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Capa do romance O Fio Invisível Que Nos Une

O Fio Invisível Que Nos Une

Alexis vive assombrada pelo luto após perder os pais em um acidente de carro fatal. Sem rumo, sua trajetória cruza com a de Dominic, um homem atormentado por uma tragédia similar: a perda da esposa e do filho em uma noite chuvosa. Enquanto ele luta contra o desejo de desistir de tudo, a presença de Alexis traz um alento inesperado. Unidos por um fio invisível e um passado doloroso, ambos descobrem uma conexão profunda que pode transformar suas feridas em paz.
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Capítulo 1

Alexis

5 anos atrás

Hoje o dia estava daquele jeito que creio que todos gostam o céu estava fechado mais não havia sinal de chuva o que era bom porque todas vezes que chovia literalmente o mundo caindo tanto ao ponto de nos deixar ilhados em casa mais Hoje era um dia especial porque eu iria na festa de 15 anos da minha melhor amiga Wanessa nós nos conhecemos desde o jardim de infância e não seria justo se eu não fosse no dia mais especial para ela que é seu aniversário com toda a certeza Wanessa ficaria muito chateada e eu era o tipo de pessoa que não gostava de decepcionar ninguém Porque tudo que gosto é decepcionar alguém que eu amo.

Depois de alguns segundos me levantei da cama e claro depois que a minha mãe veio me chamar pela segunda vez dizendo que se eu não me levantasse eu chegaria atrasada ao meu primeiro compromisso do dia que era o salão de beleza porque a festa da Wanessa não iria começar tardiamente isso é claro que não foi uma exigência dela, porque se fosse por ela essa festa iria até o sábado que vem, mas como os seus pais irão participar eles exigiram para ela que a festa começasse.

— Acho isso meio fresco, mas quem sou eu para julgar — digo para mim mesmo dando de ombros.

Então depois de alguns segundos finalmente eu me levantei da cama, olhei em direção à janela com um sorriso enorme e a passos rápidos segui a direção da janela, abri as janelas e respirei profundamente sentindo o ar puro da manhã, olhei em volta e tudo que eu via era uma mata densa a casa dos meus pais tinha sido construída por um arquiteto renomado e era uma casa no meio do mato como eles queriam.Depois de alguns segundos encarando as árvores e olhando para o céu girei meus calcanhares e voltei para dentro do quarto, eu tinha que começar a minha preparação para a festa da Wanessa porque eu sabia bem como as coisas começavam e como terminavam em todas as suas festas, pois mesmo ela tendo 16 anos e eu 15 anos Nessa sempre dava um jeito de levar bebida alcoólica para todas as suas festas, mas eu prometi a mim mesma que dessa vez que não iria ingerir nenhuma gota de álcool.

— As coisas não vão terminar como da última vez — digo para mim mesma para me lembrar.

Da última vez que bebemos demais pegamos um carro e quase arrebentamos ele em um muro, mas por sorte não aconteceu nada de mais e eu agradeço a Deus todos os dias por isso E desde aquele dia eu fiz a promessa que eu nunca mais ia colocar uma gota de álcool na minha boca mesmo que fosse festa de algum aniversário da minha melhor amiga.Fui para a closet, troquei rapidamente de roupa, logo em seguida voltei para o quarto, peguei a minha bolsa e a chave do carro e caminhei a passos apressados em direção à porta, assim que passei pelo umbral senti meu celular vibrando, abri a bolsa e tirei e de dentro desbloqueie e vi que era uma mensagem da minha amiga perguntando na onde que eu estava rapidamente responde para ela que já estava a caminho.

— Ela e afobada demais — comecei a rir sozinha com esse pequeno comentário.

A passos rápidos atravessei o corredor até chegar na escada, desci degrau por degrau depressa, mas tomando todo cuidado do mundo para não cair porque eu tinha certeza que se eu descesse essa escada rolando provavelmente eu morreria.

— Bom dia, querida — mamãe falou no pé da escada com um sorriso em seu rosto.

Terminei descer a escada e dei um beijo no rosto da minha mãe.

— Bom dia, mamãe — minha mãe falou olhando para mim com um sorriso.

— Cadê o papai? — perguntei, estranhando que ele não estava na mesa como de costume.

— Seu pai está resolvendo alguns assuntos no escritório, minha mãe — falou olhando para a porta um pouco distante.

Hoje era aniversário da Wanessa e eu perguntarei para a minha mãe se eu posso ir, pois como Wanessa mora aqui no condomínio creio que não haverá problemas.

— Mãe, hoje e o aniversário de 16 anos da Wanessa, eu posso ir? — perguntei para ela dando um sorriso esperançoso.

Minha mãe ficou em silêncio por alguns segundos, mais logo abrir um sorriso.

— Claro que pode — minha mãe falou com um sorriso.

— Obrigada — digo enchendo de beijos, a fazendo rir.

Como o meu pai não iria vir tomar café da manhã nos começamos a tomar o desjejum conversando sobre algumas coisas aleatórias e assim que terminamos fui correndo para o meu lugar favorito da casa e assim que entrei na biblioteca fui em direção à primeira estante peguei um dos clássicos da Jane Austen e até uma das poltronas que ficava perto da janela me sentei e passei as próximas horas lá, pois era assim toda vez que eu entrava aqui sempre me perdia de um livro para o outro.Depois algumas horas olhei no relógio e vi que tinha passado tempo demais presa ali e que já estava na hora de me arrumar para ir no aniversário de Wanessa, então guardei o livro em seu lugar e caminhei a passos rápidos para fora do cômodo, segui pelo corredor como um foguete e assim que cheguei na sala vi que tudo estava no mais completo silêncio então deduzi que meus pais teriam saído para jantar eles sempre faziam isso no sábado a noite.

— Tenho que andar rápido — digo para mim mesma.

Fui até a escada, subi rapidamente pulando degrau por degrau até que senti meu celular vibrando, eu sabia que era Wanessa perguntando se eu já estava indo para sua, pois as outras já devem estar lá somente me esperando para podermos dar início a festa do pijama, sim, era uma festa do pijama porque ao invés de fazer algo grandioso ela queria algo somente com as suas melhores amigas e o meu celular contínuo vibrando.

— Aí Wanessa você e muito apressada — digo para mim mesma dando uma pequena risada.

Mais do que depressa atendi com um sorriso no rosto, mais ao escutar o que falavam do outro lado da linha meu sorriso foi morrendo gradativamente eu fiquei totalmente em choque ao ponto de deixar o celular cair no chão e segurar no corrimão com força para não cair, pois minhas pernas tinham perdido todas as forças que ajoelhei na escada sentindo minha visão embasada devido às lágrimas que insistiam em cair sem parar.

— NÃO MEUS PAIS NÃO — gritei sentindo uma dor enorme em meu peito.

Pois naquele segundo minha vida tinha mudado de hora para outra eu sentia uma dor que me dilacerava de dentro para fora, eu nunca tinha sentido a dor da perda assim tão viva.

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