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Capa do romance NA SUA COLA

NA SUA COLA

Cibelle está convencida de que encontrou sua alma gêmea após se apaixonar perdidamente por seu médico à primeira vista. No entanto, o rapaz desaparece sem deixar rastros, forçando-a a iniciar uma busca implacável. Ao lado de sua melhor amiga excêntrica, ela mergulha em uma jornada repleta de aventuras e confusões inesperadas. Nessa perseguição divertida, Cibelle descobrirá se o destino reserva para ela a realização desse grande amor verdadeiro.
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Capítulo 3

Quem diria que a recaída de uma pneumonia me apresentaria ao homem dos meus sonhos?

Eu tinha vinte e um anos quando perdi a bizuza, minha bisavó naquele mesmo hospital.

Em uma noite ela estava bem e falante, e na outra havia partido.

Voltar ao Santa Helena,

Me causava arrepios.

Eu sabia que não era pra tanto era uma simples consulta, era só pedir a troca dos medicamentos e um atestado, depois eu voltaria linda e calma pra casa.

Mas, o destino tinha planos maiores para aquele dia.

- Bom dia.

Disse o médico, enquanto eu me  ajeitava compulsivamente na cadeira, esperando não ter que tirar a roupa na frente daquele médico bonitão..

Já bastava o estresse por estar faltando a mais um dia de trabalho, com certeza depois daquela folga eu perderia a vaga de professora.

Já faziam  três anos que eu tentava a vaga, enquanto trabalhava como inspetora, era o mais perto que eu havia conseguido chegar de realizar meu sonho.

-O que você está sentindo?

-Bem, eu me sinto frustrada, não tenho o emprego dos meu sonhos, tô me matando pra sustentar a minha mãe, meu namorado me traiu com a prima dele, e pra piorar eu voltei ao hospital onde a minha avózinha morreu, e agora, graças a uma simples gripe, eu vou ter que tirar a minha roupa na frente de um médico gato que com certeza não imaginaria uma Mulher de vinte e seis anos que usa lingerie bege.

Resumindo, não estou vivendo o meu maior sonho.

O médico ficou me encarando uns minutos, devia estar tentando assimilar o meu desabafo, afinal o que eu estava pensando, por acaso tava num divã?

Ele não esperava o meu desabafo, era um clínico geral, não o meu terapeuta particular.

-Bom..eu me referia a como está se sentindo clinicamente. disse o doutor, ainda um pouco desconsertado com a minha confissão

- E não, você não vai precisar se despir, eu posso examiná-la, vestida.

-Não, eu não devia ter dito isso tudo, é claro que você pode me pedir pra tirar a roupa, aliás é melhor ser vista por um médico gato do que um médico feio, né? Quer dizer.. Não é sempre que eu tenho a chance de tirar a roupa, então.. melhor aproveitar.

O médico ainda me encarava em silêncio.

Caramba no que eu tô pensando? Dizendo esse monte de bobagens pra um estranho.

Eu não sabia dizer se ele estava assustado ou interessado no monte de absurdos que eu tinha dito.

Eu não sabia onde me esconder.

Que papelão!

O que o doutor estaria pensando de mim?

-Será que o senhor pode me examinar logo antes que eu continue aqui passando vergonha?

Ele pigarreou antes de dizer algo..

-De acordo com as observações feitas no controle de risco, você estava sentindo falta de ar, dores nas costas

E fadiga, também foi anotado que você teve febre e.... como foi que sua avó faleceu?

Me assustei com a pergunta dele é claro, ele deveria me examinar..e não perguntar sobre a bizuza.. mas, quem era eu pra julga-lo quando eu tinha acabado de me oferecer pra tirar a roupa na frente dele.

Mas, era estranho, ele realmente queria saber? Que tipo de consulta era aquela?

- É.. na verdade era minha bisavó, avó do meu pai, ela já era bem velhinha.. tinha cento e oito anos, mas, fazia tudo em casa, até que ela sofreu uma queda, ficou muito tempo na cama, aí quando os meus avós a levaram para o hospital, ela teve uma infecção urinária..depois daquele momento, ela só piorou, não podíamos fazer mais nada para salvá-la.

Eu não pude controlar as lágrimas..

- Aqui, tome. Ele estendeu um lenço.

