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My Fake Boyfriend

Bianca Martinez, de 17 anos, sempre controlou cada detalhe de seu futuro. Porém, sua vida perfeita desmorona quando ela descobre a traição do namorado com sua melhor amiga. Em meio ao caos emocional, um encontro inesperado com um rapaz loiro e problemático em uma rua deserta muda seu destino para sempre. Prepare-se para uma jornada apaixonante que levará você de bicicletas rosas até o México, provando que nem tudo pode ser planejado no amor.
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Capítulo 3

[Bianca Pov].

   Cheguei em casa e assim que coloco os pés na sala, escuto Olivia me chamar.

   Entro na cozinha para saber o que ela quer.

- Oi, cheguei agora. - Falo e me aproximo da bancada.

- Olá minha linda jabuticaba! - Ela responde sorrindo. Eu já parei de tentar entender os apelidos que ela me dá a muito tempo. - Queria te perguntar uma coisa.

- Pode perguntar. - Digo indo beber um copo d'água.

- Então, hoje não te vi na escola e achei estranho. Aconteceu algo entre você e o Ced? Porque ele passou o dia inteiro enchendo meu saco para que eu ajudasse a fazer vocês reatarem o namoro, e eu nem ao menos sabia que vocês tinham terminado. O que houve?

   Respiro fundo e conto toda a história para ela que me abraça forte e me consola.

  Admito que chorei, ele foi meu primeiro namorado e achava que iria ser para sempre, porquê só de olha-lo dava para notar quão perfeito ele era. Durante todo o relacionamento ele nunca havia me mostrado um defeito sequer, eu achava que não existiam, até ver que seu maior defeito era ser mau caráter. Ele só disfarçava muito bem e eu boba nunca notei.

  Olivia me abraçava e chorava junto comigo, ela já tinha passado pela mesma coisa e essa época foi a pior de todas, ela se negava até mesmo a comer por sofrer tanto, e eu definitivamente não quero sofrer por alguém que não merece minhas lágrimas.

   Posso estar chorando agora, mas não chorarei para sempre, uma hora a vida segue e eu quero que essa hora seja agora! Foi aí que Olivia me deu uma ideia que eu não curti muito, mas ela não aceitaria um não como resposta.

- Hoje tem uma festa na casa do Trevor, você vai comigo!

- Mas Oli, eu não gosto de festas. Você me conhece.

- Você irá, pelo menos uma vez venha para festa com sua irmãzinha! Agora coma isto. - Me entrega um prato com o misto quente que estava preparando. - Coma e depois se arrume para sairmos, às 22hrs quero você pronta!

    [...]

  Já estava descendo as escadas quando ela me encara com uma feição nada agradável.

- Que roupa é essa Bia? Você está indo para uma festa ou um culto?

- São minhas roupas normais, o que quer que eu vista? Não sou de ir a festas.

- Isso eu sei bem, mas você não irá sair de casa assim, parece uma velha com esse suéter. Vamos olhar no meu closet algo que fique bom em você.

   Subimos e ela me deu um vestido mais curto do que eu costumo usar e bem colado no corpo. Não gosto de maquiagem então só passei batom.

   [...]

   Chegando na casa de Trevor e já conseguia ouvir a música da esquina, e lá dentro então? Se eu saísse surda seria o mínimo.

    Oli diz que não irá sair de perto de mim mas assim que avista Trevor, já pula no pescoço do garoto e some.

   Agora estou sentada no sofá rodeada de adolescentes bêbados, que dançam ao som de músicas altas que fazem apologias sexuais.

  Acho que nunca me senti tão deslocada na minha vida.

   Como se não desse para piorar, Theo aparece sugerindo um jogo de eu nunca.

   Eu iria ficar neutra, mas praticamente fui arrastada para a pequena roda, olhei para quem estava na brincadeira e avistei Lucas com seus amigos de sempre e mais um pouco afastado estava Cedric com... ele estava com a Caty.

- Ok, eu vou ser o primeiro. - Theo diz e a brincadeira começa.

  Começou tudo bem, até iniciarem desafios pesados e um tanto desconfortável para mim, eu estava tão distraída que nem percebi que haviam trocado o jogo, para o da garrafa e havia parado em mim, para que eu respondesse.

- Verdade ou desafio Martinez? - Ash uma garota do colégio, pergunta.

- Aan... verdade. - Digo envergonhada e escuto alguns tirando sarro.

- Claro, previsível. - Ela diz revirando os olhos. - Então... Com quantos anos você perdeu a virgindade? - Ela enfim pergunta, fazendo todos da roda prestarem atenção em mim.

- Bom, eu... Eu ainda não perdi... Sou virgem. - Digo ficando vermelha de vergonha e fico ainda mais constrangida quando escuto risadas.

