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Capa do romance  O filho secreto do CEO - Amo-te Desde Sempre

O filho secreto do CEO - Amo-te Desde Sempre

Na juventude, Katellyn Welsh entregou seu coração a Joshua Ferrell, mas a ambição dele falou mais alto que o amor. Rejeitada e carregando as marcas dessa entrega, ela partiu para reconstruir sua dignidade longe dali. Anos depois, o destino os une novamente. Joshua está decidido a reconquistá-la a qualquer custo, mas Kate guarda mágoas profundas e um segredo vital que mudará tudo. Ele terá que lutar muito para provar que mudou e obter o seu perdão.
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Capítulo 2

Katellyn Welsh

Desço às escadas e encaminho-me em direção a cozinha, observo que estão todos à mesa, sentados, só falta a minha pessoa.

— Bom dia! — falo alegremente, meu pai logo responde.

— Bom dia, minha princesa, dormiu bem? — meus irmãos não dizem nada, entretidos no celular e minha mãe no fogão vai logo perguntando:

— Vai querer o quê? Seus ovos mexidos de sempre?

— Sim mamãe, por favor. Dormi sim, papai — respondo, e logo em seguida pergunto. — Chegou alguma correspondência para mim?

— Não querida, apenas aquelas duas que você nem abriu ainda — mamãe fala, referindo-se às cartas das duas universidades que chegaram.

— Nem vou abrir — digo, pelo menos por enquanto, penso — Estou esperando uma que para mim é mais importante do que essas que chegaram — falo distraída.

— E se tiver prazo? E se você não foi aceita? Não tem nem ao menos a curiosidade de saber do que se trata? — minha irmã pergunta, se pronunciando pela primeira vez, e todos ficam esperando minha resposta.

Pego o prato que minha mãe me oferece e respondo.

— Tenho quase certeza que fui aceita nas duas, porém, não são minha primeira escolha — digo tranquila. — E ainda estou esperando a Nick receber as delas.

— Como sabe que ela ainda não as recebeu? — Clhoe insiste. Olho para ela de cara fechada e respondo.

— Nina, simplesmente porque combinamos de abrirmos juntas, e ela ainda não me falou de nenhuma carta que tenha recebido, e eu não quero deixá-la triste, porque recebi as minhas e ela não.

— Isso é muita idiotice de vocês duas — meu irmão fala sem desviar os olhos do celular. — E se ela estiver fazendo o mesmo que você? — diz agora me encarando. — Escondendo o jogo para não magoar seu pobre sentimento?

— Olhe o deboche rapaz — meu pai o repreende e continua. — Largue esse telefone e tome seu café direito — e virando-se para mim, diz: — Seu irmão tem razão — olha-me sério.

Minha mãe não diz nada, fica apenas observando, mas sei que também não concorda.

— Vou pensar nisso! — digo e emendo, mudando de assunto. — Mãe vai precisar de mim agora pela manhã? Eu estava querendo ir ao clube com a Nick — ela tinha deixado uma mensagem no meu celular, dizendo que estaria lá.

— Não, querida, pode ir — responde se levantando. — A Sara chega já, os filhos viajaram e ela resolveu vir passar o dia por aqui para me ajudar com a casa e com o almoço.

— Por favor, me deixa ir também, por favor, por favor, por favor... — Clhoe implora olhando para mim. Olho para minha mãe que faz um gesto positivo com a cabeça e eu respondo. — Tudo bem, vá se trocar que eu só vou escovar os dentes. Não demore ou vou sem você.

Ela sai em disparada, escada acima, saltitando feliz da vida. Nem parece que já é uma pré-adolescente, por incrível que pareça, o Jeffy é mais maduro do que ela. Sempre na dele, centrado em suas palavras e atitudes.

— Estou de saída, então se quiserem carona, apressem-se — meu pai fala quando estou subindo às escadas.

— Queremos sim, pai, desço em cinco minutos.

Joshua Ferrell

Estou na sala do meu pai, incomodado com o que acabei de ouvir.

— Pai, não pode fazer isso. Tenho me dedicado integralmente aos negócios da nossa família desde que era só um garoto. Investi muito tempo e energia aqui. Em minhas férias da faculdade, acordei muitas vezes, enquanto ainda era madrugada e trabalhei até quando o sol se punha. Eu mereço isso. Sabe que quero muito assumir esse cargo — falo com irritação na voz, andando frente a sua mesa, enquanto ele me olha sério, recostado em sua cadeira, não consigo decifrar seu olhar.

