
O castigo do mafioso
Capítulo 3
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POV Beca
Se eu tivesse bebido teria dito que a culpa de ter sentido o perfume do cara era da bebida, mas nem beber eu bebi... Devo esta louca porque nunca fiz isso antes!
Fiquei morrendo de vergonha do que fiz, só dei tchau e fui descer para ficar com minhas amigas, são doidas... Mais são as minhas doidas que amo muito.
Fui descer as escadas e uma maluca pegou no meu braço e começou a gritar.
Desconhecida: E aí vagabunda estava dando em cima do cara lá fora? Ele é meu!
- Desculpa, mas não estava dando em cima de ninguém você está louca ou bêbada...
Desconhecida: Sua vagabunda aleijada sai fora ele é meu!
Fez um escândalo me empurrou e eu acabei caindo e todos em volta começaram a me olhar, daquela forma que eu conheço bem, querendo dizer que aquele lugar não é para mim.
Não sei quem é a maluca mas quero sair daqui estou com tanta vergonha.
A Fran chegou parecendo Katrina pronta para destruir o mundo, segurei no braço dela que só olhou pra mim e, sabia o que queria e fomos saindo.
Fran: Tá tudo em meu amor. Vamos pra feira comer pastel e esquecer isso.
- Não sei do que ela estava falando, não fiz nada daquilo, o cara sentou do meu lado e ficou conversando comigo numa boa.
Fran: Não foi nada esquece ela se sentiu ameaçada, ao ver você linda do lado do dono da balada...
- Linda, ela não disse... Aleijada sim....
Fran: Cala a boca Beca, não repete isso nunca mais!
Chegamos a feira tem uma barraca que amamos o pastel.
De longe vejo o Tony todos dizem que ficamos perfeito juntos mas não entendo como ele é alto loiro do olho verde e rico! Eu sou morena clara estatura mediana, pobre e para completar deficiente... Mas enfim...
Nos conhecemos tem cerca de 5 anos, e posso dizer que quero ele na minha vida toda, um abraço e a segurança da companhia dele depois do que aconteceu é o que eu preciso.
Tony: E aí meu anjo como foi a noite? E esse olho vermelho?
- Uma maluca devia está bêbada me disse umas coisas feias. Mas está tudo bem. Vamos comer um pastel?
Tony: Vamos sim! Eu e você realmente é um pastel agora aquelas ali eu diria uns 3 cada..
Dei risada e pensei mais no momento do que no que havia acabado de passar...
E acabei ficando curiosa, este não é um ligar que o Tony frequenta então perguntei.
-O que faz aqui? Vai me dizer que agora gosta de feira??
Tony: Estava em uma balada não muito longe, e um amigo estava na Devons, contou que uma louca empurrou a minha anjinha e ela caiu. Já ia pra lá quando ele disse que a amiga tirou ela de lá tinha certeza que foi a Fran, conheço ela já bem o suficiente para saber onde ela iria.
Não demorou vocês chegaram , meu coração dói de ver você sofrer.
Ele foi pedir os pastéis e as meninas ficaram discutindo o que iria comer.
Estava melhor com o que tinha acontecido, quando vem gritando o meu nome a Renata ela é irmã do Tony, e taí outra pessoa que vai ficar sempre no meu coração
Rê: Oi amore como você está?
- Ao lado de vocês não tem como não ficar bem! O que você está ouvindo nesse fone?
Rê: Quer ouvir? Pega aí vou pedir um pastel.
Coloquei um e o outro no Tony, era um funk que e amo, mesmo não gostando de dançar em locais com outras pessoas com eles me sinto protegida dos olhares julgadores, e quando ele pegou a minha mão e tirou a muleta aceitei dançar ali na rua, as meninas viram e já vieram também tirei os fones para todas ouvir a música e ficamos dançando.
Pode parecer fraqueza da minha parte, me importar com o que os outros pensam, mas foram tantas cirurgias, tantas pessoas me tratando mal, não andei sempre com a muleta...
Eu nasci com uma .má formação na coluna e precisei fazer cirurgias durante toda a faze de crescimento, a maior parte da infância fiquei em cadeira de rodas ou com gesso na parte superior do corpo, e sim crianças podem ser cruéis e encontrei muitas destas no ensino regular, foram tantos apelidos .maldosos, tantas meninas me magoando que aprendi a me privar para não passar mais por aquelas situações.
Por isso hoje somente com pessoas que confio que me permito a fazer coisas como dançar sem me preocupar com os que estão perto na hora.
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