
Noiva Traída: Reivindicada pelo Irmão
Capítulo 2
A luz do sol atingiu as pálpebras de Francesca como um golpe físico.
Ela gemeu. Sua cabeça latejava no ritmo de seus batimentos cardíacos.
Ela se virou. Os lençóis eram de seda, frios e caros.
A memória a atingiu em cheio.
O sushi. Os sapatos. O vídeo.
A cobertura.
Grafton.
Ela se sentou, agarrando o lençol contra o peito. Uma onda de pavor gelado a percorreu quando percebeu que estava nua. Sua mente disparou, um slideshow caótico da noite anterior. Ele a tinha carregado para cá, jogado na cama... e depois? Ela examinou freneticamente o próprio corpo, com as mãos trêmulas. Não havia dor, nem hematomas, nem vestígio de violação. Suas roupas estavam dobradas de forma organizada na poltrona no canto. Ele a tinha despido, mas não a havia tocado. Não foi um ataque. Foi uma declaração. Uma demonstração de poder.
A porta do banheiro se abriu.
O vapor saiu em nuvens.
Grafton saiu.
Ele tinha uma toalha enrolada na parte baixa dos quadris. Gotículas de água escorriam por um peito definido por músculos rígidos e funcionais.
Ele caminhou até a cadeira de rodas estacionada perto da cômoda.
Ele se sentou.
Sua postura mudou instantaneamente. Seus ombros caíram ligeiramente. Suas pernas ficaram frouxas.
Foi uma transformação assustadora.
Ele olhou para ela. "O café está no bar."
Francesca corou. "Ontem à noite... o que você fez... foi um erro."
Grafton manobrou a cadeira em direção à cama. O motor zumbia suavemente.
"Qual parte?", ele perguntou. "Ser descoberta pelo irmão do seu noivo? Ou descobrir que não sou aleijado?"
"Ambas", disse ela. Sua voz tremeu. "Estou indo embora. Não vou dizer nada. Apenas me deixe ir."
Grafton pegou uma pasta na mesa de cabeceira.
Ele a jogou na cama. Ela pousou perto do quadril dela.
"Assine."
Francesca abriu a pasta.
Era um Acordo de Confidencialidade. E um adendo a um acordo pré-nupcial.
Ela percorreu os olhos pelo jargão jurídico. Seus olhos se arregalaram.
"Você já tinha isso preparado", ela sussurrou. "Você quer os direitos de voto. Você quer controlar as ações da Pearson através de mim."
"Julian é um idiota", disse Grafton. Ele pegou um tablet. "Ele vai levar a empresa do seu pai à falência em seis meses."
"Não vou ajudá-lo a roubar o legado da minha família", disse ela. Ela jogou a pasta de volta.
Grafton não piscou. Ele tocou na tela de seu tablet.
Ele a virou para ela.
Era um vídeo da gravação de segurança do hotel.
Mostrava o corredor do lado de fora deste quarto. Mostrava Francesca entrando, tropeçando.
Então, cortou para o interior.
Mostrava ela agarrando o pulso dele. Mostrava ela o puxando para baixo para um beijo.
"Você iniciou", disse Grafton calmamente. "Se Julian vir isso, o casamento acaba."
Ele fez uma pausa.
"E se o casamento acabar, quem paga pela clínica de cuidados da sua mãe?"
Francesca sentiu o sangue sumir de seu rosto.
Ele sabia.
Ele sabia sobre a conta secreta. Ele sabia sobre a demência precoce de sua mãe. Ele sabia que a família Pearson tinha cortado a ajuda à mãe dela.
"Você é um monstro", ela sussurrou.
"Sou um pragmático", ele corrigiu. "Assine o papel, Francesca."
Ela olhou para a caneta.
"Se eu assinar", disse ela, com a voz trêmula, "você vai me ajudar a arruinar a Lila?"
Os lábios de Grafton se curvaram. "Considere isso um bônus pela assinatura."
Ela pegou a caneta. Assinou seu nome. A tinta parecia sangue no papel branco.
Grafton pegou a pasta. "Vista-se. Julian estará aqui em cinco minutos para me levar para a fisioterapia."
Francesca congelou. "Ele está vindo para cá?"
"A menos que você queira um ménage à trois", disse Grafton, "sugiro que se esconda."
Ele apontou para a varanda.
A campainha tocou.
"Grafton?", a voz de Julian veio através da madeira pesada. "Você está aí, mano?"
Francesca saiu da cama às pressas. Ela pegou as roupas que Grafton havia jogado para ela.
Ela correu para as portas da varanda.
Ela se escondeu atrás das pesadas cortinas de veludo bem no momento em que a porta principal se abriu.
Ela se pressionou contra o vidro.
"E aí", disse Julian.
Francesca espiou pela fresta nas cortinas.
Julian estava parado no meio do quarto. Ele cheirou o ar.
"Que cheiro é esse?", Julian perguntou. Ele franziu a testa. "Isso é... Chanel Nº 5?"
Grafton estava sentado em sua cadeira. Ele parecia fraco. Parecia inofensivo.
"Minha enfermeira da noite", disse Grafton. "Ela usa demais."
Julian olhou ao redor do quarto. Seus olhos se demoraram na cama desfeita.
Ele deu um passo em direção à varanda.
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