— Sei disso meu filho — suspira, apoia os braços sobre a mesa e continua. — Porém, essa filial é praticamente independente de todo conglomerado. Andaria praticamente sozinho, acha que está preparado? — meu pai indaga-me sério.

— Não me subestime Sr. Ferrell. Estou mais do que preparado e sabe disso — seguro seu olhar no meu. Puxo o ar para meus pulmões, tentando me acalmar, me sentando a sua frente em seguida.

Não acredito que meu pai tenha dúvidas do meu potencial. Afinal, o que foram todos esses anos que investi aqui? Encaro sua postura austera, o que não condiz com seu olhar, agora risonho.

— Meu filho, não me leve a mal, tenho visto seus esforços na empresa e confio em suas decisões de olhos fechados, porém, às vezes, você tem um comportamento muito inconsequente lá fora — ele respira fundo. — E essa imagem não fica bem diante dos acionistas e investidores.

— Pai... — tento falar, ele interrompe-me.

— Não, Joshua! — altera um pouco sua voz. — Você sabe que fiz essa empresa do nada. Prezo por tudo que construí durante todos esses anos — olha-me atravessado. — Cada semana você aparece com uma garota diferente, pensa que não sei do loft que você mantém no centro? — diz olhando-me e continua. — Bebe de forma irresponsável, e, até de um racha de carros participou.

Olho para meu pai com os olhos arregalados. Como ele descobriu tudo isso? Sempre procurei ser muito discreto, evitando aparecer na mídia. Antes que eu pergunte ele continua.

— Sim, meu filho, eu sei de tudo que acontece com você.

— Isso aconteceu há quase um ano — digo, simplesmente. — Não tenho saído para baladas, nem participo desse tipo de coisa mais.

— Isso é o tipo de coisa que não pode ser associado a ninguém de nossa corporação, ainda mais a um membro com cargo tão elevado. E uma vez exposto, não se esquece tão facilmente.

— O que você quer que eu faça para dar-me essa chance? — pergunto resignado, mas não me dou por vencido.

Ele levanta-se e anda até o grande janelão atrás de sua mesa. Dou o tempo que ele precisa para responder minha a pergunta. Pela demora em falar, penso que ignorará o que perguntei, então ele volta-se para mim dizendo:

— Vamos fazer assim... — olha-me fixamente. — Tire suas férias como planejado e na sua volta, conversaremos novamente.

O encaro desacreditado. Não me agradou em nada essa proposta do meu pai, mas saberei dar um passo atrás, para dar três adiante depois. Com afobação não conseguirei nada, e se quiser realmente convencer o velho, terei que ser cauteloso, não cheguei onde estou agindo por impulso. Sei muito bem aonde quero chegar e nada vai me desviar do meu objetivo.

— Tudo bem, pai, mas não pense que desistirei, afinal sou seu filho — pisco para ele que imediatamente abre um sorriso, relaxando a postura de momentos antes.

— O que pretende fazer? Vai viajar? — pergunta mudando de assunto e quebrando clima tenso de antes.

— Não! Prometi ao Sr. O'Malley que ajudaria com o passeio de formatura do terceiro ano do Nudgee St Joseph's College — não sei o que deu em mim para aceitar essa proposta do Matt. Eu devia estar louco.

O Sr. O'Malley, é pai do meu melhor amigo, o Matt, e também é muito amigo do meu pai. Sempre que possível, estão no clube de golf ou viajando juntos em família.

— Não sei se fico feliz em você ajudar o Gregory ou preocupado com todas as jovens que estarão nesse acampamento.

— Não é nada disso, vou apenas para fazer companhia ao Matt e ajudar no que for preciso, o pai o intimou a participar esse ano, já que dois funcionários que faziam parte da organização do college, ficaram doentes na última hora.

— Se você diz — fala com ar de riso.

— Pai, eu sei que sou mulherengo, mas não pego menininhas novinhas, tenho consciência das leis do nosso país — digo. — Agora vou indo, vim apenas pegar os documentos da reunião de segunda e já estou atrasado para encontrar o Matt no clube — olho em meu relógio, e continuo. — Vai ficar até que horas aqui? A mãe não gosta quando trabalha no sábado.

— Também já estou indo — ri olhando a foto de minha mãe sobre a mesa, seus olhos chegam a brilhar. Nunca vou entender esse tipo de amor que os meus pais têm.

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