Capa do romance Ela só pode ser minha!

Ela só pode ser minha!

8.1 / 10.0
Eleanor deu tudo de si em três anos de casamento, mas recebeu apenas o divórcio. Diante da traição do marido e do desprezo da sogra, ela decidiu revidar com fúria, expondo a hipocrisia de sua família política. Revelando-se a mente brilhante por trás dos negócios do ex e uma cirurgiã renomada, ela reconquista seu poder. Quando ele implora por perdão, já é tarde: um novo homem influente surge para protegê-la, declarando que ela pertence apenas a ele.

Ela só pode ser minha! Capítulo 1

No escritório do CEO do Grupo Todd, Jonny Todd deslizou um maço de documentos sobre a superfície polida da mesa até que alcançasse Eleanor Todd. "Estes são os termos do divórcio. Analise com atenção e, caso esteja de acordo, proceda com a assinatura."

O olhar de Eleanor permanecia fixo sobre os papéis, sua expressão velada por emoções que lutava para conter. "Será mesmo necessário pôr um fim definitivo ao nosso casamento?"

Ao ouvir a pergunta, Jonny arqueou ligeiramente as sobrancelhas, esboçando um sorriso sutil, tingido de sarcasmo. "O que mais você esperava? Nosso casamento não passou de uma encenação conveniente, feita unicamente para satisfazer os caprichos de minha avó."

Enquanto falava, ele entrelaçou os dedos com os da mulher sentada ao seu lado, suavizando o tom com ternura: "Agora que Lainey voltou, é meu dever restaurar o lugar dela e dar a ela o reconhecimento que merece."

Eleanor ergueu lentamente a cabeça, seus olhos se detendo na mulher que, apesar de todo o tempo decorrido, jamais deixara de ocupar o coração de Jonny — Lainey Gilbert.

Lainey era amiga de infância e ex-namorada de Jonny.

Três anos antes, as famílias Todd e Gilbert haviam articulado uma união oficial entre os dois jovens, planejando um noivado pomposo.

Contudo, o destino interveio quando Jonny sofreu um grave acidente automobilístico, resultando em fraturas nas pernas e prognósticos médicos pouco otimistas quanto à sua recuperação.

Assim que a notícia chegou aos Gilbert, eles cancelaram imediatamente o arranjo e enviaram Lainey para o exterior.

Apesar dessa rejeição abrupta e dolorosa, o afeto de Jonny por Lainey jamais se extinguiu.

Com o retorno inesperado dela, ele não hesitou em buscar o divórcio e oferecer a ela um novo lugar como sua futura esposa.

Vestida com um leve traje branco que acentuava sua suavidade, Lainey exibia um sorriso doce, com pequenas covinhas surgindo em suas bochechas — um retrato delicado de feminilidade e charme.

Era inegável sua beleza, e talvez por isso fizesse tanto sentido que Jonny tivesse se agarrado à lembrança dela por tantos anos.

Diante do silêncio de Eleanor, Lainey se voltou para ela com uma expressão de aparente sinceridade. "Senhora Todd, Jonny e eu compartilhamos um sentimento verdadeiro. Sinceramente, espero que nos conceda sua bênção."

Mas como esse amor poderia ser verdadeiro, se ela o abandonara no instante em que ele ficou incapacitado, apenas para voltar quando ele já estava restabelecido?

Uma risada seca, carregada de amargura, escapou dos lábios de Eleanor enquanto ela voltava seu olhar firmemente para Jonny. "O divórcio é aceitável. Porém, após tudo o que dediquei à sua família ao longo desses três anos, não pretendo partir de mãos abanando. Exijo uma compensação condizente com minha contribuição."

Foi por gratidão a Sallie Todd, que um dia a socorreu no orfanato, que Eleanor aceitara prontamente o pedido da matriarca para contrair matrimônio com seu neto, Jonny.

Desde então, Eleanor assumira com zelo o papel de esposa dedicada.

Com o tempo, ela acabou desenvolvendo certa afeição por Jonny, observando sua luta silenciosa para superar a adversidade física.

Contudo, apesar de sua lealdade inabalável, três anos ao lado dele não foram suficientes para amolecer o coração dele.

Agora, a separação era inevitável.

Ainda assim, Eleanor não permitiria que seu empenho em impulsionar a trajetória de sucesso do Grupo Todd fosse descartado como algo irrelevante.

Seu esforço merecia ser reconhecido e devidamente recompensado.

Jonny sorriu de forma contida enquanto acendia um cigarro, suas feições ganhando contornos mais duros sob o véu de fumaça. "Não se preocupe. Assine os documentos e você receberá 70 milhões, além de uma mansão à beira do rio."

Embora Eleanor nunca tivesse sido o amor de sua vida, ele não podia ignorar o fato de que ela permanecera ao seu lado durante os dias em que suas pernas estavam inativas. Isso bastava, em sua opinião, para que saíssem quites.

"Te darei dois dias para refletir. Caso deseje algo a mais...", iniciou ele.

"Não será necessário." Eleanor ergueu a caneta com elegância contida e firmou sua assinatura no final da folha com convicção. "Amanhã pela manhã, farei minha mudança, então logo a casa estará livre para você e a senhorita Gilbert."

A decisão rápida de Eleanor despertou em Jonny uma centelha de satisfação.

Mesmo ele tinha que admitir que Eleanor desempenhara o papel de esposa com perfeição, dotada de beleza, discrição e eficiência doméstica irrepreensível.

No entanto, aos seus olhos, tal perfeição era vazia e jamais conseguira despertar seu desejo. Ela vivia como uma máquina, executando tarefas sem emoção ou entusiasmo, apática, constante e sem brilho.

Ele ansiava por algo mais instintivo, mais vibrante — uma mulher que não apenas compartilhasse da vida, mas também o compreendesse nos momentos de caos. E, em sua mente, apenas Lainey possuía essa capacidade.

Jonny juntou o contrato e, quando estava prestes a dirigir algumas palavras gentis a Eleanor, Lainey se aproximou e puxou levemente sua manga, dizendo: "Jonny, sabe... eu realmente me afeiçoei àquela vila também."

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