
O CEO Bilionário
Capítulo 3
Quando ela entrou, ela respirou fundo algumas vezes e tentou sacudir um pouco o frio tirando um pouco da água dos seus cabelos. Pelo menos lá dentro não havia vento e, apesar do frio calmante dos móveis, tapetes e iluminação moderna, estava quente. Mas apenas em temperatura. O Thompson representava tudo o que ela odiava nos hotéis modernos. E ela deve saber, porque trabalhou diligentemente com os pais para manter a integridade do hotel boutique desde que começou a administrá-lo. Seu hotel era um lugar de rica história, beleza e paixão. Este lugar era apenas uma torre de vidro, feita para que o escalão mais baixo da cidade pudesse ver, mas nunca tocar.
Este lugar era perfeito para pessoas como Reese Thompson.
Ela atravessou o saguão, cheia de empresários de todas as cores, formas e tamanhos. Flashes de ternos - preto, cinza, branco - passaram em um borrão monocromático, como se o Thompson Hotel tivesse um código de vestimenta e cada hóspede tivesse recebido o memorando. Anny, em sua camisa de seda cor de ameixa, saia lápis cinza escuro e salto nude, não se destacava... exceto pelo
fato de ela estar parecendo com um rato afogado por causa da chuva.
Alguns olhares mal-humorados e sobrancelhas arregaladas foram sua recompensa por sair correndo para a tempestade. Bem, para ela tanto faz.
Ela viu o elevador que levava ao escritório de Thompson, e correu pegando a porta quando uma mulher mais velha estava apertando o botão. A mulher de cabelos grisalhos e ondulados arregalou os olhos em alarme, com um cachorro minúsculo aconchegado em seus braços, mas fingiu que não era com ela. Anny passou a mão pela saia e pelos cabelos, passou as mãos abaixo dos olhos, limpando a maquiagem borrada, para garantir que não fosse ao escritório de Reese com olhos de panda.
- Bom dia. - ela falou cumprimentando a senhora.
A mulher mais velha franziu a testa. Aqui estava o outro problema com o Thompson. Seus convidados eram tão esnobes quanto o prédio. Atitude reflete liderança.
As portas se abriram apenas uma vez, para levar a mulher e seu cachorro ao quadragésimo segundo andar, e então Anny seguiu até o último andar sem interrupção. Ela usou o tempo para se endireitar nas portas embaçadas e reflexivas de ouro. Não foram necessárias chaves ou códigos de segurança para chegar ao topo do edifício. Reese Thompson provavelmente estava convencido demais para acreditar que alguém se atreveria a subir aqui sem hora marcada.
Ela ouviu que a secretária dele era mais como um pitbull que guardava seu escritório.
As portas do elevador deslizaram para o lado para revelar uma mulher de preto, sua expressão sombria era mais adequada para uma funerária do que para um hotel.
- Olá posso te ajudar? - a mulher perguntou, suas palavras medidas, breves e nem um pouco amigáveis.
- Você não pode. - disse Anny, satisfeita por a chuva não ter abafado completamente sua raiva. - Eu preciso falar com o Sr. Thompson.
- Você tem um horá...
-Não. - ela supôs que poderia até ter marcado uma hora, realmente poderia ter ligado antes, mas não fazia sentido roubar Reese Thompson de todo o efeito de sua fúria cara a cara.
O telefone tocou e a mulher desviou o olhar azedo de Anny. Ela esperou que a outra mulher atendesse uma ligação, falasse o mais humanamente possível e depois colocar o aparelho de novo no gancho. A mulher cruzou as mãos, esperando Anny falar.
Mesmo com as narinas dilatadas pela raiva, Anny forçou um sorriso. Só havia um caminho além dessa recepcionista. Ela disse com pouco de segurança, um pouco sendo o máximo que ela podia acessar no momento.
- Anny Saunders para ver Reese Thompson.
- Srta. Saunders - disse a mulher, seu tom de voz superior, os olhos indo para a maçaneta na mão de Anny. - Eu presumo que você está aqui em relação às mudanças no hotel.
- Você entendeu. - disse Anny, mal aproveitando sua raiva. Como é que todo mundo estava tão calmo em relação a desmontar um marco da cidade?
- Sente-se por favor. - O pitbull de Thompson apontou uma mão bem cuidada para um grupo de cadeiras brancas e aconchegantes, franzindo a testa e a boca de nojo ao ver o estado de Anny. - Talvez eu possa pegar uma toalha para você primeiro.
- Eu não vou ficar sentada. - ela não iria permitir ser posta em seu lugar pela subordinada de Reese. Então suas orações foram atendidas quando o conjunto de portas de madeira reluzentes atrás da mesa da secretária se separou como o Mar Vermelho.
Bingo.
Anny apressou seus passos enquanto a mulher na mesa latia.
- Com licença!
Anny a ignorou. Ela não demoraria mais um segundo... ou assim ela pensou.
Ela parou quando uma mulher em um vestido vermelho muito apertado, um decote abundante, os saltos ainda mais altos e potencialmente mais caros que os Louboutins de Anny, saiu do escritório e piscou devagar com aquela maquiagem pesada. Então ela deu a volta ao redor de Anny, passou pelo pitbull e deixou para trás uma pluma de perfume.
- Interessante. - Anny pensou.
O último encontro de Reese? Uma acompanhante? Se Anny acreditava nos tabloides locais, provavelmente seria as duas coisas. Pagar por encontros certamente não estava acima do orçamento dele.
Antes que as portas do escritório se fechassem, ela entrou no escritório de Reese.
- Srta. Saunders! - veio um latido atrás dela, mas Reese, que estava de frente para as janelas e olhando para o centro da cidade, disse três palavras que instantaneamente silenciaram sua secretária.
- Deixe ela entrar, Bobbie.
Anny sorriu de volta para a mulher de rosto azedo e olhos de carvão quando as portas do escritório de Reese se fecharam.
- Eu presumo que você seja Anny. - Reese ainda não tinha se virado.
Sua postura era reta, paletó e calça impecavelmente ajustados ao seu corpo musculoso e perfeitamente proporcional. Tubarão ou não, o homem sabia usar um terno. Ela viu as fotos dele no Trib, bem como na Luxury Stays, a principal revista de negócios da indústria hoteleira e, como qualquer outra mulher em Chicago, ela não perdeu as fofocas sobre ele online. Assim como nas suas fotos mais profissionais, suas mãos estavam afundadas nos bolsos da calça e seu cabelo ondulado e escuro era estilizado e perfeito.
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