
O aluguel
Capítulo 3
Aymeé estava adorando tudo o que estava vivendo. No seu emprego de meio expediente e ganhava relativamente bem para se manter.
Após um mês, chegaram as contas de luz, água, impostos residências... somando tudo, seu salário se tornava insuficiente.
- Meu pai! Como vou pagar essas contas? Na verdade, tenho que escolher o que vou pagar. Mas não quero atrasar nenhuma conta. Preciso de uma solução.
Aymeé pensou, pensou e logo uma mensagem de Fábio chegou:
- Obrigado por não me contar da casa nova. Colocando um emoji zangado.
- Olha quem fala... me abandonou e agora vem me cobrar satisfações. Que amigo falso!
- Cara, fomos eu e Clara, te chamar pra sair. Quando chego lá: - Ela não mora mais aqui. E já faz um mês... um MÊS!!!
- Pra você ver o quanto me abandonou. Mas como forma de reconciliação, venha a minha casa nova. Vou te passar o endereço, só por favor, me avisa antes de vir.
Ela disse isso, como se ele realmente fizesse. Aparecia quando bem entendia e sumia do mesmo jeito. Fábio era um daqueles homens que parecia que tudo estava bem. Nada tirava ele dessa vibe. Eles se conheceram no cursinho e logo se tornaram amigos. Inicialmente Fábio deu em cima dela, mas Aymeé cortou esse laço. Então ele começou a tratá-la como uma irmã.
Horas depois, a campainha toca, para surpresa de Aymeé que não tinha ouvido o som dela desde que chegou ali. Pensou: Então você funciona, hein?!? Foi ao olho mágico e viu a cara de Fábio e de Clara.
- Olha a fugitiva!
Fugitiva eu? Deixe de loucura, o casal 20 some e eu é que sou a fugitiva.
- Não liga Aymeé, ele não leva para o coração. Disse Clara. - Como que você está amiga?
- Agora realizada... Eu comprei a minha casa! Aymeé pulou de alegria e os três se abraçaram ali mesmo.
- Hum... não lembro desses móveis. Disse Fábio.
- Ah!!! Comprei numa loja maravilhosa de móveis usados.
- Sério amiga? Ainda existem esse tipo de comércio? Clara perguntou.
- Graças à Deus que sim...
Aymeé com muito orgulho, pode mostrar canto a canto da casa e por fim foram lanchar. Ela havia feito suco de laranja e comprou uns pães recheados da padaria, que era uma delícia.
Durante o lanche, Fábio pergunta:
- Mas fala mais sobre a casa...
- Bem, eu estou vivendo um sonho né? Você precisava ver como estava essa casa. Se não fosse d. Paulina me ajudar....
- E nessa hora você não me chama? Eu vinha te ajudar.
- Clara, o que eu faço com o seu namorado, hein?!? Ele não sabe fazer nada. Clara sorri concordando.
- Ei!!! Tu me subestimas, né? Clara, você nem me defende? Vou embora daqui que isso está me cheirando a complô.
- Claro que não amor! Disse Clara. - Mas podemos dizer que esse lado de serviço braçal não seja o seu forte.
- Mas eu troquei a lâmpada do seu quarto!
As duas respondem ao mesmo tempo, como se tivessem ensaiado:
- Ah, sim... um serviço difícil! E todos caíram na risada.
- Falando sério agora, meus amigos... As contas chegaram e eu não tenho um salário que possa suprir essas contas. Percebi que o salário era suficiente para aquele quartinho. Para essa casa, preciso de um salário melhor.
- Tu já pensaste em alugar a casa?
- FÁBIO?!? Falou Clara sem entender o rapaz.
- Acabei de me mudar e já quer que eu saia daqui? Perguntou Aymeé.
- Não... falo dos quartos. Tu tens dois quartos extras. Aquele da frente, pode ser usado como uma loja ou escritório. Esse quarto da lateral que tem porta para a lavanderia, daria pra alugar pra alguém que seja universitário ou até mesmo que trabalhe nesses prédios comerciais que estejam à procura de um quartinho. Assim como você precisou.
- Agora sim... isso realmente faz sentido Aymeé. Seria uma forma de renda extra e pela localização, você poderia receber muito bem por um quarto.
- Tenho que pensar bem... Ter um estranho ou estranha em casa, ia mexer com minha privacidade.
- Aymeé, se quiser, posso falar com minha mãe. Ela é advogada e pode te orientar com o contrato.
- Seria uma boa, mas eu não tenho grana pra pagar sua mãe.
- Deixa comigo e com a Clara. Vai dar certo. Por enquanto, pense o que você quer e o que não toleraria em sua casa por parte de um inquilino. Crie as regras e depois me envia que trataremos com a minha sogrinha. Falou Fábio.
- Quanto posso cobrar por um quarto?
- Te aconselho a pesquisar aqui pelas proximidades, onde tem quartos de aluguel. Visita uns, veja como são, quais as regras e o valor também. Pese o que é cabível, os prós e contras de cada quarto que você visitar. Se quiser eu e Fábio podemos ir com vocês.
- Ai genteeee... Por isso que eu amo vocês!
Todos riam com a situação, e na cabeça de Aymeé era como fazer essa opção dar certo.
Após muitas conversas, o casal se despede e Clara troca mensagem com Aymeé para que mantenham a conversa.
Quando o casal saiu, Aymeé foi em cada quarto e pensou: - Acho que vai dar certo o que Fábio disse. o quarto da frente, tinha a possibilidade de ser muitas coisas. Já o quarto lateral, serviria sim para alguém que trabalhasse nos prédios. Ela nem teria que abrir porta, bastava uma cópia de chave da porta lateral e do quarto. Era uma boa opção por hora. Agora tinha que dormir pra pensar nas regras.
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