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Capa do romance O Caçador de Feras indomáveis

O Caçador de Feras indomáveis

Leônidas é o caçador mais respeitado das três dimensões, possuindo uma essência superior a qualquer outro ser. Ele carrega o fardo de uma profecia ambígua: sua transformação pode salvar ou condenar o mundo. Apesar de sua fama, ele anseia por liberdade, buscando escapar de um destino que exige sacrifícios dolorosos e um amor predestinado. O guerreiro luta para se livrar do peso dessa maldição enquanto enfrenta conflitos que decidirão o futuro da existência.
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Capítulo 1

Era fim de tarde, quando uma figura feminina passou correndo em desespero, ela estava em uma floresta no norte da Inglaterra.

   A mulher vestia um conjunto roupas negras, calça e blusa de mangas compridas, coladas a seu corpo bem desenhado, corria sem rumo e cada vez mais para dentro da enorme floresta.

   Os cabelos longos escuros estavam desgrenhados por todo o esforço. Os  pés doíam, as mãos suavam, o coração gritava em cada batida. 

   O oxigênio há muito tempo não estava nos seus pulmões. Olhou em volta, nada ali parecia ter saída. Recostou-se contra uma árvore de tronco largo. A noite estava caindo, e logo tudo estaria escuro. 

   A mulher apoiou todo o corpo contra a árvore. Tentava respirar normalmente, mas o ar queimava suas narinas e pulmões, estava frio, agradeceu a si mesmo por ter escolhido aquela roupa.

"Não consigo mais correr. O que eu faço? Será que vou morrer aqui mesmo!"

 Ouviu galhos sendo quebrados ali perto. Os seus lábios abriram-se em agonia. Abraçou a si mesma, enquanto tomava coragem para fugir novamente.

  O barulho estava cada vez mais perto. Sentiu um calafrio medonho passar por sua espinha.

"O que eu faço?"

  O ser que a seguia era bem real. Seus olhos apavorados puderam vê-lo.

A fera era 2 tamanhos maior que ela, certamente, possuía o corpo coberto por pêlos e músculos de um predador, garras afiadas e olhos vermelhos como sangue.

   Ele aspirava o ar a sua volta, como quem tenta discernir qual o cheiro da presa que buscava.

   A cada passo que dava à sua volta, partia galhos e folhas secas. A mulher se encolhia tentando abafar o som de sua respiração com as mãos por sobre sua boca. 

   A besta olha na mesma direção da mulher, ela se encolhe mais ainda se escondendo, na expectativa de que o ser não a tivesse visto.

"Oh céus por favor! Eu não quero morrer!"

   A fera solta um rugido assustador. E para a surpresa da mulher o monstro corre em direção oposta a sua.  

  Ao ver a fera se afastando, o alívio toma conta de todo o seu corpo. Suspira ainda assustada.

  Ouve novamente galhos quebrando. Não há mais nada para ouvir além dos galhos e dar árvores a seu redor. 

"Não posso mais suportar isso!"

  Tudo parecia um filme de terror a seus olhos e ouvidos, odiava filmes de terror. 

   Olhou de um lado a outro e não viu ninguém, estava saindo o mais rápido que pôde quando sentiu as mãos a agarrarem com força.

  Os braços de um homem forte a puxaram contra o seu corpo. Podia sentir o quanto ele era quente.

   Ele vestia peles de animais, ela sentia o cheiro tomar conta das suas narinas. 

  Sentiu uma das mãos dele ficarem por sobre os seus lábios e a outra na sua cintura, o homem a fazia sentir além do medo, um certo desconforto. 

  Morreria naquele momento se pudesse.

   Ele sussurrou em seu ouvido para que ela ficasse em silêncio, ela não conseguia se mexer,  o aperto em sua cintura a estava quase a sufocar. 

   Tentava de todas as formas ver quem a agarrava daquele jeito, estava furiosa por ele se atrever a tocar nela, daquela forma. Nenhum homem jamais ousou. 

  Tentou libertar -se em vão, o homem a segurou ainda mais forte quando percebeu suas tentativas frustradas.

- Mantenha-se em silêncio! Ele ainda está aqui! A voz dele era firme.

   Alguns segundos depois, sem ouvir sinal da fera, o homem a libertou de seus braços enormes.

   Foi tão rude quanto a fera. Ela virou -se para ele, e tomada de ódio intenso, desferiu uma bofetada no rosto moreno com barba, e olhos negros como a noite acompanhado por seus cabelos penteados para cima, que o deixavam ainda mais sensual na sua roupa de pele enorme. 

   O homem era uns 20 cm maior que ela. 

 Ele permaneceu imóvel, não demonstrou nenhuma reação, sem insultos ou represália. 

   Ela o observou apenas apertando o maxilar, e em seguida, tomando a sua espingarda, seguiu a trilha para longe dali. Ela sem acreditar que ele a deixaria ali, chamou sua atenção antes que ele desaparecesse tão rápido quanto surgiu.

- Ei!? 

   Ele continuou sua caminhada ignorando-a por completo. Ela então tentou acompanhar suas passadas enormes. Estava quase correndo para acompanhá-lo.

   Parou bem a sua frente. Ele suspirou quando sentiu ela tocar o seu peito por sobre a pele do animal. 

 Por esse instante, ela notou a beleza do homem, um caçador rude como todos os que já havia conhecido, mas indiferente demais para os seus costumes. 

  Surpreendeu-se quando o viu tirar grosseiramente a mão que ela havia deixado sobre o peitoral dele 

- Veio pedir desculpas?

  Ela não deixou abalar-se. Os olhos de ambos se encontraram.

- Nem pensar! Estava tudo sob controle, até você aparecer!

O caçador sorriu.

- Certo! Então já que está tudo sob controle, passar bem! 

   Ele começou sua caminhada. Ela suspirou passando as mãos nervosas por seus cabelos. 

- Seu idiota grosseiro!

Ele parou estático, assim que a ouviu.

- Devia medir bem suas palavras, senhorita!

  Ela foi até ele novamente, eliminando o espaço entre eles.

-Porquê? Não é mesmo rude, grosseiro e idiota!

Ele ficou na altura dos olhos dela.

- Sabe por que eu sou o único que está aqui além de você?

 Ela fitou os olhos negros que agora pareciam ter um certo brilho. Engoliu em seco após escutá-lo.

- Não, eu não sei! 

  Percebendo que ela não continuaria a insultá-lo, foi afastando-se dela a longos passos.

  Ela continuou parada ali sem saber que caminho seguiria.

   O observou por um instante, seu subconsciente a perturbava ainda mais.

"Qualquer direção exceto com ele."

  Ele estava há uma distância de 50 passos dela quando parou, e pôs-se a reclamar contra ela.

- É bem teimosa! Ignorante e prepotente!

  Notou ela girar sobre os calcanhares automaticamente, havia conseguido a atenção que desejava.

   Os olhos dela traziam toda a fúria possível.

- O que você disse?

   Ele continuou onde estava com seu o rifle em posição, a mulher tropeçou nos próprios pés, assustada ao ver a arma apontada em sua direção. 

"Será que ele levou muito a sério o que eu disse?"

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