
O CEO Sexy
Capítulo 3
Ele disse algo para ela. Então, ela se virou procurando pelo que ele havia dito e nossos olhares se encontraram. Meu sangue ferveu de uma forma que fez a cobiça saltar dos meus olhos, deixei claro que estava olhando para ela e a queria. Sem qualquer pudor. A desconhecida ficou surpresa quando me notou, como se o fogo que ardia em mim acendesse uma chama dentro dela. Contudo, ela cortou a conexão e se voltou para o aparvalhado frouxo. Eles conversaram e ela olhou mais uma vez, foi a confirmação que eu precisava de que falavam sobre mim. O garçom colocou a bebida na minha frente enquanto todos conversavam e riam agitados com aquele encontro. Minha atenção era para ela, linda, perfeita, deusa do desejo.
Então decidi provocar ainda mais. Adoro um bom desafio e meu sexto sentido me dizia que aquele valia a pena. Fiz sinal para que o garçom se aproximasse.
— Leve seu melhor champanhe para aquela mesa, diga a eles que é um presente meu – pedi. — E não aceite não como resposta, sirva como se sua vida dependesse disso!
— Sim, senhor – o rapaz anotou e se afastou guardando a nota de duzentos reais como gorjeta.
Fernando olhou para o casal e depois para mim.
— O que pensa que está fazendo? Vai arranjar briga quando mal chegamos? – me questionou.
— Briga? – debochei. — Aquele idiota não faria uma cena sequer por um milhão de reais.
— Você é louco! – Ele zombou, não acreditando na minha audácia.
— Sou determinado, é diferente.
E eu sei quando algo vale a pena. E aquela mulher valia cada segundo da minha atenção. Eles não combinavam, sequer sabia quem eram, mas tinha certeza que ela merecia algo melhor do que um imbecil que na noite anterior estava no hotel da cidade vizinha com outra garota. Como eu sabia? Não havia hotéis em Nova Nazaré, apenas uma pensão que estava lotada. Então, eu e o Fernando tivemos que nos hospedar em um hotel na cidade mais próxima. Lembro deles no saguão se beijando e a garota era tão loira e sofisticada que nada tinha a ver com a mulher que estava com ele agora. Ou era um conquistador barato ou um canalha da pior espécie. Se havia algo que eu detestava mais que jiló era uma pessoa sem escrúpulos que traía a confiança de alguém, fosse nos negócios ou na vida pessoal.
Eles receberam a bebida e o homem fez que não com as mãos, entretanto, um segundo garçom surgiu com as taças e serviram sem esperar resposta. O homem cerrou os punhos em cima da mesa e vi que ela ficou tensa, sem saber o que fazer para acalmá-lo. Senti que precisava fazer alguma coisa antes que ele jogasse a bebida no rosto dela que tentava acalmá-lo de alguma forma.
— Eu já volto – eu disse ao Fernando que apenas franziu o cenho sem entender nada.
— O que você vai fazer, cara? – Ele indagou incrédulo.
— Vou conhecer minha garota. – Pisquei para ele e me ergui.
Confiante e determinado caminhei para a mesa deles. O idiota rosnou algo para ela que olhou para trás e arregalou os olhos ao notar que eu me aproximava. Vi que ela apertou o garfo até os nós dos dedos ficarem brancos e contive o sorriso de satisfação. Eu gostava de ser perverso de vez em quando e saber que era fácil ter poder sobre a emoção das pessoas. Era inevitável o deleite que eu sentia, ainda mais quando a pessoa em questão era uma linda mulher desejável que merecia estar comigo sob os lençóis.
Parei diante da mesa e ela permaneceu de cabeça baixa, como se estivesse se sentindo culpada por ter causado aquele mal- estar com o estrupício. Eu estava indo longe demais, contudo, valia a pena, era irresistível. Ela era mais linda de perto, senti vontade de esticar a mão e tocar seus cabelos, saber se eram tão sedosos quanto pareciam ser, se teriam aquele perfume de shampoo feminino e descer meus lábios sobre eles até atingir o pescoço delicado.
— Boa noite – os cumprimentei com uma insolência que eu sabia ter.
O homem foi o primeiro a me observar, mas notei apenas pelo canto dos olhos. Minha atenção estava sobre ela, que tremia e nervosa ergueu o olhar para mim, relutante. Aqueles olhos verdes poderiam levar um homem à loucura. Minha mente altamente sexual a imaginou fazendo aquela mesma cena, só que ao invés de sentada em uma cadeira de um restaurante, ela estivesse de joelhos diante de mim e a boca linda envolvendo meu pau. Notei
que eu estava disposto a tudo para viver aquela cena. Qualquer coisa que ela pedisse, eu daria.
Um desejo forte pulsou em minhas veias quando nossos olhares se encontraram e tive que me controlar para não a puxar da mesa, colocá-la sobre o meu ombro e sumir dali, para bem longe do idiota.
— Preciso pedir desculpas – falei de forma insolente —, pensei que conhecia você – eu disse a ela.
Ela abriu a boca para falar, mas a voz não saiu.
— Fiz uma grande confusão – desculpei e estendi a mão para o babaca que usava um blazer bege —, eu sou Alessandro Annenberg – me apresentei.
Ele olhou para a minha mão estendida e se surpreendeu reconhecendo meu sobrenome. Pigarreou, estendeu a mão e a apertei com muita força antes de soltar.
— Eu a confundi com uma antiga amiga, sinto muito – falei com sarcasmo —, não foi minha intenção ofendê-los e observei que não gostou da forma como olhei para sua...
Esperei que ele completasse a frase.
— Noiva – ele respondeu —, sou Lucas Toledo, das indústrias Toledo – ele demarcou território querendo mostrar que também tinha dinheiro —, essa é minha noiva, Helena Timberg.
Helena, que nome maravilhoso, lindo, perfeito. Helena seria um nome fácil de dizer quando eu estivesse gozando dentro dela,
ou lambendo seu corpo. Leninha, Lena. Helena, sua gostosa. Soava bem.
— Conheço sua família – comentei —, estudei com seu primo, Olavo.
Ele assentiu mais à vontade.
— Olavo agora mora na Espanha – ele comentou.
— Eu sei, nós jantamos há uns seis meses em Barcelona, pergunte a ele – contei para surpresa dele e meu olhar novamente caiu sobre Helena. Minha musa que me impulsionava a agir como um homem possessivo disposto a tudo para conseguir o que queria: ela.
— Que coincidência... – Lucas comentou.
— De qualquer forma, sou obrigado a dizer que sua noiva é muito bonita, Lucas – elogiei —, a ponto de eu a confundir. Pensei que fosse uma amiga da Espanha.
O elogio foi proposital e compreendi como o cara estava por eu conhecer sua família e ser quem era, ter o poder que eu tinha, ele se sentiu intimidado para retrucar e me mandar cair fora. Ao contrário, percebi que se eu oferecesse um bom dinheiro, ele a venderia facilmente. Canalha!
— Você é um homem de sorte – completei olhando diretamente para ela que tinha os olhos presos sobre a mesa.
Podia sentir seu constrangimento, sua vontade de levantar e sair correndo dali. Mas ela foi bem treinada por ele para não fazer uma cena na frente de tantas pessoas em um restaurante chique.
Era óbvio que não pertenciam à mesma classe social e ele se aproveitava disso. Anos trabalhando com pessoas e no meio do mundo dos negócios aprendi a conhecer a forma como se portavam, como reagiam a alguma situação.
Você pode gostar





