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Capa do romance O Menino Dominador e Sua Garota Inocente

O Menino Dominador e Sua Garota Inocente

Angelina era uma jovem inocente cuja vida desmoronou após conhecer o perverso Carlos. Na mesma noite do encontro, seu pai faleceu tragicamente. Tentando recomeçar em outra cidade, ela descobre que o rapaz a rastreou para aprisioná-la novamente. Mesmo após perdoá-lo, os maus-tratos persistem, forçando-a a tentar uma fuga desesperada. Obcecado, Carlos promete persegui-la até o fim, enquanto ela luta para superar a dor e a culpa pela perda do pai.
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Capítulo 2

Visão da Angelina:

Durante o primeiro período, fiquei perturbada. Não ouvi uma única palavra do que o professor disse. Mas senti que Carlos estava olhando para mim. Quando a aula acabou, mordi meus lábios com força. Segurei minha saia por baixo e olhei para ele atrevidamente.

Ele estava cercado de muitas meninas e alguns rapazes. Rodeado de toda aquela gente, ele parecia um Deus. Sorria inocentemente e as meninas babavam.

Meus colegas o achavam um cara legal, por isso, senti uma pontada de dor. Eu sabia que aquele comportamento encantador era apenas uma ilusão para enganar pessoas inocentes. O cara era realmente maldoso por natureza e muito cruel. Era a própria encarnação do diabo.

Por quatro anos, me perguntei por que ele tentou me estuprar. O que era ainda mais agonizante é que ele nem demonstrava remorso. Aquele sorriso maligno que ele me deu no tribunal, no dia da sentença, ficou gravado na minha mente. Por alguma razão estranha, ele agia como se me conhecesse, no entanto, eu não o conhecia.

Aquele dia triste era a primeira vez que eu o via. Eu era apenas uma boa menina, sendo eu mesma. Nunca tinha ofendido alguém, portanto, não conseguia pensar que houvesse alguém que quisesse se vingar de mim. Naquele momento, sentia uma terrível dor de cabeça e não queria mais pensar no passado.

"E aí, Angelina? Por que você chegou atrasada hoje?" Isabel, minha melhor amiga, perguntou com uma expressão curiosa enquanto caminhava até mim.

"Não aconteceu nada. Acabei acordando tarde", respondi despojada.

"Han, tá. Você conhece o Carlos?"

Meu coração deu um pulo na hora que ouvi o nome dele. Meu corpo estranhamente tremia, enquanto segurava a bainha da minha saia.

"Não, não conheço ele!" Neguei com veemência enquanto inconscientemente juntava minhas pernas com força.

"É? Mas ele acabou de dizer..."

"Isabel, por favor, pode pedir à professora para que me permita ir pra casa. É que não estou me sentindo bem." Logo que falei aquilo, coloquei os livros e outros materiais na minha bolsa.

O medo em meu coração tomava conta de mim. Eu não conseguia esquecer a maldade nos olhos de Carlos quando me chamou de vagabunda havia pouco tempo. Um arrepio percorreu minhas costas. Agora sentia que aquele medo ia me sufocar se eu ficasse ali mais um minuto.

Depois que reuni coragem, segurei minha saia e me levantei. Plaft! Minha cadeira havia caído no chão por causa do movimento brusco que fiz ao me levantar. O barulho foi tão alto que todos os colegas olharam para mim. Até as meninas que estavam babando por Carlos olharam.

Meu rosto ficou pálido rapidamente. Alguns sussurravam e olhavam para mim meio estranho. Eu podia notar que eles achavam que meu comportamento era suspeito. Tentando desviar dos olhares deles, decidi sair. As coisas ficariam mais complicadas se percebessem que eu estava em pânico. Saí correndo o mais rápido que pude.

A cena horrível daquela tarde triste continuava se repetindo em minha mente. Eu podia ouvir a voz do demônio me dizendo para ficar parada. Eu chorava muito enquanto corria. Minha visão começou a ficar embaçada por causa das lágrimas. Por sorte, o corredor estava vazio, então não esbarrei em ninguém.

Então, corri para o estacionamento subterrâneo. Quase sem fôlego, encostei-me no carro que estava perto de mim. Meu coração batia forte e eu estava ficando cansada. O estacionamento não tinha boa iluminação e poucas pessoas iam para lá durante as aulas. De repente, ouvi passos de alguém vindo. Segurando meu peito, prendi a respiração e olhei de onde vinha o barulho.

"Carlos", murmurei apavorada.

Ele se aproximou de mim com imponência. A luz fraca brilhava em seu cabelo preto, mas eu não conseguia ver seu rosto naquele momento. Estava com o coração na boca enquanto ele vinha na minha direção. Ele era a última pessoa que eu queria ver naquele momento.

