
O CEO Safado
Capítulo 3
— Exatamente! — Concorda sorrindo.
É uma loucura muito grande tentar manter a Belinda aqui. Parte de mim quer esquecer toda essa história e tentar seguir em
frente de outra maneira. A outra parte, quer superar e passar desse jeito mesmo.
De uma coisa o Kalel tem razão, Richard jamais pediria desculpas a alguém. Se eu fizer isso, será um passo muito grande para não me tornar um canalha como ele.
O final de semana passou e eu acordava traumatizado com o que aconteceu. Repetindo o mesmo sonho, do chute no saco que recebi na sexta-feira e suas palavras me chamando de lixo.
Devo confessar que ela estava certa, eu tive um péssimo final de semana.
Para tentar resolver as coisas com a senhorita Gwen, tive que pensar diferente. Passei o fim de semana inteiro lendo e analisando todas as pastas que ela me trouxe. Sei que nada pode mudar o mal que fiz a ela, então resolvi valorizar o seu trabalho, que por sinal é muito bem feito.
Devo admitir que eu estava errado sobre mulheres bonitas não serem competentes.
Como a contratei com segundas intenções, resolvi parar de pensar só em mim mesmo e fazer pelo menos uma coisa certa para alguém.
Agora estou na minha sala, muito nervoso com esse pedido de desculpas.
— Bom dia, senhor Parker, Smith — ela fala respeitosamente, deixando sua carta de demissão em cima da mesa.
Eu olho pro Kalel — que está sentado no sofá ao lado da minha mesa — buscando o apoio dele. O mesmo me lança um olhar para eu fazer a coisa certa e volta a mexer no notebook.
— Eu... eu gostaria de conversar com a senhorita — aceno para ela se sentar. — Por favor.
Isso é mais difícil do que eu imaginava! Me desespero por dentro.
Belinda me olha, olha pro Kalel, que intercede com um aceno lhe dando segurança. Ela se senta e ficamos num silêncio constrangedor.
— Como foi o seu fim de semana? — Falo na intenção de quebrar o climão.
— Muito bom, dormir o sábado e o domingo inteirinho — o ruivo a olha duvidoso. — Sem me preocupar com trabalho e o meu ex-chefe assediador. E você, senhor Parker, teve um péssimo fim de semana? — Dá um sorrisinho doce. — Eu espero que sim.
Isso vai ser mais difícil do que eu esperava.
— Sim, o meu final de semana foi horrível — cruzo as pernas me lembrando do chute. — Eu estava pensando — falo calmamente lutando contra o meu orgulho. — Na nossa conversa da sexta-feira e como foi rude o que fiz com você.
Ela cerra os olhos me encarando, mas não me interrompe.
— A senhorita estava certa, se esforçou muito por cada tarefa que lhe passaram e foi desrespeitoso te tratar daquele jeito.
Belinda abre a boca sem entender, ela olha pro Kalel e ele lhe devolve um aceno, fazendo-a concordar com a cabeça.
— Pois bem... — se ajeita na cadeira me pedindo para continuar.
Ainda bem que o meu amigo está aqui. Não sei qual é a relação dos dois, mas graças a ele, ela está querendo me ouvir.
— Eu revisei todos os papéis que me passou na sexta. A senhorita fez um trabalho excelente. Também conversei com o Todd e descobri a discussão que tiveram por minha causa. Estou querendo dizer que está tudo impecável e me sinto mal por ter te assediado... Não que se a senhorita não fizesse um trabalho bem feito, não me sentiria mal por ter voado em você — me embolo. — Independente disso, eu tinha que ter lhe dado o devido respeito. Peço perdão pelo mal que lhe fiz e também peço que mude de ideia sobre deixar a Parker’ In.
Os ruivos trocam olhares conversando silenciosamente e ela se ajeita na cadeira desconfortável.
— Sei que o que fiz foi imperdoável, não estou tentando concertar aquilo, pois infelizmente não tem volta — continuo olhando nos seus olhos verdes. — Eu me arrependo por ter sido descortês, mas como profissional, seria um desperdício deixar uma excelente funcionária como você ir embora.
— O que está querendo dizer? — Fala calmamente.
— Estou querendo te contratar pelos seus serviços. Sem aparências, sem misturar trabalho com vida pessoal. Estou querendo fazer isso, pois te acho competente o suficiente para ocupar o cargo de minha assistente pessoal.
— Olha, senhor Parker — suspira. — Isso não vai dar certo, eu já detesto o senhor e dificilmente mudaria minha opinião de que é um canalha sem valor.
Que sutileza. Ironizo.
