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Capa do romance O herdeiro

O herdeiro

Roger confronta a liderança da máfia para proteger o futuro de sua filha, Tayla. Sob pressão do patriarca John para aceitar um casamento arranjado, ele recusa priorizar juramentos de sangue sobre a felicidade da pequena. O que antes era um dever familiar agora é uma batalha pessoal. Mesmo diante das ameaças e da intervenção de Alfredo Bittencourt, Roger desafia as tradições cruéis da organização, disposto a tudo para garantir que sua herdeira possa escolher o próprio destino.
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Capítulo 2

A mudança

Arrumar as malas foi a parte mais difícil para Tayla, ela não sabia quanto

tempo passaria fora, não sabia se poderia se quer visitar os pais.

O medo estava estampado em seu rosto.

Lúcia que estava com ela no quarto, parou de arrumar as roupas da filha e a

olhou.

— Você não precisa ir filha.

Tayla suspirou e olhou para o quarto.

Ela havia crescido naquela casa, o único imóvel no nome dos pais, a única

propriedade deles, ela nunca os faria perderem um bem tão valioso, não

financeiramente, mas sim emocionalmente, afinal foram tantos momentos felizes

em apenas um lugar.

— Eu nunca deixaria vocês perderem essa casa mãe, ela faz parte da nossa

história, faz parte dos nossos momentos felizes.

— Seu pai foi quem estragou tudo, você nunca terá culpa de nada, fique e

eu darei um jeito, nem que para isso eu precise matar alguém.

— Eu irei, mas saiba que meu coração estará sempre aqui, com vocês, com

essa casa, eu não posso e não vou deixar que o único imóvel da família seja

tomado assim de nós.

— A casa é o de menos, nós construiremos lembranças novas em outro

lugar.

Tayla voltou a suspirar.

— Eu tenho medo daquele homem, sei que ele está disposto a me levar, se

eu não for, ele voltará e será pior, eu sinto isso. — E era verdade, Alfredo

Bittencourt estava disposto a levar a jovem.

Tayla apenas abraçou a mãe, querendo diminuir não só a sua dor, como a de

sua mãe também.

Quando as duas desceram, todos os convidados da festa já tinham partido,

somente Roger e o Bittencourt estavam na sala de estar.

Os olhos castanhos, da aniversariante, fixados no Bittencourt, estavam

repletos de medo. Medo do futuro desconhecido que a aguardava. Medo do

casamento que poderia ter com aquele homem. Medo da crueldade que poderia

sofrer. Ele por sua vez estava sério e calado, mas Tayla jurou ver tristeza em seu

olhar.

— Filha, eu sinto muito! — Lúcia disse em súplica.

— Ei mãe, eu sei que a senhora foi pega de surpresa igual a mim, não se

culpe. — Tayla a abraça apertado como se fosse a última vez.

— Filha me perdoa. — Roger implorou.

— Nunca imaginei que o senhor faria isso comigo pai, mas ainda é cedo

para perdoar. — Confessou mesmo sentindo seu coração se apertar.

Tayla ama seu pai mais que tudo na vida e nesse momento sente seu

coração doer por ser assim tão fria com ele, nunca imaginou tratar o homem que

mais ama dessa forma.

— Vamos querida, já está anoitecendo. — Alfredo a chamou.

Idiota! Era tudo o que Tayla pensava quando olhava para aquele senhor

engravatado, marcando presença na sua sala de estar.

Assim que Tayla saiu pela porta sentiu braços fortes a abraçarem.

O cheiro familiar era delicioso e receber um abraço do melhor amigo era

tudo o que ela precisava.

— Como souberam? — Conseguiu perguntar mesmo sendo pressionada

fortemente por ele.

— Beatriz escutou quando sua mãe gritou com seu pai, aí dispensamos os

convidados da festa. Queria que fosse tudo diferente, queria poder evitar isso. —

Theo foi sincero.

