
O CEO Bilionário
Capítulo 2
Sua mãe riu, mas foi um sorriso rápido e desapareceu quase instantaneamente e ela tocou o braço de Anny gentilmente.
- Querida. Nós íamos contar, mas queríamos ter certeza de que realmente não havia volta atrás. Eu não esperava que o serralheiro iria chegar hoje. - ela falou desviando o olhar de Anny para a porta.
A paciência de Anny diminuiu.
- Você e o papai iam me contar o que?
- Seu pai e eu vendemos o Saunders para Alexander Thompson seis meses atrás. Na época, ele não tinha planos de fazer nenhuma alteração, mas agora que está se aposentando, o hotel ficou para o filho mais velho dele. Evidentemente, Reese tinha ideias diferentes para o Saunders.
Depois de falar, a atitude normalmente expontânea de Jolie ficou sombria.
Anny conhecia muito bem os Thompsons. O Thompson Hotel era o maior hotel corporativo da cidade, o segundo maior do país. Alexander (mais conhecido como "Big Thompson") e seus filhos o dirigiram, eles eram celebridades locais. Ela também leu sobre a aposentadoria de Big Thompson e a provável ascensão de Reese ao posto de CEO.
Mas nada disso importava. Havia apenas um fato recém-descoberto pairando em seu cérebro.
- Mãe, você vendeu o Saunders?
Quando sua mãe assentiu, ela percebeu que precisava daquela cadeira que sua mãe tinha puxado para ela se sentar. Ela sentou, atordoada pela avalanche de informações, exceto por um nome: Reese Thompson.
- Por que você não me contou mãe? - Anny se levantou de novo. Ela não conseguia ficar sentada. Ela não podia ficar parada enquanto tudo isso acontecia ao seu redor. Correção: isso aconteceu. ― Por que você não falou comigo primeiro?
- Você sabe que nós nunca iríamos te incluir em nossas dificuldades financeiras Anny. - sua mãe falou tentando se justificar de alguma forma para ela.
- Dificuldades financeiras mãe?
- Falência não era uma opção pra nós minha filha. - disse a mãe. ― Além disso, a venda nos deu o melhor dos dois mundos. Sem responsabilidade financeira e mantemos nossos empregos.
- Com Reese Thompson como seu chefe! - sua mente girou depois que ela disse isso em voz alta. Eles teriam que responder àquele arrogante, idiota... - Não mãe. - Anny balançou a cabeça enquanto passava pela mãe. - Isto é um erro.
Ela pensava que tinha que haver uma maneira de desfazer isso.
- Anny! - sua mãe a chamou enquanto Anny se curvava e pegava a maçaneta descartada do chão. Ela andou a passos largos pelo saguão, despejando o restante do café com leite na cesta de lixo da recepção e depois saiu como um furacão para fora do hotel.
Por sorte, ou azar, a garoa leve se transformou em chuva constante no segundo em que ela começou a andar pela faixa de pedestres. Irritada do jeito que estava, ela apostou que o vapor subia de seu corpo onde as gotas de chuva a atingiam.
- Aquele idiota estúpido! Se ele pensa que vai ficar por isso mesmo ele está muito enganado! - ela disse enquanto empurrava uma pequena multidão de pessoas correndo pela faixa de pedestres.
No pensamento dela, ela só se perguntava quem em sã consciência reconstruiria o Saunders? Entrada de impressão digital? Este não era um filme de James Bond! Ela viu que algumas pessoas a olhavam de lado, mas era difícil dizer se eram porque ela estava murmurando para si mesma como uma pessoa sem-teto maluca ou porque ela estava carregando uma maçaneta sem porta. Podiam
ser as duas coisas, mas ela não se importava.
Seus pais haviam vendido o Saunders para a maior e mais ostensiva cadeia de hotéis do mundo. E isso tudo sem contar a própria filha, que também era a gerente do hotel! Quão perto da falência eles estavam? Anny não poderia ter ajudado? Ela nunca saberia agora que eles esconderam tudo isso dela.
- Como eles puderam fazer isso comigo?
Anny fazia parte daquele hotel tanto quanto eles. Sua mãe agiu como se vendê-lo não passasse de um inconveniente qualquer.
- Foco Anny. Você está chateada com Thompson.
Uma coisa é certa, Big Thompson pode ter feito um favor a seus pais em comprar o hotel, mas agora que ele estava prestes a "se acalmar", parecia que Reese havia decidido flexionar seus músculos corporativos.
- Merda! - ela não queria acreditar que ela fez isso.
Ela acabou afogando seus sapatos Louboutin em uma poça profunda perto do meio-fio e sem querer prendeu o salto. Ela não era uma pessoa que gostava de ostentar, mas seus sapatos eram uma indulgência. Depois de conseguir tirar seu sapato de lá, ela sacudiu a água da chuva o melhor que pôde e subiu a Rush Street até a Superior, com os olhos postos no Thompson Hotel.
Hotel que tinha setenta andares de vidro espelhado e tão invasivos quanto uma visita ao ginecologista. Dada a escolha entre essa monstruosidade e os Saunders, com seus biscoitos quentes e design aconchegante, ela não podia acreditar que alguém colocaria os pés nos clínicos, Thompson Hotels, caiados de branco, e muito menos que alguém conseguiria dormir lá.
No topo do hotel espelhado, Reese Thompson cuidava de tudo aquilo como um senhor do mal, a mãos de ferro. O filho mais velho de Thompson não era da realeza, mas de acordo com a mídia social e a atenção do jornal, ele com certeza pensava que era.
No meio do caminho da Superior Avenue, ela cruzou os seus braços, tentando se esquentar enquanto estremecia contra o vento que se intensificava. Ela realmente deveria ter pegado o casaco ao sair, mas não houve muitas decisões em seu processo. Ela chegou até aqui, com punhos cerrados e vapor saindo de suas orelhas, sua ira a manteve aquecida durante a caminhada relativamente curta.
Ela sabia bem que em Chicago, o clima quente não aparecia até o verão.
Finalmente, ela ficou frente a frente com a gigantesca entrada do prédio de setenta andares. O Thompson não era apenas o principal hotel para os visitantes ricos (e possivelmente incultos, considerando que eles ficavam aqui), mas também era onde Reese dormia, em sua própria suíte no último andar, em vez de sua imensa mansão em Lake Shore Drive. Ela não ficaria surpresa se ele dormisse em sua mesa, aconchegando o celular em uma mão e um maço de dinheiro na outra.
Bilionários estúpidos.
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