— Não estou pedindo para que mude, pode me odiar se quiser. Sei muito bem que a senhorita não confia em mim. O que eu fiz jamais irá se repetir. Sei que para você não vale nada, mas eu dou a minha palavra, que não tentarei te atacar e não farei nada sem o seu consentimento — afirmo olhando nos seus olhos. — O único relacionamento que quero ter contigo é só de empregador e funcionário.
— Bom, isso é estranho... Jamais imaginaria que o senhor soubesse pedir desculpas — ela suspira pensando seriamente.
Nem eu.
— Eu não confio no senhor — olha nos meus olhos. — Sendo sincera, realmente preciso desse emprego e não estou em condições de negar sua oferta. Mas eu não vou trocar o meu respeito por dinheiro. Saiba que se eu aceitar. Quero que tenha em mente que andarei com uma faca sempre na bolsa e não vou hesitar em te cortar se fizer isso novamente.
Coloco as mãos sobre o colo, traumatizado com o que ela acabou de falar.
— Certo! — Confirmo com a ideia e ela me lança olha desconfiada.
— E mais uma coisa — se levanta, inclinando o corpo na minha direção aproximando nossos rostos. — Quero que olhe
dentro dos meus olhos e me diga que essa não é uma brincadeira de mal gosto.
Fito bem sua íris verdes falando o mais sincero possível.
— Não é uma brincadeira. Eu realmente te peço perdão pela minha atitude. Não tentarei te atacar novamente. Pode sim usar uma faca e estou ciente disso. Mas abotoa sua blusa, ela abriu assim que você se inclinou — viro o rosto para o lado para não ver o seu decote.
Belinda se espanta e ajeita a roupa, com o rosto vermelha de vergonha.
— Certo — se senta com a face corada. — Meu salário — vai direto ao ponto.
— 75 mil dólares por ano.
— Setenta e cinco?! — Se assusta piscando freneticamente.
— Sei que é um pouco mais do que o valor do cargo em si. Mas a senhorita fez um ótimo trabalho, tenho certeza que não me decepcionará futuramente.
Também fiquei pensando no que o Kalel falou sobre ela realmente está precisando. Não quero usar isso para que a Gwen me perdoe, mas pelo fato de ter lhe desrespeitado.
— Certo! — Sorri. — Carga horária?
— Segunda à sexta, sábado meio período.
— Férias?
— Terá assim que completar 1 ano.
— Viagens à trabalho?
— Muitas. Despesas pagas pela empresa, quartos separados.
— Posso carregar uma faca?
— Avisarei o Jacob e ele estará ciente disso.
— O senhor está muito confiante — cerra os olhos.
— Eu falei, não vou te atacar novamente, então a faca não fará diferença.
Ela assente e continua.
— Hoje estou de folga?
— Só se a senhorita quiser.
— Meu novo contrato?
— Está sendo feito, amanhã poderá assiná-lo.
— Benefícios?
— Os mesmos que tinha no antigo contrato.
— Eu gostaria que aumentasse o valor do meu vale alimentação.
— De quanto está pensando?
— Uns 100 dólares a mais — seus olhos brilham.
— Certo, mais alguma coisa?
— Sim... — suspira. — Eu assinarei o novo contrato amanhã. Sei que eu deveria, mas não vou denunciá-lo por assédio, porém não terá uma segunda vez.
— Entendo — continuo firme. — Não chegará a esse ponto, sei que não acredita em mim, mas o que eu fiz não irá se repetir.
— Certo.
Não posso fazer a senhorita Gwen mudar sua opinião a meu respeito, devido o que fiz ela passar. Eu posso mudar como pessoa e sei disso, se no futuro a mulher que me ajudou abrir os olhos, continuar tendo o mesmo pensamento que ela tem agora. Eu só vou me esforçar ainda mais e se mesmo assim não resolver. Não dependerei da opinião dela para me tornar alguém melhor.
O primeiro passo eu já dei, agora faltam todos os outros que me farão ser um homem decente.
Alguns meses se passaram e assim como prometi, não avancei nenhuma vez na senhorita Gwen. Nosso relacionamento é de empregado a empregador, então não nos aproximamos de maneira alguma.
Mas não deixa de ser estranho.
Sempre estamos desconfortáveis um com o outro.
Como ela é minha assistente pessoal, parei de contratar mulheres só para sexo rápido. Separei as coisas e resolvi tirar um tempo para minha vida amorosa. Quis me abster de sexo sem compromisso. Inicialmente foi a coisa mais difícil que eu tive que fazer, pois eu era um homem com a vida sexualmente ativa. Mas só de pensar que eu estava ficando igual o Richard, me deu a força que precisava para largar essas coisas.
Nesse período, conheci uma morena muito linda com todos os atributos físicos que me atraem em uma mulher.
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