Beatriz estava parada ao lado da porta, a morena estava em prantos.

— Eu também Theo, não sabe como está sendo difícil. — A jovem se

esforçava para não chorar.

— Mas pense minha linda, nós nos veremos todos os dias na universidade.

— Ele disse tentando alegrá-la, mas não foi o suficiente.

— Se me permitirem ainda estudar. — Tayla expôs seu pensamento,

sentindo o corpo de Theo ficar tenso.

Os amigos dela se assustaram com essa hipótese, ambos sempre sonharam

em cursar o ensino superior, juntos, mesmo que a área fosse diferente, afinal

Tayla queria cursar pediatria, Bea ser veterinária e Theo que já estava cursando

administração há dois anos, uma vez que ele era mais velho que as duas.

— Não diga isso, claro que irão deixar. — Bea falou tentando convencer a

si.

— Assim espero. — Tay completou e saiu do abraço do amigo. Indo

correndo para os braços acolhedores de Bea.

— Ainda nos falaremos todos os dias, certo?

Tayla não sabia o que sua vida se tornaria, então ela apenas encarou os

olhos verdes claros de Beatriz e respondeu sincera:

— Juro tentar te ligar sempre que conseguir.

Lúcia estava desesperada no jardim, quando soube que Tayla teria que ir

embora, ela atacou o Bittencourt com todas as suas forças, os braços ainda

latejavam com os socos que desferiu no peito do homem que estava levando a

sua menina, mas ele não reagiu e tão pouco deixou que os seus seguranças os

separassem, apenas deixou que Lúcia desferisse tapas e socos por ele todo,

descontando toda a sua raiva.

Nada daquilo adiantou, ela via o poder nos olhos azuis-claros do homem,

sabia que ele estava decidido a levar Tayla.

Lúcia sofria calada, no momento nada poderia evitar a ida da filha, seu

maior medo era que Tayla pagasse pelos seus atos, ela temia que a consequência

do que estava querendo fazer resultasse na filha.

Então ela decidiu deixar a filha ir por hora, estava decidida a pensar

calmamente e evitar problemas futuros.

A cabeça fria é o segredo para a solução. Como dizia a sua falecida mãe.

Quando Tayla se jogou nos braços da mãe, Lúcia só conseguiu encarar o

maldito causador de tudo isso, seu olhar demonstrava o quanto estava disposta a

recuperar a filha.

Roger por sua vez evitava o olhar da esposa, ele estava angustiado, estava

entre a cruz e a espada, ele sabia que aquilo não estava certo, mas sabia também

que para evitar problemas maiores, Tayla teria que se casar com o Bittencourt.

Não existia mais outra maneira, a única que existiu morreu junto com sua

esperança de ganhar aquela maldita partida de pôquer há dezesseis anos atrás.

Tayla entrou no carro preto, em silêncio, sem se despedir do pai e seguiu

para sabe-se lá onde. O lugar que agora será a sua casa, sem data prevista para

acabar.

Lúcia encara a sua menininha ir embora e cai no gramado da casa aos

prantos.

— Você e essa maldita aposta acabou com a minha vida e com a vida da

minha filha. — Ela gritou, pouco se importando com a presença dos amigos de

infância de Tayla.

— Meu amor, eu sinto muito, eu não tive escolha. — Roger tentava se

desculpar e não percebeu o olhar atento de Theodoro em sua direção.

— Não me chame de amor, você não tem mais esse direito, a única coisa

que eu quero de você é o divórcio. — Dessa vez ela não gritou, ela apenas

encarou o marido e ele percebeu que ela não estava mentindo, realmente queria o

divórcio.

Naquele dia Roger não perdeu apenas a filha, ele perdera também o

casamento, já que Lúcia entrou decidida em casa e começou a fazer as malas.

∞∞∞

Tayla ainda chora baixinho no carro e Alfredo Bittencourt encara a cena

com dor no coração.