Eu sinto muito pela sua bisavó, tenho certeza que ela tinha orgulho da mulher forte que você é.

Ergui a cabeça, enquanto enxugava as últimas lágrimas.

-Obrigada, mas, como você pode saber isso? Você nem me conhece?

Eu posso até ser uma daquelas psicopatas, que desenvolvem uma obsessão por um cara e o seguem até mata-lo.

-Nossa! Você é realmente intensa. Ele disse.

-Bom, pelo seu olhar, da pra notar a forma como você se entrega até na maneira de falar, você abre a sua alma pra um completo estranho, sem parecer frágil, se isso não é ser forte, eu realmente não sei o que é.

Afirmou ele.

- Obrigada, não pude evitar sorrir.

-Mas..bom, acho que as pessoas na fila pra serem atendidas não devem estar muito felizes com o senhor agora, afinal, já deve ter uma hora que eu estou aqui, e o senhor ainda não me examinou.

Ele concordou com a cabeça.

-Isso é verdade, e vão continuar esperando, já que eu não vou examiná-la, caso continue me chamando de senhor, nós temos quase a mesma idade, então, você pode me chamar de Jake.

- Tudo bem, Jake.

Agora será que você, poderia me examinar? Eu preciso voltar ao trabalho ainda hoje, eu avisei que chegaria atrasada, já devem estar me esperando.

-Então eles vão precisar te esperar por mais alguns dias, caso eu confirme os seus sintomas.

Eu não fazia ideia do que estava rolando, mas, era a primeira vez em anos que eu tinha uma conversa realmente boa com um homem, nenhum dos meus últimos relacionamentos tinha isso.

E agora eu estava tendo minha melhor conversa em anos dentro de um hospital, com um médico gato que parecia estar me dando mole.

O doutor me examinou cuidadosamente e as suspeitas se confirmaram.

Ele suspirou antes de revelar o diagnóstico.

-Bem Cibelle, como eu temia, você não poderá voltar ao trabalho tão cedo.

Eu entrei em desespero.

-Como assim não poderei doutor?

Eu tô em fase de teste no trabalho, não posso vacilar senão eu sou substituída por alguém melhor.

Por isso eu preciso ser a melhor!

Ele só me encarava..

E agora? Meu estágio já era!

- Infelizmente, os seus sintomas indicam um grau muito alto de estresse, e devido ao seu relato sobre o seu trabalho, é certo de que o seu retorno com toda a certeza dificultaria a sua recuperação.

Eu senti o ar sumir eu juro! Era o fim de tudo! Todo esses anos a minha rotina era trabalhar e ser a escrava pessoal da filha do diretor.. a Melissa Mimada.

Tá é claro que o sobrenome dela não era mimada, e sim Miraza, mas, mimada combinava perfeitamente com aquela chata.

Bom.. pelo menos disso eu me livraria durante o tempo fora...talvez o senhor Solano entendesse e mantivesse minha vaga, por uma semana.

-Tudo bem doutor, eu vou ligar pro meu chefe e comunicar que vou precisar me ausentar por uma semana..

O doutor sorriu... E aquele sorriso, embora fosse incrivelmente sensual, não era pra me seduzir..

-Uma semana! Você só pode estar brincando!

Eu disse, não era um sorriso sensual, ele estava zombando.. eu teria ficado com raiva se ele não fosse incrivelmente lindo..e se eu não estivesse sentindo aquele perfume inebriante que ele exalava.

-Bom doutor..então se não vou tomar uma semana de atestado, quanto tempo será? Uma semana e meia? Duas semanas?

Ele já estava sério..o que não o deixava menos atraente.

- Você precisa tirar no mínimo, um mês..se quiser viver, pelo menos até os cinquenta anos.

Com uma ameaça daquelas eu não tinha outra escolha a não ser obedecer né?

Tive que ligar pro senhor Solano, e implorar pra não ser substituída, eu sabia que ele não faria algo assim, mas, eu não esperava nada diferente da Melissa mimada.

*******

E aí pessoal? O que estão achando da nossa história?

Gostaram da consulta da Cibelle com o doutor bonitão? Fui só eu ou alguém também sentiu um clima entre esses dois? Será que eles irão se reencontrar?

Comentem! 🥰

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