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Capa do romance Nova Chama

Nova Chama

Felipa retorna à sua cidade natal como noiva de Malcon, sem suspeitar que seu antigo melhor amigo, Dean, sempre a amou em segredo. No passado, ele não teve coragem de se declarar antes da partida dela. Agora, mesmo tendo construído uma família, o reencontro com Felipa desperta sentimentos intensos. Malcon acaba no centro desse conflito entre sua noiva e seu primo. Felipa e Dean devem decidir se darão uma chance para essa chama inacabada do passado.
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Capítulo 2

A vida de Felipa estava perfeita. No auge dos seus 26anos, tinha conquistado tudo o que desejava: era reconhecida em seu trabalho, tinha amigos e o noivo que pediu aos céus. Malcon era compreensivo e atencioso. Estava sempre disposto a ouvi-la e ajudar, se ele não fosse seu noivo, com certeza seria seu melhor amigo.

Ele e a família tinham organizado aquela festa e seu noivo atentou para convidar as pessoas que fizeram parte de seu passado e que ela gostava.

A maior surpresa, no entanto, foi reencontrar Dean. Mais surpresa ainda foi ver como ele tinha mudado e como estava mais homem. Esse não era o tipo de pensamento que deveria ter com relação ao amigo, mas era inevitável não comparar com a imagem que ela tinha dele quando mais jovem. Todos aqueles músculos e a bunda perfeita delineada no tecido da calça era com certeza um atributo que chamava a atenção.

Muitas coisas tinham acontecido e ela ao se afastar da cidade, perdeu as transformações a sua volta. Dean agora tinha um filho, Cole de sete anos, mas não tinha ouvido falar da mãe do menino, um mistério que ela mesma descobriria.

Felipa foi tirada de seus devaneios quando viu a mão de Mal estendida a sua frente. — Vamos, hora de partir o bolo.

— Felipa hesitou um pouco. — O que foi? Algo errado?

— Não... Eu... Eu só. Vamos mesmo partir um bolo?

— Sim, Nathan encomendou tudo o que temos direito. Inclusive um bolo.

— É por que eu não tinha visto. —De repente, aquela festa, aquelas pessoas. Tudo o que estava acontecendo ali, pareceu impessoal demais para ela. Mesmo que tivessem rostos conhecidos, não eram seus convidados. Faltava gente, faltava o pessoal dela, de verdade. — E me lembrei de algo que minha avó dizia, mas não é nada demais.

— Eu sei o que é, mas isso é superstição, Lipa. Nada vai nos separar, muito menos um bolo. — Malcon sorriu deslumbrante, o sorriso que ela amava. — Vamos?

— Claro, vamos sim. —Ela lhe sorriu e estendeu a mão de volta.

——ooOoo——

— Posso dançar com a noiva? — Felipa se arrepiou ao ouvir a voz de Dean atrás dela e se surpreendeu com o pedido.

— Claro, Dean. Fica à vontade. — Dean sorriu com o que Malcon havia dito e o moreno captou a má interpretação do que ele havia dito. — Ah não... Não tão à vontade, garotão.

— Pode deixar, só quero dançar, não quero roubar sua noiva.

— Vocês são uns idiotas!

— Idiotas que você ama — Mal respondeu depositando um beijo nos lábios de Felipa e saiu deixando seu primo com ela.

Dean a puxou pela cintura contra ele, moldando seus corpos de forma natural, mesmo ela com os quilos a mais, era perfeitamente capaz se sentir como os dois se encaixavam. Felipa não pode deixar de notar também, as formas trabalhadas que o corpo dele tinha adquirido. Uma coisa era olhar, como ela tinha admirado quando se encontraram mais cedo, outra coisa, era sentir assim tão próximo.

— Ainda sabe balançar o quadril. Pensei que a lida no campo tinha acabado com seus modos.

— Eu sei que dançar e balançar o quadril são coisas diferentes, buquê! — Ele fez uma careta com o apelido dela. — Que tipo de apelido é esse?

— Do tipo que eu não gosto. — Felipa agradeceu a mudança abrupta de assunto, pois a história do quadril tinha mexido com ela. Não que ela costumava a pensar nos amigos do jeito que tinha pensado nele.

— Vai me deixar manco desse jeito, pensei que soubesse dançar, Lipa.

— Desculpa, me distrai. Você mudou Dean, tem um filho. Lindo por sinal. Está na fazenda. Pensei que estivesse fora ou na cidade.

— Muita coisa aconteceu desde que você foi embora, Felipa. A vida tratou de seguir seu curso. —Ele a abraçou mais apertado e fez um afago no cabelo dela. Dean se perguntou o que estava acontecendo ali, mas não queria saber a resposta.

— Eu sei — ela sussurrou e se atreveu a encostar sua testa no peitoral dele. Inalou seu cheiro e sentiu seu calor. — Senti sua falta, Dean.

A música terminou e os dois continuaram abraçados até que Malcon chegou e a tocou nas costas.

— Vamos nos despedir dos convidados, querida.