'Fuja!'

Era o único pensamento que me ocorria.

Sem pensar, corri apressadamente para o meu carro e abri a porta. Bem no momento que eu estava prestes a me sentar no banco do motorista, fui puxada para fora e, então, a porta se fechou novamente.

"Onde você pensa que está indo, sua nerd? Tá tentando fugir de mim, é?"

Enquanto ficava me fazendo perguntas com voz fria, colocou as mãos em ambos os lados do meu corpo e me prendeu. Me encostei no carro frio e fiquei ali paralisada. Soluçando de medo, não ousei abrir os olhos.

"Han, você quer entrar no carro? Então, você quer que eu continue de onde parei há quatro anos? Não se preocupe, vou satisfazer você!"

Carlos abriu a porta do meu carro, sentou-se no banco do motorista, e aí me puxou para dentro. Ele me fez sentar no seu colo.

A porta estava entreaberta, mas sentia dificuldades para respirar. Sua aura desumana estava me sufocando.

"Fique quieta. Deixa eu ver!"

Ele usou uma de suas mãos para me segurar com força. Arrepios apareceram por todo o meu corpo enquanto eu tremia.

Ele levantou minha saia curta do uniforme e pôs a mão na minha calcinha.

"Não! Por favor, não faça isso!" Gritei e implorei. Meu corpo inteiro ficou sem forças enquanto lágrimas quentes escorriam pelo meu rosto novamente.

Ignorando meu apelo, seu dedo indicador alcançou minha vagina. Então, ele passou a ponta do dedo com força no meu clitóris.

De repente, senti seu pênis duro contra minha bunda. Me encolhi por causa do seu toque e continuei tremendo como uma vara verde.

"Me solta. Por favor!"

"Hmm! Você está tão molhadinha. Está até babando no meu dedinho. Olha aqui!" Ele gemeu, retirando a mão para mostrar o dedo molhado.

Rapidamente virei o rosto e me recusei a olhar. Ele me forçou a olhar puxando minha cabeça sem piedade. Em um acesso de raiva, me virei e dei um tapa na cara dele.

Seu rosto instantaneamente ficou sombrio e então me empurrou para fora do carro. Logo caí no chão áspero. Não demorou muito para eu começar a sentir uma dor intensa nos joelhos. Eles estavam seriamente machucados e sangravam.

Com uma expressão depravada no rosto, ele saiu do carro e se agachou na minha frente. Virou o outro lado do rosto para mim e disse: "Vai, dê um tapa aqui também."

Eu não disse nada nem dei outro tapa, fiquei apenas olhando para ele.

"O que tá esperando? Vai, bate!" Ele rugiu com raiva.

Com medo, cobri minhas feridas e chorei como uma criança indefesa.

"Carlos, por favor, por que está fazendo isso comigo?"

"Haha! É porque... é porque você é a minha presa." Depois de dizer aquelas palavras impiedosamente, ele lambeu seus lábios lentamente. "Angelina, sua boazuda. Senti muito a sua falta. Não consegui tirar você da minha mente nesses anos todos. Como anda sua mãe? Ela ainda está por aí andando solta pelo mundo?"

Embora suas palavras soassem estranhas, não me importei com elas. A única coisa que eu queria, era fugir dele antes que me machucasse mais.

Sem pensar muito, levantei minha mão e ia dar um tapa nele de novo. No entanto, ele fora rápido o bastante daquela vez. Ele agarrou meu pulso com força em um instante. Foi então que viu as manchas de sangue nos meus dedos. Como consequência, olhou para meus joelhos e viu-os em carne viva.

"Nossa! Tá doendo?"

Sua pergunta me deixou enfurecida. Até consegui perceber um pouco de preocupação em sua voz. Na verdade, acho que era apenas minha mente criando ilusões.

Logo, reuni forças e o empurrei. Ele não esperava aquilo, por isso, caiu no chão. Enquanto se contorcia de dor, entrei rapidamente no carro e tranquei a porta.

"Seu pervertido! Você é o próprio demônio!" Então, comecei a chorar descontroladamente.

Agora que estava um pouco segura, não quis mais olhar para o rosto dele. Sua expressão só me assustaria e me deixaria mais desesperada.

Tão rápido quanto pude, liguei o carro e pisei no acelerador. Dirigi como uma louca para fora do estacionamento sem jamais olhar para trás.

"Mãe!" Gritei chorando, logo que abri a porta da entrada de casa.

Embora eu tivesse gritado várias vezes com toda a força, ninguém veio me ver. Não tinha ninguém na sala e parecia que minha mãe não estava em casa. Fiquei preocupada, já que àquelas horas minha mãe já deveria estar em casa. Uma sensação estranha de repente apertou meu coração. Tinha alguma coisa errada. Calcei meus chinelos e entrei.

