
O Erro de 0%: A Verdade de Uma Esposa Fiel
Capítulo 2
O médico entregou-me o relatório do teste de ADN, a sua expressão era de pena.
"Senhora, o resultado do teste de paternidade está aqui. A criança na sua barriga... não é do seu marido."
As suas palavras foram diretas, sem qualquer rodeio.
Agarrei o papel, os meus dedos tremiam tanto que quase o rasguei.
A conclusão era clara: a probabilidade de paternidade de Pedro em relação ao feto era de 0%.
O meu mundo desabou.
Eu e o Pedro estávamos casados há três anos. Ele era o meu primeiro amor, o homem com quem eu sonhava construir uma família.
Esta gravidez foi uma surpresa, mas uma surpresa feliz. O Pedro ficou radiante quando soube, tratou-me como uma rainha.
Mas agora, este relatório dizia que a criança não era dele.
Como era possível? Eu nunca o traí.
A minha mente estava um caos, a tentar encontrar uma explicação. A única possibilidade era a inseminação artificial que fiz há três meses.
O Pedro tinha um problema de fertilidade, e depois de muitas discussões, decidimos tentar a inseminação.
Fomos à melhor clínica de fertilidade da cidade, recomendada pela minha sogra, Joana. Ela acompanhou-nos em cada passo.
Será que a clínica cometeu um erro? Trocaram as amostras?
"Doutor, tem a certeza? Pode haver um erro?" a minha voz soava desesperada.
O médico suspirou. "Os testes de ADN são extremamente precisos. A margem de erro é quase nula."
Saí do consultório como um autómato, com o relatório na mão. O corredor do hospital parecia interminável.
Liguei ao Pedro. Precisava de lhe contar. Precisávamos de resolver isto juntos.
Ele atendeu ao segundo toque, a sua voz cheia de preocupação.
"Ana? Está tudo bem? Já saíste da consulta? O que disse o médico sobre o bebé?"
As suas perguntas carinhosas só me fizeram sentir pior.
"Pedro... preciso de te ver. Podes vir ao hospital?"
Houve uma pausa. "Aconteceu alguma coisa? Estás a assustar-me."
"Apenas vem, por favor."
Desliguei antes que ele pudesse dizer mais alguma coisa. Não conseguia falar sobre isto ao telefone.
Sentei-me num banco no corredor, a olhar para o papel. 0%. Um número que destruía o meu futuro.
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