
~ MINHA RUIVA ~
Capítulo 2
Dizem que viajar de ônibus é cansativo, para mim foi bem produtivo. Passei a maior parte do tempo dormindo. Assim não sentir fome durante o percurso, minhas costas doem um pouco mas nada que eu não esteja acostumada
Saiu do ônibus e vou logo para fora da rodovia, não era preciso pegar mala alguma já que eu só tenho minha mochila. O que preciso fazer agora é chegar até a casa da minha irmã, estou cheia de saudades dela.
Tiro da minha bolsa o endereço dela que consegui falar com ela escondido. Toda vez que ela ligava l, eles inventavam uma desculpa só para eu não conversar com ela, acho que por medo de abrir a boca e contar a verdade de tudo que acontecia. Não pretendo abrir o jogo para Mayara, não quero causar problema para ela, aquela família é louca.
Chicago é bem diferente do que eu imaginava, pensei em uma cidade cheia de tiras da pesada ou sei lá, coisas perigosas. Mas tudo que vejo são pessoas bem vestidas e metidas que me olham dos pés à cabeça, vontade de dar uma voadora. Acho que assisti muita série e acabei idealizando Chicago como perigo.
Pego um táxi e dou o endereço para ele, que fala algo que não entendo. O carro entra em movimento e aproveito para admirar os altos prédios arranhando o céu. Isso tudo é demais, agora entendo a euforia de Mayara para vim morar para cá.
O carro para na frente de um portão, o homem fala e dessa vez entendo. Ele diz que aqui é o condomínio, pago ele e saiu. Fico olhando para o portão, que parece a entrada de um castelo.
Deve ser o olho da cara morar num lugar feito esse. Eu em.
Chego com o homem que deve ser o porteiro.
— Bom dia tio! Deixa eu entrar aí.
— Bom dia mocinha! Aqui é lugar particular, não posso deixá—la entrar a não ser que tenha autorização.
— Minha irmã mora aí.
— Como é o nome da sua irmã?
— Mayara!
— Do que?
Franzo a testa.
— Do que, o que? O nome dela é Mayara.
— O sobrenome, menina! — rir de mim.
— Ah sim! É Mayara Alves — devo estar vermelha, o cara fica rindo, espero que ele pare se não irei bater nele.
— Oh! Claro. Mayara por isso a semelhança. Eu irei ligar para lá, reze para que ela atenda, geralmente quando o sr Marlon está, ela não atende.
— Não sabia que minha irmã tinha um cachorro.
O homem volta a rir e já estou ficando irritada.
— Não é um cachorro é o....
O homem para de falar e aperta no botão para abrir o portão para um carro que parece bem caro. Aproveito o embalo para entrar.
— Ainda não tem autorização moça.
— Que droga! Já disse que minha irmã mora aí, você já comprovou isso. Não me faça bater em você....
— May? — um homem sai do carro e fala meu nome. Me viro para ele.
— Eu, porque? — nunca vi esse cara, como ele sabe meu nome.
— Sou o namorado da sua irmã.
— Você que é o cachorro da minha irmã?— franzir ainda mais a testa sem entender nada.
— Que história é essa? — parece não ter gostado.
— Senhor! Ela não entendeu o que falei, ela quer entrar, disse que é irmã da senhora Mayara.
Explica o porteiro.
— Porque está suando, Você está bem? — pergunto para ele que está com uma cara estranha.
— Não precisa se explicar, Manoel!
O cara do carro fica me olhando e pega o celular.
— Amor, você esqueceu o seu relógio de novo — ouço aquela voz que cantava todas as noites para mim dormir.
— Mayara!! — a chamo, ela vira para mim, e logo me reconhece seus olhos enchem de lágrimas.
— May, minha princesinha!!
Corre e me abraça apertado, eu não aguento e começo a chorar também. É tão bom ser abraçada por quem amamos, meu coração está transbordando de alegria.
— Como você chegou até aqui? Fizeram alguma coisa com você?
— Eu vim de ônibus e cheguei até aqui de táxi. E agora eu estou bem.
Ela toca meu rosto, meu cabelo e passa as mãos em meus braços, é como se ela estivesse procurando algum machucado.
— Você está tão grande, está uma linda mulher — beija minhas mãos. — Me perdoa por não ter a trago comigo.
Se lamenta, seu rosto já se encontra vermelho pelo choro.
— Tudo bem pimentão! Já que você não foi a até mim, eu vim até você. Espero não incomodá-los muito.
Olho para o homem que é namorado da minha irmã. Ele se aproxima de Mayara e até que fazem um casal bonito, bem que minha irmã é mais linda.
— Na verdade, hoje mesmo iríamos buscar você — limpa as lágrimas.
— Sério? — sorriu boba.
— Sim, havia conversado com Marlon para que ficasse junto com a gente. E ele aceitou.
— Acho que não é uma boa ideia.
— Porque não, May?
— Não quero ouvir os sons estranhos de sexo de vocês não — cruso os braços.
Mayara fica vermelha, e meu cunhado rir discretamente.
— Quanto a isso não se preocupe, eu tenho uns métodos que abafam os gritos dela — fala cinicamente, e Mayara cutuca ele.
Eu faço cara de nojo, eu sei muitas coisas sobre sexo pelo menos a parte que o homem bota o negócio dele no negoçado da mulher. Isso é muito.
— Você ficará conosco e pronto May. Não quero passar mais nenhum minuto longe de você.
Ela me abraça novamente, e me apresenta a Marlon o cara que é importante na cidade. Ele teve que sair para ir para sua empresa, o que dei graças a Deus. Entramos no condomínio que é o maior luxo.
— Quem banca tudo isso? — pergunto assim que entramos na casa onde ela mora.
— Marlon. Eu particularmente não gosto, mas ele é muito chato em questão de moradia e segurança.
— Gente rica é cheia de frescuras — reviro os olhos.
— Sentir tanta falta de você, do seu jeito espontâneo. Quero cuidar novamente de você, você acabou o curso?
Não quero contar que tive que parar, e que o dinheiro que estava mandando estava servindo para as vaidades e bebidas da mamãe com papai.
— Sim, acabei! — odeio mentir.
— Melhor ligar para mamãe, para dizer que chegou bem.
— NÃO! — Mayara me olha assustada. — Quer dizer agora não, ela está no trabalho ainda.
— Então vamos comer, e depois iremos passear um pouco para conhecer melhor esse lugar.
— Está trabalhando no que, mana? — pergunto enquanto como minha panqueca.
— Não estou trabalhando. É..é uma longa história.
Sorrir amarelo. Alguma coisa aconteceu, ela esconde algo. Prefiro mudar de assunto.
— Você conseguiu superar a mamãe Glória — elogio.
Acabamos de comer.
— Quanto tempo faz que está com Marlon?
— Um ano e meio — sorrir apaixonada.
— Se dá bem com a família dele?
— Sim! Sim!. Todos são um amor, exceto Miguel.
— Quem é esse, ele não gosta de você?
— Ele gosta de mim, quero dizer não no termo "não é um amor" porque ele é sério demais e até me dá medo dele —
rir. — Mas ele é boa pessoa quando quer.
— Seu namorado também é sério, tem cara de pitbull.
— Não fala isso perto dele — gargalha. — Você irá gostar da irmã deles, acredito que do Miguel também.
Sorri maliciosa, e eu mostro cotoco para ela.
Deus me livre de namoro.
Você pode gostar