Todos, pouco a pouco foram levantando de suas mesas e deixando o local onde a festa tinha acontecido. Felipa assistiu de longe Malcon conversar com algumas pessoas. Seu noivado, agora era oficial, ele era mesmo seu noivo e estava se despedindo de algumas pessoas enquanto Dean arrumava as coisas. Felipa recebeu tchau de pessoas que ela não conhecia e até de algumas conhecidas, mas que não faziam mais parte do seu mundo.

Felipa sorriu de forma cansada quando terminaram de arrumar tudo. Ela sabia que Malcon fugiria do serviço, era típico dele. Sua falta de intimidade com afazeres era tão evidente que até mesmo uma empregada era a responsável por cuidar de sua casa, apenas para que ele não tivesse que colocar as mãos na massa.

— Eu acho que você deveria deitar. — Dean chegou por trás de Felipa colocando as duas mãos sobre os ombros dela. — Você acordou cedo, fez uma viagem e ainda teve que fazer uma social com pessoas que nem reconhece mais.

Felipa virou, sorrindo para o amigo. Como podia depois de tanto tempo Dean ainda conhecê-la muito bem?

— Como você sabe disso?

— Sua ruga estranha estava aqui — apontou no vão entre os olhos dela e Felipa bateu a mão dele para longe enquanto sorria.

— Você sempre foi um chato.

— E você sempre me amou por isso. — O sorriso de Dean sumiu no momento em que ele tinha usado das palavras. Ele pareceu incomodado com o que havia dito.

Felipa percebeu o embaraço do amigo, mas como não havia dado importância ao que ele disse, porque era verdade, ela realmente o amava. Como o grande amigo que ele sempre foi para ela. Ele não precisava ter ficado daquela forma.

— Acho que vou fazer o que você falou, vou descansar. Mal não vai subir agora, eu tenho quase certeza disso.

— Tudo bem. — Dean passou de novo as mãos nos cabelos. Era um sinal de nervosismo e Felipa sabia disso. Nem mesmo isso havia mudado. — Boa noite.

— Boa noite. —Desejou antes de passar por Malcon, que estava com Nathan e o pai de Dean conversando na sala enquanto tomavam cerveja. — Meninos, eu vou dormir. Boa noite.

— Boa noite, Felipa. — Nathan e o pai de Dean se despediram. Malcon lançou um beijo no ar para Felipa e um sorriso de promessas. Promessas essas que ela não se importaria se ele esquecesse.

Felipa seguiu pelo corredor até a última porta, onde ficava o quarto em que ela e Malcon estavam hospedados. Ele era grande, com uma cama de casal, uma janela que, no momento, estava fechada, mas quando aberta tinha uma vista deslumbrante das montanhas. Ela pode observar ainda a televisão presa em um suporte na parede, de frente para cama e um ventilador. Era bem diferente do que ela estava acostumada, mas era aconchegante e confortável, além de dar uma sensação de calma.

Do outro lado do quarto tinha uma porta que Felipa descobriu ser do banheiro. Pegando algumas roupas da mala, ela seguiu para lá. Ele era pequeno, tinha apenas um vaso sanitário, uma pia e o box com a porta transparente aonde ficava o chuveiro. Felipa tirou a roupa e entrou no banho. A água quente e a solidão do lugar levou-a a divagar e depois de cerca de vinte minutos ela saiu do banho relaxada e ainda mais cansada. Sem sequer preocupar-se em ver algumas embalagens de presente que ela e Malcon tinham recebido, apenas jogou-se sobre a cama e pegou no sono quase que instantaneamente.

Felipa acordou com seu pescoço sendo beijado. Meio atordoada, abriu os olhos e ficou completamente surpresa em ver que era Dean sobre seu corpo, a forma que ele a olhava era algo intenso e com veneração.

— O que você pensa que você está fazendo?

— O que eu estava louco para fazer desde cedo —respondeu tomando os lábios de Felipa em um beijo que a fez arfar. Logo em seguida, um gemido escapou, quando ela sentiu sua mão soba camisola e indo em direção de seu sexo. Felipa arqueou o corpo quando Dean procurou seu clitóris. — Sempre tive vontade de lhe provar — ele sussurrou depois de levar os dedos dentro do canal de Felipa e ao retirá-los, os levar a boca e chupar.

Felipa gemeu com a visão sensual de Dean saboreando seu gosto, gemeu pela forma que ele sorriu para ela, como se estivesse caçando-a. Ela abriu mais as pernas quando Dean desceu por seu corpo, instalando-se no meio de suas das pernas. Quando sentiu sua língua tocar em o clitóris a sensação de prazer inundou seu corpo, que explodiu em chamas. A mão dele foi para o seio dela, apertando-o.

Prestes a gemera mais alto e pedir que ela a fizesse gozar, Felipa sentiu uma pequena dor em seu pescoço. Aquilo a fez abrir os olhos e quando fez percebeu que quem estava sobre seu corpo era Malcon e não Dean, tudo não tinha passado de um sonho.

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