Ele sabia que não deveria ter feito isso, a aposta lhe custou muito, ele

também perdeu o amigo de infância que amava como irmão, já que desde o dia

que Roger perdeu a partida de pôquer ambos se afastaram.

Alfredo tentou-se reaproximar, mas Roger cortou os laços, com ele e até

mesmo com o pai, evitando fazer parte da Laços de Sangue, mas se não fosse ele

quem “ganhasse” a jovem, poderia ser muito pior.

— Fique tranquila menina, você será bem tratada lá. — Ele tentou consolá-

la.

— Eu não quero ser sua esposa, eu nem se quer quero casar. — Tayla

acabou confessando.

A risada do homem tomou conta de todo o carro.

— Você não será minha esposa, eu posso ter muitos defeitos, mas esse não é

um deles, acredite.

Essa afirmação a deixou mais tranquila, mas não ao ponto de baixar a

guarda.

Se não é com ele, com quem será?

Tayla se viu mais atordoada ainda, ela teria que se casar e nem ao menos

conhecia o homem.

O resto do percurso foi seguido em silêncio e a jovem rezava para que o

carro nunca mais parasse, às vezes, a menina se beliscava para ver se não era um

pesadelo, mas não, tudo era real, essa era a mais triste realidade dela agora.

Tayla percebeu quando o carro parou na entrada de um condomínio muito

elegante, a fachada era completamente deslumbrante, os vidros espelhados

refletiam o carro preto elegante que a segurança da portaria deixou passar.

Condomínio Bittencourt, a jovem não deixou de reparar no nome do local,

tudo ali era daquela família, eles pareciam muito ricos e a aniversariante se

sentiu ainda mais deslocada, esse não era o seu mundo, essa não era a sua vida.

Quando o carro adentrou o local, a respiração dela falhou, o que já era lindo

tornou-se incrivelmente belo, as casas eram parecidas em elegância, mas cada

uma tinha sua beleza particular.

O carro seguiu até o fim da rua, adentrando um grande portão preto,

deixando à vista um lindo jardim iluminado pela luz da lua. A mansão era a

maior e a mais bela do lugar, totalmente iluminada, a cor branca fazia contraste

com o acinzentado do telhado e da escada, esta dava acesso à entrada principal.

Simplesmente perfeito. Mas ela queria tanto estar agora olhando para as rosas da

sua mãe em seu pequeno jardim e para a casa que chamou de lar desde que

nasceu.

— Vamos Tayla, desça. — Alfredo lhe estendeu a mão assim que o carro

parou e ele desceu.

A jovem saiu do carro ignorando a mão que lhe foi estendida.

Não confiava em Alfredo Bittencourt e acreditava fielmente que não

chegaria a confiar em algum dia.

Olhando atentamente o local, em busca de uma possível fuga futuramente,

Tayla acabou vendo as duas mulheres curiosas que andavam em sua direção.

Uma é incrivelmente loira, os cabelos lisos e bem cuidados beiram o meio das

costas e com lindos olhos azuis brilhantes, se tiver seus dezesseis anos é muito.

Já a outra é uma senhora um pouco mais velha, com um sorriso meigo nos

lábios, sua semelhança com a mais nova é impressionante, a única diferença são

os olhos, já que os da mais velha são de um verde-esmeralda.

— Querida essa é a Tayla. — Alfredo apresentou a jovem que estava

grudada no carro.

— Ela se transformou em uma linda mulher. — A senhora olhou encantada

para Tayla.

O olhar confuso da recém-chegada estava óbvio.

Essa mulher a conhecia de onde?

— Oi, eu sou Megan. — A adolescente puxou Tayla para um abraço

apertado, sem saber o que fazer Tayla apenas permaneceu parada.

— Megan tenha modos, ela ainda está assustada. — Alfredo chamou a

atenção da filha.

