
O filho do policial mafioso - Irmãos Rodrigues – Livro II
Capítulo 2
Beatriz
No casamento de Willow e Alexandre
Jamais imaginei que levar Willow em uma boate ocasionaria nisso. Tenho que ficar esperta, não posso colocar tudo a perder. Já não tinha interesse de me aproximar de ninguém, agora mesmo que uma amizade com essa mulher não deslancha. Os Rodrigues e os Albuquerque se conhecem. E o idiota do meu primo está aqui. Duvido que esteja aqui pelo mesmo objetivo que eu. Encontrar sua irmã nunca foi prioridade para ele. Deve estar feliz em se tornar filho único, único herdeiro.
Quase deixei o champanhe cair quando ele apareceu do nada onde eu estava, tentando manter distância do branquelo. Por sorte consegui me esconder.
Deixei o champanhe de lado e decidi encerrar a festa. Só vim porque Willow insistiu que não conhecia praticamente ninguém, já sabia que era quase impossível conseguir alguma informação sobre Marcela aqui. Agora que Willow fugiu para a lua de mel estou livre, não há nada aqui que me ajude na localização da minha prima.
O casal da pensão que veio comigo ficou se divertindo e eu fui para o quarto que dividiria com eles.
Sinceramente, hoje foi um dia tão cansativo. Os últimos meses foram. Tudo que mais queria agora era uma boa foda que me levasse até a última gota de energia... Meses sem transar, vou acabar tendo alucinações.
Marcela, quando eu te encontrar você vai ter que passar meses me mimando para compensar.
Pensava em formas de ser mimada por minha prima quando... Ele apareceu do nada. Não sabia que um desejo nesse castelo poderia se materializar.
O homem negro e perfeito, pouco mais alto que eu com salto, chegou como um furacão e me puxou contra si.
― Finja comigo ― pediu encarando a entrada.
Foi quando vi a mulher vindo em nossa direção. Era uma ruiva magra e pequena.
― André. O que está fazendo? ― perguntou parando perto de nós.
― Vim encontrar minha namorada ― ele respondeu com convicção.
― Namorada? ― a decepção era evidente em seu rosto.
― Querida, essa é minha amiga, Katy. ― Me apresentou a outra me chamando de querida para evitar o fato de não saber meu nome.
Decidi entrar no jogo. Não custa nada ajudar uma pobre pessoa e ele ficar me devendo.
― Oi, Katy. ― Sorri para ela e passei o braço pela cintura dele, colando um pouco mais nossos corpos. ― Pode me chamar de Bia. É como meus amigos me chamam.
― É um prazer ― disse. Pela sua expressão pude ver que estava longe de ser um prazer. Ela queria era prazer com ele.
― Amor, eu quero dormir. Estou cansada. ― Fiz a minha melhor voz de namorada manhosa.
― Katy, queria me dizer algo? ― ele se virou para a mulher que ainda esperava. Coitada! ― Vou levar essa preguiçosa para descansar.
Finalmente ela pareceu sair do transe e entender que ele não estava disponível.
― Não. Boa noite para vocês.
Comecei a alisar o rosto bonito dele para o caso dela olhar para trás ou voltar. E, de repente, meus olhos focaram seus lábios grossos e ao subir o olhar, percebi que ele também me encarava com seus incríveis olhos negros. Esqueci completamente porque estava nos braços dele.
Nossos lábios se aproximavam. E infelizmente um barulho de uma porta batendo me fez afastar.
― Acho que ela já foi ― ele disse sem jeito. ― Obrigado por me ajudar.
Ele falava, mas não se afastava. Suas mãos continuavam em mim.
Eu posso ir embora agora e perder essa chance ou posso aproveitar a possibilidade de um sim.
Aproveitei nossas posições e o pressionei contra a parede. Ele sorriu malicioso. Homens! Tão disponíveis.
― Eu te fiz um favor. Hora de retribuir.
― O que quer em pagamento? ― podia sentir o tesão emanando dele.
― Orgasmos.
Foi impossível não rir da sua expressão.
― O que foi? Uma mulher não pode usar a palavra orgasmo?
― Claro que pode. Eu só não sabia que Papai Noel entregaria meu presente adiantado.
― Ao invés de estar falando, poderia estar desembrulhando ele ― provoquei.
― Venha! ― ele me puxou pelo braço e me levou para um dos quartos. Era exatamente como o meu só que no lugar de duas camas, só havia uma.
Foi só fechar a porta para sua boca esmagar a minha e suas mãos me agarrarem com uma pegada muito gostosa.
As roupas ficaram espalhadas pelo quarto e dois corpos nus caíram na cama.
Esse tal André é gostoso demais. O pau dele é meio torto de um jeito que alcança lugares tão.. tão.. só posso descrever com um gemido. Talvez um ai meu Deus.
Em minha vida sexual toda ninguém nunca me mostrou o paraíso que esse Rodrigues me apresenta. Orgasmos múltiplos, isso sim é um fim de noite digno.
Nem vi a hora em que pegamos no sono. Acordei com o dia amanhecendo. André ainda dormia.
Me vesti, beijei seus lábios de dorminhoco e fui para o meu quarto. Em poucas horas seria a volta para o Brasil. Algumas pessoas ficariam para curtir a cidade, enquanto outras voltariam para suas vidas. Escolhi voltar. Já conheço mais de Paris que seus pontos turísticos.
Hora de voltar ao Brasil e continuar minha busca, com forças renovadas depois desse sexo maravilhoso. André Rodrigues, o melhor sexo da minha vida. Talvez depois que encontrar Marcela eu passe a procurar por ele para repetir a dose.
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