Na mesa de centro da sala, vi um bilhete ao lado do vaso de flores. Era a caligrafia da minha mãe. Ela escreveu: "Querida, fui escalada para uma viagem de negócios de emergência. Se cuide enquanto eu estiver fora. Te ligo assim que puder. Amo você!"

Meu coração ficou pesaroso e coloquei o bilhete na mesa. Fiquei com tanto medo que caí sem forças no sofá. Sentia-me sozinha em meio a toda aquela situação difícil. Minha mãe havia ido para uma viagem de negócios inesperada. Naquele momento, eu não tinha ninguém com quem confidenciar sobre minha aflição.

Quanto mais eu me lembrava de Carlos me tocando de forma inadequada naquele dia, mais assustada eu ficava. Depois de refletir bastante sobre o que fazer, liguei para minha mãe.

"Oi, filha. Voltou mais cedo hoje?"

"Sim. Mãe, quando você volta?"

"Oh, meu amor. Sinto muito, mas não sei exatamente quando vou terminar o trabalho aqui. Não se preocupe, vou te ligar assim que tiver a data certa."

"Mas mãe, eu... eu sinto a sua falta."

"Meu bebê, mamãe também sente sua falta. Filha, você não parece estar bem. Fala, por que voltou cedo pra casa? O que foi que aconteceu na escola hoje?"

"Mãe, ele voltou!"

"Do que você está falando? Quem voltou?"

"Carlos Garcia!" Soltei para fora enquanto cerrava meu punho.

"Como? Angelina, espera. Não vamos falar sobre isso agora. Voltarei assim que terminar meu trabalho."

"Mãe, você lembra o que ele fez comigo, não lembra? Eu ainda não me recompus daquele episódio horrível. Agora ele veio perturbar minha vida nessa cidade. Por que ele está fazendo isso comigo?"

"Filha, escute. Tem coisas que é bom a gente nem ficar sabendo. Fique calma. Espere a mamãe voltar. A gente vai resolver isso. Eu te amo, filha. Beijos. Tchau! Tchau!"

Naquele momento, eu queria abrir meu coração para minha mãe, mas ela já havia desligado o telefone.

'O que vou fazer agora? Como posso me livrar desse demônio? Nossa! E se ele vier aqui em casa? Como vou me defender?' Enquanto pensava, meu medo se intensificava. Não conseguia imaginar o que ele faria comigo se me achasse sozinha.

Segurando o telefone, me sentia atordoada ali sentada no sofá. Na mesa ao lado do sofá estava uma foto de nossa família. Alcancei a foto, segurei-a em meus braços, com lágrimas escorrendo pelo rosto.

"Papai, como eu gostaria que você ainda estivesse aqui comigo."

Como me sentia sozinha e vulnerável, decidi ligar para Félix, meu namorado.

"Oi, Félix. Você pode vir pra cá pra me fazer companhia?" "Posso sim, amor. Tô indo aí."

Ele respondeu com tom amoroso.

Trinta minutos depois, a campainha tocou. Corri para abrir a porta sem olhar pelo olho mágico. Meus olhos ficaram cheios de lágrimas quando vi meu namorado ali parado. Então o abracei com força.

"Amor, o que há de errado?" Félix perguntou preocupado enquanto dava tapinhas suaves nas minhas costas. Pela voz dele, sabia que ele estava preocupado comigo.

"Félix, eu quero mudar escola..."

Vendo como estava me sentindo, ele me abraçou com força e continuou dando tapinhas nas minhas costas.

"O que foi que aconteceu? Por que quer mudar de escola assim de repente?"

"Han... nada, não." Balancei a cabeça vigorosamente e funguei.

"Amor, você tem estudado muito ultimamente? Você está sobrecarregada com muito trabalho? Só acho que precisa de um bom descanso."

Apesar da preocupação de Félix, não tive coragem de contar o que Carlos havia feito comigo. Tinha certeza que Félix teria explodido se lhe contasse. Ele certamente enfrentaria aquele crápula. Infelizmente, o cara iria nos perturbar sem piedade. Ele era um autêntico demônio.

Com as mãos nos meus ombros, Félix me levou até o meu quarto. Gentilmente, ele me ajudou a me deitar na cama.

"Agora descanse um pouco. Tente não pensar em nada. Vou ficar aqui com você o tempo todo. Não se preocupe."

Então ele beijou minha testa e sorriu para mim. Com o seu amparo, adormeci depois de um tempo. Entretanto, ouvi mais ou menos o que Félix estava falando com Isabel pelo telefone enquanto eu dormia.

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