
O bilionário na cama
Capítulo 3
Como de costume, ajudei-a na organização. Apesar de sempre acabar ajudando a servir os convidados, dessa vez, por conta do número de garçons, fiquei incumbida de dar suporte no controle de ações dos funcionários e na demanda das bebidas e comidas.
E mesmo ocupada, eu sempre tirava alguns segundos para espiar Adriel, que estava em um cômodo ao lado da imensa cozinha, aos risos com a tia Sara.
P or volta das dezessete horas, consegui fazer uma pausa.
Elaine me viu ao longe e veio até mim.
— Já comeu?
— Ainda não. — neguei com a cabeça.
— Viu quantos homens bonitos temos hoje? — Elaine deu- me um cutucão com o cotovelo e segurou o sorriso.
— Sim, eu vi.
— Bonitos e ricos.
— Dinheiro não mede caráter. — pontuei, cruzando os braços.
— Realmente, mas... Eles continuam sendo muito bonitos. — insistiu e emendou com aquele comentário de cobiça: — Uma pena que a maioria está acompanhado...
— Toma jeito! — mordi os lábios, devolvendo o cutucão.
E foi naquele exato momento, no meio daquela conversa, que o vi entrar no salão de eventos, usando um terno cinza. Ele não havia mudado nada, pelo contrário, estava exatamente como eu me lembrava. Os cabelos curtos, a barba bem aparada, os intensos
olhos azuis e o sorriso que fazia o meu coração, mesmo ferido, cessar os batimentos.
— Adam... — ofeguei ao pronunciar o seu nome. — O que ele faz aqui? — perguntei, sentindo o meu corpo tremer por inteiro, num misto de sentimentos nostálgicos, ao mesmo tempo, inexplicáveis. — Ele não pode ver o Adriel.
— P enépole... — Elaine me chamou, mas simplesmente a ignorei.
— Ouviu? — fixei meus olhos nela. — Ele não pode vê-lo! — endureci o tom de voz e ela engoliu em seco, assentindo com a cabeça.
Assim que girei o corpo em direção a sala onde ele estava, vi a tia Sara na porta, passando os olhos pelo salão. Rapidamente fui em sua direção e antes que eu pudesse perguntar algo, ela soltou:
— Ele sumiu.
— Como assim sumiu?! — o meu coração quase parou e, apesar de eu querer esganar a babá, contive o meu nervosismo.
A prioridade ali era escondê-lo e causar alarde só me faria ser notada.
— Acho que ele viu um gato e saiu correndo atrás... — explicou-se, gesticulando com ambas as mãos.
Sacudi a cabeça e me voltei a Elaine.
— Acalme-se, ok? Sei que está nervosa. — ela disse com a voz suave, segurando as minhas mãos. — Ele não vai vê-lo, ok?
— Ok. — assenti com a cabeça.
Elaine e Sara saí ram a procura de Adriel, enquanto eu permanecia no mesmo lugar, quase que escondida entre a cozinha e o salão, para que Adam não me visse.
Como uma criança vestida de dinossauro consegue sumir?
Ao passar os olhos pelo salão de eventos pela décima vez, encontrei-o. Aparentemente, ele estava se levantado, com um gatinho no colo, o que quer dizer que ele estava sentado no chão, por isso não conseguí amos encontrá-lo.
P ensei em ir até ele, mas percebi que tanto Sara quanto Elaine também o viram, por isso, hesitei. Eu precisava continuar escondida, mas...
Adriel estava próximo de uma mesa; que tinha a maior pirâmide de taças de champanhe que eu já tinha visto em toda a minha vida.
— Não se aproxime muito, amor da mamãe... — supliquei baixinho, como se pudesse ver o estrago com aquelas taças.
CAPÍ TUL O DOIS
P OR ADAM AGUIAR
Depois de uma noitada daquelas, com quatro mulheres de parar o trânsito, apenas apaguei na cama. Ao despertar na manhã seguinte, passei os olhos pelo meu quarto, percebendo-o vazio. Entreabri a boca em um bocejo e cocei a cabeça, sentando-me na cama, percebendo que ainda estava nu.
— Pensei que tinha morrido. — ao girar para o lado, em um dos cantos, vi Matteo de braços cruzados, sentado em uma poltrona. Ele sorriu e se levantou. — Elas já foram, mas não fique triste, pois prometeram voltar.
Trocamos um sorriso cúmplice.
— Elas eram realmente maravilhosas. — gemi, espreguiçando-me e depois de mover o corpo para os lados, esfreguei o rosto.
— Ao menos se lembra dos nomes? — Matteo se aproximou e assim que me encarou, ergueu uma das sobrancelhas.
— Amanda? Debora? — sorri sem graça e sacudi a cabeça.
Eu realmente não me lembrava do nome delas.
— Sorte a sua ter feito vasectomia. Seria trágico engravidar uma mulher e não lembrar o nome da mãe do seu filho.
— Só há um nome que eu nunca vou esquecer... — simplesmente saiu e, quando me dei conta, fui tomado por uma tristeza, que se apossou do meu peito, apertando-o em aflição, ao ponto de me fazer sacudir a cabeça e mudar de assunto. — Quais os planos para hoje?
Matteo mirou o relógio de pulso.
— São quatorze horas e eu já cancelei quase todos os seus compromissos, exceto aquele evento com empresários do segmento digital.
— Estamos atrasados?
— Sim, estamos.
— É aqui em Goiânia ou em São P aulo?
— P or exigência sua, está acontecendo aqui em Goiânia. Sendo você o maior nome do ramo no paí s, te deram a opção de escolher onde ocorreria o evento.
Tamanha questão por parte dos organizadores, fez o meu ego ser acariciado, mas não é para menos. A minha empresa: “send nudes”, revolucionou o segmento digital voltado para o público adulto, atualmente, sendo a maior do ramo em território nacional e a segunda maior do mundo. No iní cio, eu almejava ganhar milhares de reais, mas hoje faturo bilhões por ano.
— Vamos ao evento. — decretei, saltando da cama.
— Vou preparar a segurança. — disse Matteo, precipitando- se em direção a porta.
Dirigi-me até o banheiro e parei em frente ao espelho, mirando-me. A parte que eu mais deveria gostar em mim deveria ser os meus olhos azuis? Talvez, mas nada se compara ao amor que nutro pelo meu corpo torneado, com poucos pelos. Sempre preferi deixar o meu cabelo curto e, vez o outra, eu raspava do lado, para deixá-lo na altura da barba, que eu mantinha sempre aparada. O famoso caminho da felicidade, apesar de ralo, contrastava com a minha pele clara, descendo até os pelos ralos do pau. As bolas eu sempre preferi deixar lisas, afinal, ali é o meu ponto fraco, aonde sempre almejo uma boca gulosa.
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