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Capa do romance O bilionário na cama

O bilionário na cama

Adam Aguiar atingiu o ápice financeiro aos vinte e seis anos com a rede social adulta Send Nudes. No entanto, sua ascensão custou o amor de Penélope Dias, que se afastou devido à sua ambição desmedida. Quatro anos após o término, o destino os reúne em um baile de gala. Formada em contabilidade, ela agora trabalha com vendas e esconde um segredo: o pequeno Adriel. Ao ver a criança de quatro anos, Adam nota semelhanças inegáveis que o fazem questionar a própria paternidade.
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Capítulo 2

Tão pequeno, tão frágil...

— A mamãe te ama muito, meu filho. — sussurrei, precipitando-me em direção ao quarto.

Depois de deixá-lo na cama, liguei o umidificador e em seguida, o ar condicionado, para refrescar um pouco aquele tempo abafado. Exausta, deitei-me ao seu lado e rocei o dorso da mão em seu rostinho.

E foi admirando-o, que me lembrei de algo que não me deixou desistir em momentos difí ceis e que seguia me guiando:

Não há nada nesse mundo que dê tanta f orça para uma mulher batalhar, como os seus f ilhos. Não importa o quanto eu estej a cansada, se eu tiver que reunir f orçasde outro mundo, para garantir que você tenha o melhor ou para te proteger, f areiisso sem hesitação.

No dia seguinte, por volta das dez da manhã...

Acordei com uma mensagem de Elaine, mandando a localização e o horário — diga-se de passagem, o lugar dessa vez era bem mais chique que o padrão: Coliseu P alace. Se não estou enganada, esse é o mesmo lugar que aquela atriz fez a cerimônia de casamento —. O evento começaria às quatorze horas e findaria às dezenove.

Depois de aprontar a mochilinha de Adriel, constatei que eu mesma teria que levar, pois ele não iria retirar a fantasia de dinossauro por nada desse mundo, afinal, eu havia prometido que ele poderia usá-la nas férias.

Chamei-o com o indicador e ele veio em passos preguiçosos. Assim que parou em minha frente, apoiou as mãozinhas em meus joelhos e mirou-me nos olhos.

— Lembra o que você prometeu para a mamãe? — perguntei e ele sacudiu a cabeça, em sinal negativo. — quis rir, mas me controlei. — ... que iria se comportar no evento de hoje.

— Anham. — ele assentiu com a cabeça. — Não pode correr, né, mamãe?

— Não pode. — concordei.

— E-E-E quando der fome, é só pedir pra Dinda, né, mamãe?

— Isso mesmo.

— E-E-E pode pedir um gatinho também? — tombou a cabecinha para o lado, mirando de um jeito tão fofo que senti o meu coração explodir de amores.

Quase disse que sim, mas...

— Já falamos sobre isso. Quando você ficar maior, a mamãe vai te dar um gatinho, tudo bem?

— Anham. — ele assentiu com a cabeça mais uma vez.

P uxei-o para um abraço e o enchi de beijos na bochecha, fazendo-o gargalhar. Em seguida, me levantei e chamei o uber pelo aplicativo. Não demorou muito para que ele chegasse.

Depois de quase quarenta minutos de trânsito, finalmente chegamos ao lugar do evento. Não deixei de notar que se tratava-se de salão de festas com ares olimpianos. Quase um pedaço de Roma na capital goiana — Goiânia, Goiás. O espaço ocupava um quarteirão inteiro e contava com seguranças ao redor dos seus muros e, também, em suas entradas e saí das.

Quando descemos, fomos recebidos por Elaine. Assim que ela viu o pequeno, abaixou-se, abrindo os braços. Aquilo foi o suficiente para que Adriel soltasse um sonoro “Dinda”, enquanto corria em sua direção.

P aguei o uber e segui logo atrás dele.

— Oi, garotão da Dinda. — disse Elaine, abraçando-o, em seguida, beijou seu rosto. — Que lindo esse dinossauro.

— Anham. — ele assentiu com a cabeça e apontou para mim. — Foi a mamãe quem deu.

— Foi? — ela abriu a boca e ele riu, assentindo com a cabeça. — Vou ter que dar um também.

— E-E-Eu posso escolher, Dinda? — pediu, dando pulinhos de empolgação.

— Claro que pode.

— E-E-Eu quero um de gatinho. Tá bom, Dinda? — assentiu com a cabeça.

— Vou comprar o que você escolher, amor da Dinda. — afagou os cabelos dele e se levantou. Em seguida, apontou para uma moça ao lado. — Aquela é a tia Sara. Ela vai cuidar de você hoje, ok?

Ele assentiu com a cabeça e me encarou, dando “tchau” com uma das mãos. Rimos, enquanto ele caminhava até a tia Sara, que puxou assunto de imediato, levando-o para dentro.

Sem demora, Elaine me abraçou e quando se afastou, abriu um largo sorriso.

— Eu estava com saudade de vocês.

— Faz duas semanas que não nos vemos. — defendi-me.

— Tempo demais. — revirou os olhos e cruzou os braços. — Como notou, consegui uma babá para cuidar dele enquanto trabalhamos.

— Ainda assim, é bom mantermos os olhos nele. Sabe como o seu afilhado é...

Trocamos um sorriso cúmplice e, finalmente, entramos no Coliseu P alace. Confesso que o lugar era ainda mais luxuoso do que eu imaginava. Se do lado de fora, já deixava claro o seu alto ní vel, por dentro, ele apenas reafirmava.

Havia uma infinidade de mesas e poltronas de luxo, assim como, candelabros gigantescos espalhados pelo teto que parecia tocar o céu de tão alto. As paredes ao redor quando não decoradas por figuras greco-romanas que se estendiam por todo o coliseu, eram compostas nas laterais por vidro fumê. Através de uma das portas que estava aberta, vi ao fundo uma imensa piscina e, um pouco mais atrás, um heliporto. Do outro lado, mais mesas e

cadeiras, além de um palco de madeira. P rovavelmente, uma segunda opção para o evento.

— Quantas pessoas estão trabalhando aqui hoje? — não escondi a minha curiosidade ao notar um número de garçons acima do comum.

— Creio que quase cem. Não me lembro ao certo. — sorriu, sentando-se em uma das poltronas.

— Uau! — entreabri a boca. — Esse é um evento do quê mesmo?

— Ah, acho que é de um clube de empresários... — gesticulou com uma das mãos e pigarreou, mudando o rumo do assunto. — P ensou sobre a nossa última conversa?

Engoli em seco e abaixei a cabeça.

— Ainda não estou pronta.

— Adriel está crescendo. — Elaine respondeu de imediato. Respirei fundo e desviei nossos rostos e, no mesmo instante, senti suas mãos tocarem as minhas, acariciando-as. — Como sua amiga, preciso te impedir de estender esse erro ou isso vai te custar muito caro no futuro. O seu filho tem pai e precisa conviver com ele. É um direito dele.

Engoli em seco e assenti com a cabeça.

— Eu sei. Eu sei... — respirei fundo.

— Bom, vamos começar? — soltou as minhas mãos e se colocou de pé, parecendo mais animada que antes.

— Vamos. — assenti com a cabeça.

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