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Capa do romance  O AMOR DO GREGO

O AMOR DO GREGO

Violetta Esparta descobre que é apenas uma peça nos negócios de seu pai, Arthur. Para quitar uma dívida de honra e resolver conflitos familiares que o exilaram no Brasil, ele a promete ao clã Lutof. Embora o noivo devesse ser Alexei, o destino coloca o severo Alexandre Lutof em seu caminho. Motivado pelo acordo do pai, Alexandre esconde um coração ferido por traumas passados, mas a rebeldia de Violetta acende nele uma paixão capaz de curar antigas desilusões.
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Capítulo 3

Cap.3

O amor do grego

Violetta

Seguimos pelo corredor da mansão, logo chegamos em uma sala muito linda, porém não havia ninguém...

Isso me trouxe um certo alívio!

Mas logo o chato do Sr. Lutof começou se justifica:

— Violetta acho que ninguém estava nos esperando, então vou chamar à governanta para te levar até seu quarto, e assim você pode descansar um pouco, porém dentro de três horas é o almoço, sim!

— Então até lá. — senhor Lutof!

Faço questão de dar um sorriso debochado.

" É ainda acrescento no meu pensamento até lá Sr. chato."

Mas sinceramente se ele não estivesse na mesa, seria ótimo!

Logo vem a tal governanta, que me leva ao quarto.

" Ai que alívio, como papai fez isso comigo? Estou presa em uma ilha sem dinheiro sem meu celular, pois segundo papai eu teria muitas coisas para resolver, como meu casamento."

Eu nem tive tempo de me inteirar das redes sociais ainda, mas ao menos eu tinha Giovana para conversar, mas agora nem isso posso mais.

Ainda não entendo porque papai obedeceu, ao Sr. Lutof, e os empregados da nossa casa também.

Lucia me acordou, e já estava tudo pronto, eu só tive que descer, é mal pude comer alguma coisa antes de ir embarcar nessa viagem.

A Grécia é linda, isso eu tenho que admitir e a ilha então é Belíssima, mas eu já odeio esse lugar!

É, assim que tiver oportunidade sairei daqui, eu ainda não sei o que farei, mas farei algo sem pensar duas vezes, para me salvar desses casamentos.

Como eu não faço ideia do que me aguarda, não tenho nenhuma noção do que vestir, porém logo ouço uma batida na porta, que se abre em seguida.

Pela porta passa uma moça toda sorridente, que logo começa a conversa.

— Olá Sr. Violetta, sou Rose e fui mandada até a senhora para ajudá-la, irei desfazer as suas malas, mas se a senhora precisar de algo além, é só dizer!

— Obrigada Rose, mas eu estou bem, e não preciso de ninguém para desfazer as minhas malas.

— Ai senhora, esse é meu trabalho, por favor.

— Tudo bem Rose, Já que é assim, então vou tomar um banho.

"Eu sabia que estava sendo bom demais, para ser verdade, com certeza é um plano daquele senhor Lutof para me vigiar."

Tudo bem ao menos aqui eu não farei nada, e vou aproveitá no bem bom.

Porém, quando eu volto para minha surpresa a divertida Rose está cantando uma canção grega linda, me lembrei da minha mãe, pois ela cantava a mesma canção, mas ela logo se assusta ao me ver.

— Olá, Senhora me desculpe?

— Tudo bem, Rose, você me faz lembrar minha mãe, essa canção é bem antiga e minha mãe me ensinou também.

— Verdade senhora Violetta, e uma música muito importante cantada a todas as crianças, ah senhora eu já separei um vestido para a Senhora se vestir!

— Obrigada, que ótimo, eu não sabia mesmo o que vestir.

— Não se preocupe senhora, o Sr. Alexandre me pediu para ajudá-la.

— Então foi o senhor Lutof, fiquei pensando que fosse minha futura sogra, não a senhora Andras, nem sabia da sua chegada, mas ela irá encontrá-la no almoço em família.

— Hum me fale sobre ela, aliás me fale sobre todos, Rose.

— Senhora, eu não sei se posso fazer isso.

— Que pena, achei que pudéssemos ser boas amigas?

— Tudo bem, mas será um segredo entre nós!

— Claro, eu juro!

Fiz sinal da cruz como forma de promessa, não falarei a ninguém.

Então Rose me contou sobre a família, enquanto eu me vestia no closet, como a família era, e após ouvir todos os relatos me senti até tranquila, pois se tudo for verdade, eles são normais ao menos, mas uma coisa eu já sabia, isso não me surpreendeu o chefe aqui é mesmo o Alexandre Lutof, e meu então futuro marido é apenas um boa vida mesmo, que pesadelo que papai foi fazer comigo.

O tempo passou tão rápido que levei um susto, ao ver a hora.

Logo Rose me fez descer com ela, acabei me vestindo com um vestido branco com bordados lindos a mão, e algumas lantejoulas, um modelo simples que me deixa bem feminina, e sofisticada, com mangas longas, e decote coração bem discreto na altura das coxas, as costas com decote mais ousado, porém nada exagerado, meu guarda roupa foi adquirido por uma especialista em moda, ao menos papai me fez esse favor.

Dessa vez todos estavam me esperando, e claro o Sr. Lutof fez questão de me apresentar a todos e por último ao meu então noivo Alexei, ele é realmente lindo estou surpresa, pois gostei dele e parece que ele gostou de mim, percebi que o senhor Lutof ficou nos olhando, mas logo deu uma desculpa dizendo que tinha trabalho a fazer, e assim se foi, sua mãe logo me pediu desculpa, pela falta de educação do filho, mas infelizmente Alexandre era assim, sempre os negócios antes de tudo, disse ela.

