
Minha Pequena Felicidade - Especial mês das mães
Capítulo 2
Ele tinha decidido viver perto da praia e fazer caminhadas rápidas ou correr toda manhã... Mas no terceiro dia após a mudança ele havia apertado o botão "soneca" de seu desperta¬dor algumas vezes!
Ben aumentou a velocidade e começou a correr, sua estru¬tura musculosa escondendo sua destreza, e bem rapidamente ele alcançou seu destino: a casa na qual ele estava de olho havia algumas semanas.
Enquanto cumpria seu período de aviso prévio em Sidney, Ben fizera a viagem até lá para encontrar um lar perto do hos¬pital. Procurando pela internet e conversando por telefone com corretores de imóveis, ele havia se deparado com várias possibilidades a serem visitadas durante o final de semana, pois estava determinado em conseguir uma casa antes de co¬meçar seu novo trabalho, percebendo que, se fosse o dono de uma propriedade, talvez se mostrasse mais inclinado a acomo¬dar-se por mais tempo.
O corretor tinha mostrado a ele um apartamento típico de solteiro, um novo empreendimento junto à praia, com vista maravilhosa para a baía e a cidade. Era claro e arejado e tinha todos os confortos modernos com a vantagem de uma grande varanda, o que seria bom quando ele recebesse a visita de ami¬gos ou da família. Ele realmente tinha tudo, e Ben quase o comprara naquele mesmo dia, mas, enquanto esperava, na va¬randa, que o corretor separasse os documentos, Ben viu casa ao lado. Ela era mais antiga e se projetava um tanto a mais para dentro da praia que o bloco de apartamentos. O jardim, que tinha acesso direto à praia, era um oásis verde coberto de ervas comparado com a varanda de assoalho enfeitado e pare¬des claras onde ele estava. Em vez de olhar para a magnífica praia, Ben ficou encantado com o jardim do quase vizinho. Um enorme salgueiro projetava sua sombra em grande parte dele, havia um escorregador, um balanço e uma cama elástica ali, mas o que realmente chamou a atenção de Ben foi o barco estacionado junto à lateral da casa. Um homem por volta de seus 40 anos que jogava água no barco com uma mangueira olhou para cima e acenou quando eles saíram para a varanda, e Ben balançou a cabeça rapidamente num cumprimento, não percebendo que o homem na verdade estava acenando para o corretor e não para ele.
— Logo estarei com você, Doug — o corretor gritou, então, se sentou junto a uma mesa de vidro bem posicionada, colo¬cando em ordem documentos e demais papéis e finalmente localizando o contrato.
— Ela está no mercado? — Ben perguntou.
— Desculpe?
— A casa ao lado. Ela está à venda?
— Ainda não — disse o corretor com um sorriso reservado. — Sente-se, Dr. Richardson, e verificaremos os detalhes do contrato.
— Mas ela vai estar à venda? — Ben insistiu.
— Talvez. Embora, realmente, ela não tenha nenhuma das características que o senhor especificou. Aquela casa precisa de várias reformas, ainda tem a cozinha original e o jardim está uma selva.
Só que Ben não estava ouvindo, e o corretor de repente teve aquela sensação deprimente e terrível de que ele estava per¬dendo o controle de venda que julgava certa.
— O conjunto de apartamentos recebe manutenção regular, possui academia de ginástica e piscina com raia para os inqui¬linos — ele ressaltou, reforçando o que presumiu serem os benefícios de viver ali para esse sujeito solteiro de aparência vigorosa, com título de doutor. Ele tivera tanta certeza que pouca necessidade de manutenção era a chave para esta venda. Ele estava errado.
Ben estava se dando conta rapidamente que grande neces¬sidade de manutenção seria ótimo par ele!
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