— Olá! Eu sou Angélica e essa é Megan, minha filha. — A jovem olhou

para as duas e percebeu de onde vinha a semelhança, eram mãe e filha.

— Sou Tayla.

— Isso eu sei desde sempre Tay, posso te chamar de Tay, não é? — Megan

perguntou toda feliz.

Para Meg, a presença de Tayla ali era mais que boa, ela sempre sonhou com

esse dia, que por fim, sua “irmã” chegaria.

— Claro Megan. — Tayla tentou ser gentil, mas no momento ela só queria

correr para longe dali.

— Me chame de Meg, eu gosto mais. Agora vem, vou te mostrar seu

quarto, eu mesma que decorei. — Disse e foi puxando a jovem casa adentro.

— Megan vai com calma, é tudo novo para ela.

— Eu sei papai. — A menina revira os olhos.

Então ela é a filha do Alfredo e a loira elegante é a esposa. Tayla não

evitou a respiração aliviada, por fim acreditando na palavra do homem, ele não

era o noivo.

Mas quem seria afinal?

Depois de subir a escada e entrar eu um longo corredor, Megan abriu a

segunda porta a direita.

— Não é lindo? — Perguntou olhando o quarto branco com detalhes

dourado.

Tayla olhou o local, era muito bem decorado, a cama de casal coberta com

um edredom branco e vários travesseiros. Era enorme demais para ela que media

apenas um metro e sessenta e dois centímetros, a escrivaninha no canto

combinava com a cama, também branca.

— Bom, eu soube que você ama ler, então coloquei uma estante. — Megan

comentou.

Tayla se virou e viu a grande coleção de livros que estava a seu dispor.

Megan havia colocado a estante na parede oposta à da cama, cada parte ali

estava coberta de livros, exceto a janela de vidro, que estava bem no meio.

— Nossa! — Tayla comentou, caminhando até lá e olhando atentamente os

livros.

A maioria estava na embalagem ainda.

Mas mesmo assim preferia o seu antigo quarto, com pôsteres de sua banda

favorita, colados na parede e sua pequena estante de livros.

Ela queria estar no seu lar, aproveitando a companhia dos seus pais e

amigos, não ali.

Ela sentiria tanta falta.

— Olhe o banheiro. — Megan abriu a porta e Tayla reparou na enorme

banheira que estava ali, para ela, o lugar era extremamente luxuoso, não

combinava com ela aquele ambiente. — E esse é o seu closet, vamos fazer

muitas compras juntas, eu, você e a Bruna, vou te apresentar a ela, é a minha

melhor amiga.

Tayla se aproximou da porta do closet e o olhou. — Meu quarto era desse

tamanho. — Pensou alto.

Sem mais ter forças deixou as lágrimas caírem e se sentou na porta do

closet ainda com Megan a encarando.

— Desculpe, eu devo ter exagerado, eu costumo exagerar, mas não precisa

chorar Tay. — Meg diz culpada, sentando ao seu lado e segurando a sua mão em

um gesto de apoio.

O ato pegou a jovem Tayla de surpresa, nunca imaginou que uma pessoa

como Megan, criada em um mundo carregado de riqueza se sentaria no chão ao

lado dela.

— Tudo bem, a culpa não é sua. — Tayla tentou inutilmente secar o rosto,

mas as lágrimas brotavam cada vez mais.

— Por que você não toma um banho? Depois pode descer para jantar, você

precisa conhecer o Christopher. — Megan sugeriu, dando uma piscadinha para a

futura cunhada.

— Eu vou tomar um banho sim, mas primeiro preciso pegar a minha mala.

— Vá e aproveite seu banho, eu peço para alguém trazer as suas coisas.

Assim que Megan saiu do quarto, Tayla entrou no banheiro e olhou para a

imensa banheira.

