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Capa do romance O Amor Dele, Meu Inferno, A Justiça Dela

O Amor Dele, Meu Inferno, A Justiça Dela

No dia do altar, Isolda surgiu clamando ser o destino de Ezequiel. Após um acidente, meu marido fingiu amnésia e, unido a ela, destruiu meu mundo. Ele permitiu a morte da minha mãe, me envenenou e matou meu cão, Muffin. Ezequiel acreditou que havia me aniquilado, mas apenas despertou minha fúria. Agora, vou desmantelar seu império e fazê-lo pagar por cada crueldade. Ele libertou um monstro e minha vingança implacável está apenas começando.
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Capítulo 2

A mensagem arrepiante chegou no meu celular pré-pago, um texto de um número desconhecido: Sua mãe está sofrendo. Ela sente sua falta. Por que você a abandonou?

Meu sangue gelou. Dois meses se passaram desde que eu saí, dois meses me escondendo, tentando me recompor. Eu havia cortado cuidadosamente todos os laços, comunicando-me com minha mãe apenas através de um e-mail codificado, garantindo sua segurança do alcance de Ezequiel e Isolda. Este texto significava que eles a haviam encontrado.

O pânico arranhou minha garganta. Liguei para o número de emergência dela, aquele que deixei com sua cuidadora. Nenhuma resposta. Tentei o telefone fixo, depois o celular. Cada toque aprofundava o poço de desespero em meu estômago.

Acelerei em direção à casa dela, meu coração batendo um ritmo frenético contra minhas costelas. As ruas eram desconhecidas, minha nova vida um escudo frágil. Empurrei o medo para baixo, focando nela. Ela já estava tão fraca, tão vulnerável.

Quando parei em frente à sua casa tranquila no subúrbio, uma visão doentia me atingiu. A porta da frente estava entreaberta, madeira lascada pendendo precariamente de suas dobradiças. O gramado, geralmente impecável, estava pisoteado, e um vaso de flores jazia quebrado na varanda.

Entrei correndo, minha voz rouca. "Mãe? Mãe!?"

A casa estava em desordem. Móveis virados, lâmpadas quebradas, papéis espalhados por toda parte. Parecia que um tornado havia passado por ali. Vi uma mancha vermelha no tapete branco, depois outra. Meu estômago revirou.

Eu a encontrei na sala de estar, caída no chão. Seu corpo frágil estava torcido em um ângulo antinatural, seus olhos arregalados de terror, olhando fixamente para o teto. Um corte profundo marcava sua testa, e sua camisola fina estava encharcada de sangue. Ela mal respirava, cada suspiro superficial um som ruidoso e agonizante.

"Mãe!" Caí de joelhos, minhas mãos tremendo enquanto a alcançava. Sua pele estava fria. "O que aconteceu? Quem fez isso?"

Ela tentou falar, um gorgolejo fraco escapando de seus lábios. Seus olhos piscaram em minha direção, depois se dilataram. Uma lágrima traçou um caminho através da poeira e do sangue em sua bochecha.

"Is... Isolda...", ela sussurrou, sua voz quase inaudível, então tossiu, um som úmido e terrível.

A raiva, fria e pura, surgiu dentro de mim. Isolda. Claro.

"Não fale, mãe", sussurrei, minha própria voz tremendo. "Vou conseguir ajuda. Você vai ficar bem."

Peguei meu telefone, meus dedos desajeitados, e disquei 190. A voz do operador era calma, mas meu mundo estava girando. Tentei explicar, dar sentido à violência sem sentido.

"Minha mãe... ela foi atacada! Ela está sangrando, precisa de uma ambulância imediatamente!", gritei, tentando dar o endereço, mas minha voz continuava falhando.

"Senhora, por favor, acalme-se", disse o operador. "Qual é o endereço mesmo?"

Enquanto eu dava freneticamente os detalhes, ouvi um clique na linha. Então outra voz, suave e assustadoramente familiar, interrompeu.

"Receio que a Sra. Mathis não precisará de uma ambulância, ou de qualquer atenção médica, na verdade." Era Ezequiel. Sua voz, geralmente tão controlada, estava tingida com uma crueldade quase casual.

"Ezequiel?" Minha voz era pouco mais que um sussurro. "O que você fez? Minha mãe está morrendo!"

"Um mal-entendido lamentável", disse ele, e ouvi uma risada fraca e zombeteira ao fundo - Isolda. "Mas veja, Brielle, sua mãe não é mais uma prioridade. Especialmente depois de como você a abandonou por dois meses."

