Capa do romance O destino trouxe você de volta pra mim

O destino trouxe você de volta pra mim

8.7 / 10.0
Em O destino trouxe você de volta pra mim, Victor Bastos se torna obcecado por Aysha após um encontro fatídico. Neste romance de tirar o fôlego, o bilionário decide comprá-la sem saber da gravidez secreta. Leia este billionaire romance books e descubra o desfecho desta online novel.
Resumo de O destino trouxe você de volta pra mim
Victor Bastos busca no álcool o alento para uma desilusão amorosa, mas o destino intervém quando ele invade o quarto de Aysha por engano. Tomado pelo desejo e acreditando que ela é uma profissional, ele a possui. Incapaz de esquecê-la, Victor descobre que ela foi posta à venda e decide comprá-la para saciar sua obsessão. No entanto, Aysha carrega uma dor profunda e um segredo: espera um filho do homem que ama, mas recusa ser tratada como um objeto.
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O destino trouxe você de volta pra mim Capítulo 1

Capítulo 01

Victor Bastos

Era de madrugada e eu cheirava a álcool.

O silêncio das ruas só me trazia as piores recordações.

Cambaleei vez ou outra, bêbado demais para me equilibrar. A verdade que eu tentava me afogar em whisky pesava mais a cada passo: ela ia se casar com outro. Outro, porra! Depois de passar a vida toda esperando por esse momento, ela seria de outro.

Depois da terceira garrafa, mandei a mensagem. Simples, direta, como tudo o que eu fazia:

"Envie uma mulher para o meu quarto." "Sem exigências." - Não quis saber o nome, o rosto, a história. Só precisava de um corpo para esquecer o peso da minha cabeça, então desliguei sem ouvir.

O hall do hotel estava vazio quando entrei, ouvi apenas os meus sapatos. O segurança olhou de canto de olho, mas não se atreveu a dizer nada. Sabia quem eu era - e sabia que era melhor não perguntar. É esperto.

No corredor do meu andar, vi algo que me fez parar por um segundo... Uma mulher na minha porta. Pequena, corpo encoberto por uma longa túnica branca. O rosto parcialmente oculto por um pano sensual que deixava apenas seus olhos à mostra. Uma imagem quase contraditória para uma puta.

Eu deveria achá-la discreta, mas era tudo menos isso. Era provocante ao extremo, justamente pelo que escondia.

Aproximei-me, sem conseguir tirar os olhos dela.

- Você é a garota que eu pedi. - Minha voz saiu baixa, mais rouca do que eu pretendia. Sorri ao brincar com o pano que a escondia. - Se a intenção é me deixar louco com o que esconde, está dando certo.

Ela não respondeu de imediato, não me encarou nem por um segundo. Parecia tentar sentir meu cheiro, ouvir o que eu falava. Seus olhos eram escuros, curiosos e medrosos. Eu deveria tê-la reconhecido de cara como diferente das outras, mas o álcool e a raiva cegavam meu julgamento. Claro que é a puta, toda cheia de charme pra cima de mim. Esses lugares estão evoluindo.

Antes que percebesse, prendi-a contra a parede com uma das mãos ao lado do seu rosto, bloqueando qualquer chance de fuga.

- Tá com medo? Consigo sentir seu corpo tremer. É bem inexperiente, mas bem sexy. - Perguntei, quase num desafio, embora ela não tivesse tentado fazer nada comigo. Nem pegou no meu pau. - Se veio até aqui, faça direito o que veio fazer.

Ela olhava para a parede. Seria uma tática para me provocar?

- Estou louco para ver o que esconde debaixo dessa fantasia. - Cheguei bem perto. Seu cheiro parecia familiar.

Foi aí que percebi: ela era diferente. Peculiar demais para uma prostituta comum. A roupa, o jeito cauteloso de respirar, a postura ereta como quem não estava ali por escolha.

Merda, talvez não fosse quem eu esperava.

Afastei-me, soltando-a de imediato.

- Você não é quem eu pedi, ou é?

Ela permaneceu calada, como se decidisse naquele momento se deveria fugir ou não.

- Vai embora. - Murmurei, esfregando o rosto com as mãos e empurrando a mulher. - Some daqui! Eu não quero mais ninguém hoje.

Ela virou e desapareceu com uma bengala pelo corredor, como uma sombra.

Fiquei ali parado, ouvindo o silêncio tomar conta novamente. O rosto dela ficou gravado na minha mente de um jeito estranho, o tipo de imagem que o álcool deveria apagar, mas não conseguiu.

Continuei caminhando e entrei no quarto ainda atordoado, estranhei estar aberto, devo ter esquecido de fechar. A luz do abajur piscava de forma irritante, como se zombasse da minha noite de merda.

Joguei o paletó sobre a poltrona, afrouxei a gravata e me larguei na cama. O teto rodava acima de mim como uma dança cruel que só o whisky podia coreografar. Fechei os olhos e acabei cochilando.

De repente, as lembranças de momentos difíceis e cruéis que já vivi vieram como um golpe: explosões, gritos, corpos caídos.

Respirar ficou difícil. Eu estava dormindo ou estava acordado?

As paredes pareciam se fechar, a escuridão me sufocava. Eu estava de volta. Não ao quarto, mas ao campo de batalha. O cheiro de pólvora misturado ao sangue fresco inundou minha mente. Meu corpo começou a tremer, o suor escorrendo frio pela testa. Eu precisava sair dali. Gritar, fugir, mas estava preso dentro da minha própria mente, refém dos meus demônios.

Foi então que senti uma mão suave e firme, tocando meu rosto.

- Calma, você está seguro.

Minha visão foi clareando aos poucos, até que a vi. Ela estava ali, sentada ao meu lado. A mulher que eu tinha mandado embora segurava meu rosto com cuidado, tocando cada parte da minha pele, os olhos cravados nos meus, como se pudesse me ancorar à realidade.

- Respira, está tudo bem, agora. - Repetiu, seu tom quase hipnótico. - Sinta as minhas mãos, soldado. Estão quentes.

Por alguns segundos, só havia o som da nossa respiração. Meu coração desacelerava. A crise se dissolvia lentamente. O silêncio voltou, mas, dessa vez, não era sufocante.

Eu a encarei, sem entender por que ainda estava ali.

- Por que você voltou? - puxei sua roupa, vendo o brilho dos seus cabelos pretos, tão audaciosos e sensuais, quando caiu o lenço que os cobria.

Ela não respondeu.

Sem pensar, me aproximei. Eu a puxei com força pra perto de mim e a beijei. Tirei dela a chance de se resolver, de decidir se ficaria ou iria embora. Se voltou ao meu quarto é porque está a trabalho, e tenho meus desejos.

Sua boca era quente, doce, uma tentação do caralho. Meu mundo girou novamente quando apertei sua cintura sobre aquela roupa que estava me deixando louco.

"Caramba! O que essa mulher provoca em mim?"

O beijo aprofundou, cheio de urgência. Preciso e confuso, repleto de alívio e desejo. Segurei forte seu corpo pequeno, sentindo meu pau pulsar sem controle algum. Eu não a deixaria ir até que tivesse acabado.

- Quem é você, morena? - sussurrei, enquanto sentia seu gosto doce durante os beijos.

Foda-se! Eu não queria mais saber. Nada importa essa noite.

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O destino trouxe você de volta pra mim de Conteúdos

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