Não seria tão ruim assim usá-la, seria um excelente motivo para demorar a

descer. E assim ela fez, encheu a banheira, despejou o sabonete líquido e entrou,

tomando o cuidado de não molhar os cabelos, afinal se molhasse teria que secar,

cabelos compridos significam horas de atraso.

Depois de já não poder mais evitar descer, com as mãos trêmulas e frias,

Tayla saiu do quarto e caminhou para a sala de estar. Ainda no topo da escada

conseguiu ver três caras sentados com a Megan e seus pais.

— Quando ela descer eu quero que se comportem meninos! Não a assustem

mais do que ela já está! — Angélica alertava aos filhos.

— Tudo bem mãe, mas ela ainda está igual as fotos? — Um deles

perguntou.

Tayla prestou atenção nesse detalhe.

Fotos?

Eles tinham fotos minha?

Então eram a partir de fotos que todos a conheciam?

— Olhe você mesmo, Elliot. — Meg deu um aceno com a cabeça.

Assim que os três irmãos, que ainda não conheciam Tayla pessoalmente,

olharam para ela, abriram a boca.

— Uau! — Elliot deixou escapar enquanto olhava a linda menina de

cabelos negros e lisos até a cintura, a pele branca combinava perfeitamente com

a cor dos olhos, um castanho brilhante.

— Tayla, venha aqui minha filha. — A jovem olhava para todos tentando

adivinhar qual seria o Christopher.

— Oi. — Seu tom foi baixo e envergonhado devido aos três pares de olhos

claros sobre ela.

— Esse é Elliot, meu segundo filho. — Angélica indicou o homem de olhos

azuis fascinantes, cabelos castanhos e um belo sorriso, o mesmo que tinha

perguntado sobre a tal foto.

— Oi Tayla, você está muito mais linda do que nas fotos. — Elliot se

levantou e deu um beijo na mão direita de Tayla.

— Mamãe esqueceu-se de dizer que Elliot é muito atrevido. — Megan disse

com um risinho.

— Deixa o Chris ver isso. — O que estava sentado no meio comentou.

— A propósito esse é Ethan, o meu terceiro filho. — Dos três ele era o mais

parecido com a mãe, com lindos olhos verdes e cabelos de um tom de loiro

claro.

— Seja bem-vinda Tayla. — Ele comentou apenas isso, educado.

— E esse é Matthew, o caçula dos homens. — Angélica comentou

mostrando um jovem tímido que deve ser pouca coisa mais velho que Tayla, o

cabelo dele era parecido com o céu noturno de tão escuro e brilhante, os olhos

também tinham o tom azul fascinante, ele era muito parecido com o pai.

— Megan vai chamar o Christopher, ele está demorando muito. — Alfredo

mandou.

Assim que Megan saiu, Tayla se sentou no sofá oposto aos irmãos, estes

ainda a encaravam, principalmente Elliot que nem se quer disfarçava.

— Então Tayla já está na universidade? — Ethan perguntou para quebrar o

silêncio.

— Fui aceita, ganhei a bolsa para medicina. – Ela contou com um sorriso

orgulhoso.

— Oh! Temos uma estudiosa aqui, a bolsa de medicina é muito difícil de

conseguir. — Elliot constatou.

— Sim eu tive o privilégio, mas não sei se vou estudar.

Nessa hora Christopher se surpreendeu com a voz doce que escutou assim

que se aproximou da sala de estar.

Curioso ele encara a dona dessa voz, a jovem com enormes cabelos lisos

estava vestida em uma regata branca e um shorts jeans de lavagem clara,

encantadoramente linda, mas Tayla ainda não tinha se dado conta da presença

dele, já que estava conversando e sorrindo para Elliot.

Sem a permissão de Christopher, o seu corpo reagiu à garota e no mesmo

instante ele ficou incomodado com ela sorrindo para o irmão.

— Atrapalho? — Sua voz saiu mais brava do que deveria e nesse instante

Alfredo soube que tinha feito à escolha certa...

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