"Você fez isso!", gritei, lágrimas escorrendo pelo meu rosto. "Você deixou Isolda fazer isso com a minha mãe!"

"Isolda estava apenas... perturbada", ele respondeu, seu tom desdenhoso. "Ela sentiu que você estava tentando esconder sua mãe dela, impedi-la de desejar-lhe o bem. Um simples mal-entendido que escalou."

"Mal-entendido?! Ela está morrendo, Ezequiel!"

"Uma pena", disse ele, sua voz monótona. "Mas receio que todos os serviços de emergência neste distrito estejam atualmente... indisponíveis. Uma pequena falha técnica, você entende."

Meu sangue gelou. Ele havia bloqueado os serviços de emergência. Ele a estava deixando morrer.

"Ezequiel, por favor", implorei, minha dignidade esquecida. Minha mãe estava se apagando rapidamente. "Por favor, ela está doente. Ela não pode sobreviver a isso. Ela está sofrendo. Apenas deixe a ambulância vir. Eu farei qualquer coisa! Qualquer coisa que você quiser!"

Houve uma pausa. Ouvi a risada suave e triunfante de Isolda novamente.

"Qualquer coisa, Brielle?", a voz de Ezequiel era perigosamente baixa. "Você voltará para mim. Você pedirá desculpas publicamente a Isolda por toda a dor que causou a ela. Você pedirá desculpas por me abandonar. Você se arrastará aos pés dela por seu perdão."

"Sim! Sim, eu farei! Apenas mande ajuda para a mamãe!", solucei, segurando a mão da minha mãe. Estava ficando mais fria.

"E você entenderá a dor de Isolda, Brielle", ele continuou, ignorando meu apelo por ajuda. "Você a experimentará. Imagine ficar presa em um carro, ferida, enquanto seu amado vai embora com outra. Imagine a agonia."

Minha mente voltou ao acidente de carro dele. Ele estava fingindo amnésia por meses. Ele me fez acreditar que não tinha memória daquele dia. Seria este outro de seus jogos distorcidos?

"Do que você está falando?", sussurrei, um novo horror me dominando. "Você estava ferido! Eu te encontrei!"

"Isolda me contou", disse ele, sua voz dura. "Ela me contou como você a deixou nos destroços em chamas após nosso acidente, como você negou ajuda a ela, como tentou escondê-la de mim."

"Isso é mentira!", gritei ao telefone. "Ela não estava lá! Ela não estava no carro com você!"

"Ela me forneceu fotos, Brielle", disse ele, sua voz tingida de triunfo. "Fotos dela no banco do passageiro, logo após o impacto."

Minha mente disparou. Isolda era capaz de qualquer coisa. Ela poderia ter editado as fotos. Ela poderia ter estado no local mais tarde e encenado tudo.

"Brielle, receio que o tempo de sua mãe esteja se esgotando", disse ele, sua voz ficando fria novamente. "Talvez um pouco de motivação seja necessária. Isolda tem um desafio especial para você."

Ouvi a voz de Isolda, clara e nítida agora. "Ezequiel, meu amor, vamos mostrar a ela a beleza do mar. Ela sempre odiou o oceano, não é? Aqueles terríveis ataques de pânico na praia."

Meu sangue gelou ainda mais. Minha talassofobia. Meu medo paralisante de águas profundas e abertas. Apenas minha família mais próxima e Ezequiel sabiam disso. Ele ia usar isso contra mim.

"Não", sussurrei, minha voz falhando. "Por favor, Ezequiel. Isso não."

"Ah, o medo em sua voz é delicioso", Isolda arrulhou. "Ezequiel, querido, você me prometeu que ela sofreria."

"Brielle", a voz de Ezequiel cortou o telefone, mais afiada que uma lâmina. "Vá para o antigo píer, na Praia Negra. Há uma jaula pendurada no guindaste. Entre nela. Assim que estiver lá dentro, conversaremos sobre o futuro de sua mãe."

O pavor me consumiu. A Praia Negra era conhecida por suas correntes traiçoeiras e águas profundas. O antigo píer, abandonado por décadas, era notório. E a jaula... eu sabia exatamente que tipo de jaula ele queria dizer. Uma jaula de tubarão, talvez, para caçadores de emoções, agora enferrujada e abandonada.