- Como assim? Você não namorava? - Ash faz outra pergunta.

- Sim, mas nunca aconteceu. - Tento parecer menos afetada possível.

- Com certeza, Ced percebeu que poderia conseguir coisa melhor! - Diz em tom de deboche.

  Ela gargalha alto e olha para Cedric que logo começa a falar.

- Agora você entende o que fiz né, Ash. - Parece que todos da roda entendem o que ele quis dizer, porquê começam a rir de mim e eu já podia sentir as lágrimas caindo do meu rosto por tamanha humilhação, me levanto e saio dali correndo escutando eles cochicharem e rirem de algo que alguém comentou.

  Vou procurar Olivia e não a encontro em nenhum lugar. Subi para os quartos, mas a vejo numa situação nada favorável.

  Acho que ela está ocupada para me dar carona.

  Vou até a cozinha e avisto Nick, ex da Olívia.

- Nick, poderia me dar uma carona para casa? Vim com a Oli mas ela está ocupada.

- Eu não estou muito afim Bia. - Fala visivelmente alterado pelo álcool.

  Qual o problema desses adolescentes?

   Ele continua falando.

- Pega a chave do meu carro, amanhã na aula você me entrega.

- Não, eu ainda não me sinto segura para dirigir. Eu preciso de alguém para me dar carona. - Falo suspirando.

- Desculpa não poder ajudar. - Ele da de ombros e logo sai dali correndo depois de escutarmos muitos gritos, parecia estar acontecendo uma briga.

  Eu não "conhecia" ninguém ali, aquele lugar definitivamente não era para mim.

  Já eram 3 da manhã, que droga, eu poderia estar dormindo a essa hora.

  Decidi que iria para casa a pé mesmo.

  Saio da casa e começo a caminhar nas ruas vazias pensando na minha vida.

  Poderia pelo menos refletir com calma, tenho uma caminhada longa de 7 quarteirões até em casa.

  Eu já não estava mais aguentando andar e parei para descansar em uma parada de ônibus. Até que um carro estaciona em minha frente.

  Se eu não tivesse reconhecido o carro, com certeza já teria começado a correr.

    Lucas baixa o vidro e diz:

- Entra, vou te levar para casa.

- Não, você bebeu, prefiro não arriscar.

- Juro que não bebi nada. Entra logo, já já vai amanhecer e temos aula mais tarde. - Diz me olhando entediado.

  Como sabia que ele não iria desistir, me levanto e dou a volta no carro sentando no banco do passageiro ao seu lado.

  Quando olho para ele, consigo ver com clareza que estava machucado.

  Espera, a pessoa que estava brigando na festa era ele?

- O que aconteceu com você? - Não aguentei a curiosidade e... Preocupação?!

- Entrei numa briga na festa, não liga para isso... Eu estou bem.

  Concordei com a cabeça reparando seu lábio machucado e com sangue, com certeza levou um belo murro.

- Coloca o cinto. - Digo enquanto encaro o sinal vermelho a nossa frente.

- Não gosto.

- Não é questão de gostar e sim de segurança. Coloca logo essa merda. - Falei impaciente. Quem negligência a própria segurança? Ah claro, Lucas Carter.

   Ele bufa e põe o cinto

   Quando chegamos em frente a minha casa, ele não me olha.

- Pronto, está entregue. - Diz enquanto fita minha casa.

  Abri a porta e me retirei do carro, fechei a mesma e fui até sua porta abrindo para ele sair também.

  Ele me olhou confuso então comecei a falar.

- Vem desce, você me ajudou e agora vou ajudar você. Vou limpar esse machucado aí.

  O loiro apenas concorda em silêncio, e desce do carro me acompanhando.

  Com certeza essa seria uma das noites que Oli não voltaria para casa.

  Ascendo as luzes e peço que Lucas me espere no sofá. Com o kit de primeiros socorros em mãos, me sento na frente dele e começo a limpar seus machucados.

   Observação totalmente desnecessária da minha parte... mas ele têm os lábios lindos.

   Enquanto cuidava do machucado de sua boca, nós acabamos nos encarando por milésimos segundos, logo voltei a atenção no curativo.

  Foi rápido, mas não deixei de reparar como seus olhos que são azuis clarinho se tornaram escuros enquanto me encarava, a pupila estava bem dilatada. Ele é intenso.

- Com quem você brigou? - Decidi quebrar o silêncio.

- Com o idiota do seu ex. - Fala irritado.

  No mesmo momento paro o que estou fazendo e o encaro.

- Cedric? Mas por quê?

  Ele respira fundo e parece relutante em querer contar o que aconteceu.

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