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O Mafioso do Submundo

Nick Ross comanda o crime na Costa Rica sob uma fachada de bilionário influente. Durante o aniversário do filho, o perigoso mafioso fica obcecado por Kamilla Lopez, uma jovem garçonete de origem humilde. Criada em um orfanato e lutando pela sobrevivência, a garota mal imagina que despertou o desejo sombrio do homem mais temido dos noticiários. Agora, os caminhos da órfã imatura e do implacável magnata se cruzam em um jogo de poder e obsessão absoluta.
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Capítulo 1

O despertador toca e junto com o som estridente ouço batidas na porta me despertando em atos de desespero, sobressalto da cama com os cabelos caídos em meu rosto, sinto o sol iluminar o meu rosto.

— Menina, você vai se atrasar de novo!

— Acordei! - gritei para dona Carolina clamando que ela parasse de bater na madeira.

Me levanto da cama e olho para o maldito relógio, desligo o despertador e ainda sonolenta arrasto meu corpo em direção ao banheiro. Depois de fazer minhas higiene e tomar um banho bem gelado eu voltei para o quarto e vesti o meu uniforme, ao olhar-me no espelho e certificar que estava pronta, sai do quarto, assim que abri a porta sinto o cheiro de café recém feito pela preciosidade da minha vida.

— Bom dia dona Carolina. - me aproximo dela e beijo a sua bochecha.

Se não fosse por ela eu estaria morando nas ruas, não teria uma cama e muito menos um trabalho onde consigo nos sufstentar sem nenhum problema.

— Bom dia olhos verdes, como dormiu?

— Muitíssimo bem. - Me movo na cozinha preparando meu café.

— Bianca passará por aqui hoje? - me perguntou.

— Lamentavelmente não, hoje pagarei um bus pro trabalho.

— Ahh que pena, mas bem.. Aviso que hoje não dormirei em casa.

— Não que seja da minha conta, mas para onde vai?

— Claro que é da sua conta Kamilla, te considero minha filha e por isso estou te contando.

— Eu também a considero muito, como uma mãe.

— Dormirei na casa de uma de minhas amigas, amanhã iremos para um cruzeiro.

— Cruzeiro?

— Sim.

— Oh! Está bem, divirta-se.

Ela me olha com os olhos cerrados e preocupados, ela se aproxima de mim e pega minhas mãos.

— Não queria te deixar sozinha em casa.

— Não estarei sozinha, terei a companhia dos meus livros.

— Pode ir comigo, se quiser.

— Sabe que não posso, tenho trabalho.

— Durma na casa de algum amigo então.

— Me conhece há muito tempo, sabe que não durmo na casa de amigos.

— Vejo que estou lidando com uma mulher do tempo antigo.

— Apenas gosto da minha boa e velha companhia, não tem nada melhor que isso.

Saio daquela conversa e encaro o relógio, meus olhos arregalam e rapidamente em passos apressados caminho para a porta,em minhas mãos está a bolsa que sempre levo para o trabalho.

— Deduzo assim que chegar em casa, não lhe encontrarei, certo? - pergunto antes de sair.

— Certíssima! Pode trazer um namorado se quiser.

— Meu namorado é meu trabalho.

Ela sorri e fala:

— Boa resposta, ele te banca.

— Exatamente.

Ando em passos apressados pela sua movimentava naquele horário da manhã, me aproximo do ponto de ônibus e novamente encaro o relógio em meu pulso, pela terceira vez nessa semana chegarei atrasada no trabalho, a culpa é do meu sono profundo. Alguns minutos decidindo de quem era a culpa o ônibus se aproxima e encaro a lotação que já estava, era enfrentar ou ir a pé, a segunda sugestão está fora de cogitação.

— Está atrasada, há quinze minutos!

Meu chefe exclama com um olhar assustador, passo por ele e ando pelo corredor até chegar na área dos funcionários.

— Me desculpe, meu despertador não tocou, sinto muito.

— Me poupe de suas desculpas, vai trabalhar!

Rapidamente saio da sua vista e sigo para o cabine guardando meus pertences, depois de colocar o avental e luvas sigo para o balcão, a lanchonete estava cheia logo as oito da manhã.

Trabalho em uma lanchonete em uma arena de futebol, todos os dias esse lugar está lotado, me surpreendo com as pessoas que sempre estão visitando e desfrutando de uma cultura, principalmente os homens, o que mais vemos por aqui. Aqui foi o único lugar onde encontrei trabalho, era isso ou ser empregada doméstica, o que eu não era muito boa.

Dona Carolina me ajudou a encontrar esse trabalho, tudo que eu tenho é graças a ela, foi ela quem me ajudou assim que saí do orfanato, sim, cresci em um orfanato no norte de agora onde moro, era um orfanato simples, vivíamos de caridade, principalmente de pessoas conhecidas e ricas. Quando completei dezoito anos as cuidadoras me avisaram que era o momento de partir, assim que passei pelos grandes portões me vi sozinha em um mundo que não conhecia, não tinha empregado, nem dinheiro para comprar comida, estava sozinha.

Nos primeiros dias fora difícil para mim, ninguém queria contratar uma garota suja e com os cabelos desgrenhados. No dia em que conheci dona Carolina lhe ajudei com as compras até sua casa, ela simpatizou comigo, sem pensar ela me ofereceu um quarto em sua casa, quando ouvi aquela oferta lhe vi com roupas de anjo. Dona Carolina é uma viúva de meia idade, não tem filhos e morava sozinha, ela foi enviada por Deus pata mim.

— Moça você está anotando meu pedido?

— Sinto muito, o que disse?

— Perguntei se está anotando meu pedido - encaro uma adolescente.

Após entregar seu pedido vejo Bianca aproximar-se de mim, rapidamente ela pergunta pela sua parceira de baralho:

— Como está dona Carolina?

— Está bem, ela perguntou por você hoje.

— Ela não vive sem mim, acho que passarei mais tarde para visitá-la.

— Vai perder tempo.

— Não vai encontrá-la em casa, ela saiu para um cruzeiro.

— Hum.. Interessante! Está sozinha em casa?

— Sim, mas não pretendo aproveitar.

— E por que não? Podemos chamar alguns meninos e fazer uma noite de jogos.

— Não estou afim, irei aproveitar a ausência dela com livros e contemplar o silêncio.

— Está bem, divirta-se com a solidão.

— Obrigada, é muito importante ouvir isso de você. - falo com a voz carregada de deboche.

Encerramos aquela conversa e voltamos para o trabalho, iniciei a notar os pedidos dos clientes, algumas eram gentis e simpáticos, outros eram grosseiros e sempre tinham olhares maliciosos, muitos me olhavam como um pedaço de carne, as cantadas eram frequentes no trabalho. Sempre os ignorava, embora alguns fossem insistentes na tentativa de conseguir meu número, sempre os tratava bem e não correspondia aos assédios.

Assim que o expediente acabou voltei para casa no carro de Bianca, assim que cheguei eu me despedi dela e subi as escadas, eram 18h da noite e minha única vontade era de tomar banho e cair na cama.

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