"Eu não posso", engasguei, olhando para minha mãe moribunda. Sua respiração era quase inexistente agora. "Você sabe que eu não posso."

"Então sua mãe morre, Brielle", disse Ezequiel, sua voz assustadoramente calma. "Ou melhor, ela continua a sofrer até morrer. A escolha é sua."

Minha mãe soltou um pequeno suspiro, quase imperceptível. Seus olhos piscaram, depois pararam. Uma única lágrima escapou, rolando por sua bochecha pálida.

"Mãe?", sussurrei, sacudindo-a gentilmente. "Mãe?"

Nenhuma resposta. Não mais respirações superficiais. Sua mão, que eu ainda segurava, ficou completamente mole.

Ela se foi.

Meu lamento rasgou a casa silenciosa, um som de agonia e desespero cru e sem adulteração. Eles a mataram. Isolda. E Ezequiel. Eles ficaram parados, até mesmo orquestraram, sua morte.

Mas mesmo através da dor esmagadora, uma determinação fria e inabalável começou a se formar na parte mais profunda da minha alma. Eu não tinha mais nada a perder. Eles haviam tirado tudo.

"Estou indo, Ezequiel", disse eu ao telefone, minha voz monótona, desprovida de emoção. "E você vai se arrepender disso."

Dirigi até a Praia Negra, o vento chicoteando meu cabelo, o cheiro de sal e decomposição enchendo o ar. O antigo píer se erguia, uma estrutura esquelética contra o céu raivoso e machucado. Um único guindaste enferrujado se projetava sobre a água negra e agitada. E pendurada nele, uma jaula de metal, balançando sinistramente ao vento.

Meu coração martelava, não apenas de dor, mas do terror visceral e primitivo da água aberta. As ondas batiam contra os pilares, um som faminto e rugidor que ecoava o caos em minha alma. Cada fibra do meu ser gritava para correr.

Mas eu não podia. Não mais. Eu havia feito uma promessa. Não a Ezequiel, mas à minha mãe. E a mim mesma.

Saí do carro, minhas pernas parecendo chumbo. O spray de sal atingiu meu rosto, frio e cortante. O vento uivava, um lamento fúnebre que parecia lamentar meu destino. Caminhei em direção ao píer, cada passo uma batalha contra minha própria fobia esmagadora. Quanto mais fundo eu ia, mais alto o oceano rugia, mais minha respiração ficava presa. Minha visão embaçou, o mundo inclinando-se precariamente.

Cheguei à escada enferrujada que levava à jaula. Era velha, corroída, ameaçando quebrar. As ondas abaixo se agitavam, escuras e sem fundo. Meu estômago se revirou. Meu medo era um monstro vivo e respirante, ameaçando me consumir.

Mas então vi uma figura no píer, silhuetada contra o céu tempestuoso. Ezequiel. E ao lado dele, Isolda, seu cabelo chicoteando em seu rosto, um sorriso triunfante visível mesmo à distância.

Eles me observavam. Eles esperavam que eu quebrasse.

Uma nova onda de dor e fúria me invadiu. Os olhos sem vida da minha mãe, sua última palavra sussurrada: Isolda.

Eu não iria quebrar. Não agora. Nunca mais.

Com uma respiração irregular, agarrei a escada fria e enferrujada. Cada degrau era um tormento. Minhas mãos tremiam, meus nós dos dedos brancos. A jaula balançava, uma boca faminta esperando para me engolir inteira. A água abaixo era um abismo escuro e rodopiante. Minha respiração ficou presa, meu coração ameaçando explodir. Eu podia sentir os tentáculos frios do pânico envolvendo minha garganta, espremendo o ar dos meus pulmões.

Fechei os olhos, imaginando o rosto da minha mãe. Seu sorriso gentil. Suas mãos suaves. Eles a tiraram de mim. E eles pagariam.

Abri os olhos e fixei meu olhar em Ezequiel, que estava lá, impassível, ao lado de Isolda. Ela estava praticamente vibrando de prazer malicioso. Seus olhos brilhavam com uma alegria predatória enquanto me observava lutar, sua linguagem corporal irradiando maldade pura e sem adulteração.

Respirei fundo mais uma vez, depois me forcei a avançar. Um degrau. Depois outro. Meu corpo gritava para eu parar, para voltar, mas minha mente, alimentada pela dor e por uma necessidade ardente de vingança, me arrastava. Eu entraria naquela jaula. Eu enfrentaria meu medo mais profundo. E então, eles me enfrentariam.

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