"Que ótimo não fará falta, pensei comigo, chato já vai tarde."

Aghata, a irmã mais nova da família, então me pergunta?

— Então Violetta, como é estudar em um colégio interno, na verdade viver em um?

Fiz questão de contar só o lado positivos para ela, pois não queria deixá-la de boca aberta com a verdade crua.

Pois sinceramente não desejo a ninguém o que passei lá, mas é certo que eu fiz muita coisa errada e mereci todos os castigos.

Logo Agatha muda de assunto, pois está enfadada com as minhas histórias, e começa a falar sobre o casamento sobre toda preparação, e que tudo está pronto, e que está no seu quarto meu vestido.

Alexie olha para mim com olhos penetrantes, ele se sente atraído por mim, isso eu posso sentir.

Eu ainda não sei o que eu sinto, porém ele é muito bonito, mas há algo que eu não consigo entender nele?

Andras a minha então Sogra falar:

— Calma, Agatha, é muita informação ao mesmo tempo.

— Dá um tempo para a minha noiva, eu quero levá-la para passear, por santorini depois você mostra essas coisas do casamento. — Falar Alexie.

— Não senhor diz: dona Andras, você sabe que não pode sair com sua noiva a não ser que vá com sua irmã! — E nada de demonstração em público.

— Ah! Mãe pára com isso, eu não acredito que Violetta vai se importar de sair sozinha comigo, ou de demonstrar que me quer em público. — Não é mesmo Violetta!

— Não, eu não me importo de Agatha ir conosco, e sim, eu gostaria de dar uma volta!

— Está vendo mãe, então está tudo resolvido. — Afirma Alexie.

— Tá bem, vamos comer, pois depois vocês podem ir a esse passeio pela cidade. — Andras encerra a conversa.

Realmente está sendo maravilhoso o passeio na ilha, tudo é lindo, apesar que eu continuo odiando esse lugar!

Sem falar que Alexie é charmoso e eu estou gostando de conversar com ele, temos gostos parecidos, na verdade ele é bem louco.

Mas logo ele me diz, que irá me levar em uma festa hoje, mas que é um segredo só meu e dele.

"Pensei comigo, quer saber, por que não!?"

Eu então perguntei porque o branco é predominante na cidade ele me explicou é uma forma de diferenciar a ilha das outras, tornando assim a ilha de Santorini uma ilha única e inesquecível.

" Acho que não é só isso, mas deixei quieto, pois ele parecia se esforçar em ser galante".

Agatha estava sempre falando no celular, é em um certo momento fomos caminhar na praia, ela porém não quis ir e ficou sentada num quiosque.

Eu achei que não tinha nada demais, afinal de contas logo seremos casados, dali a cinco dias, menos de uma semana.

Alexie fez questão de pegar na minha mão, e seguimos caminhando pela areia branca conversando.

Ele logo começou a conversar:

— O que você gosta de fazer Violetta, apesar que eu sei que você viveu praticamente presa naquele colégio!

— Verdade, mas...

Então resolvi me abrir com ele contando os meus sonhos, gosto de dançar, curtir, viajar, gosto muito de champanhe.

" Na verdade eu nem sei bem se gosto de tudo que disse, mas tentei ser uma garota desinibida."

— Eu também gosto, é muito bom, mas há algumas coisas melhores, que talvez ainda você não conheça Violetta, mas se você quiser posso te arrumar hoje, na festa que iremos?

— Sobre o que você está falando?

Se for sobre comprimidos eufóricos, eu já tive oportunidade de provar, é resposta é não, muito obrigada! — Foi só uma única vez, é eu não tenho a mínima vontade de usar esse tipo de divertimento de novo!

— Ah, que pena...

Esqueci de verdade que você foi criada em um convento, você é mais Santinha.

— Talvez, seja isso!

— Hum...

Você sabe Violetta, que eu estou ansioso pela nossa lua de mel.

Ele me fala e começa a acariciar minha cintura, e logo me vi nos seus braços.

Como ele é rápido, foi o único pensamento coerente que veio à minha cabeça, ele tão sedutor que não tive nem tempo de pensar, pois ele já estava me beijando na verdade eu não sei se gosto do seu beijo, apesar que não tenho muito que comparar pois beijei só o Ricardo, mas sinceramente ainda tenho dúvida qual é o melhor beijo, mas mesmo assim acho que falta algo?

Pois nos romances que li, os beijos eram descritos com tanto entusiasmo, e parecia algo fora de órbita, algo que nos fazia flutuar.

Porém o beijo não durou muito, e foi um alívio, Agatha vem correndo nos chamando:

— Vamos embora Alexie, pois Alexandre já está uma fera, e mamãe acabou de me ligar.

— Então o senhor chato já está dando ordens.

" Que engraçado, eu penso o mesmo, do Sr. Lutof."

Não se preocupe, vamos à hora que eu decidir. — Alexie afirma em desafio.

Então ainda passamos no quiosque, fizemos um lanche, Alexie fez questão de passear de carro quando chegamos já eram quase nove da noite, ou seja perdemos o jantar!

— Não se preocupe Violetta, somos todos adultos, e não temos que dar satisfação a ninguém, foi só um simples jantar, isso não é nada demais, e se você quiser comer alguma coisa posso pedir a governanta para levar no seu quarto?

— Não precisa, já estou satisfeita.

Ele então tenta me dar mais um beijo, porém Agatha vendo a cena já diz, que aqui é melhor ele não fazer isso.

— Você, sabe Alexie que somos gregos!

Eu não entendi muito bem o que ela quis dizer com isso, mas logo estava no meu quarto e deixei eles discutindo.

Autora: Graciliane Guimaraes.

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