto, tão convidativos, e aquele sorriso, foi o que acabou com o juízo e controle dele.

Ele passou as mãos nos cabelos: - Me desculpa Luana, por favor, eu, eu... não sei o que aconteceu comigo. Por favor me perdoa. - Fábio a encarava desesperado e esperançoso.

- Tudo bem Fábio, foi um dia longo. Eu preciso descansar. Obrigada por tudo mas é melhor você ir embora.

- Ok, mais uma vez me desculpe Luana.

Fábio saiu sem olhar pra trás precisava pensar. O que ele estava fazendo?

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