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Capa do romance Minha ex-Luna se tornou uma Alfa!

Minha ex-Luna se tornou uma Alfa!

Após três anos casada com o Alfa Halens, Christina vê seu mundo desabar. Consumido pelo luto, seu parceiro passa a priorizar Sonia, a viúva de seu irmão. A situação atinge o limite quando Christina é falsamente acusada por Sonia de causar seu aborto, e Halens escolhe não acreditar nela. Decidida, ela rompe o vínculo de companheiros. Agora, poderosa e independente, Christina despreza as súplicas de Halens para retornar, pois ele não serve nem para ser seu Ômega.
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Capítulo 3

••• Ponto de vista da Christina •••

Arregalei os olhos, incrédula. Não conseguia acreditar que Halens faria isso com sua própria companheira.

Me debatei conforme os guardas me arrastavam até a porta. Já do lado de fora, me empurraram para que eu caísse. Como futura Alfa, minha força era fora do normal. Suportei seus empurrões e me mantive de pé.

Halens olhava para mim com olhos frios, sem dizer nada. Vendo que os guardas não conseguiram fazer com que eu me ajoelhasse, veio até nós e me chutou atrás do joelho.

Fiquei chocada, não estava preparada para isso. Perdi o equilíbrio, e ele havia conseguido fazer com que eu me ajoelhasse.

"Fica ajoelhada e pensa no que fez", falou friamente, ordenando os guardas a se certificarem de que eu continuasse ajoelhada. Virou-se e voltou para dentro, fechando a porta atrás de si.

Os guardas ficaram com as mãos em meus ombros, forçando-me para baixo, impedindo-me de levantar.

Foi a primeira vez na vida em que me senti humilhada, e havia sido humilhada pelo meu próprio companheiro.

Meu sangue fervia de raiva. Não conseguia acreditar que meu companheiro era tão maldoso.

"Maldito desgraçado", Lídia xingou.

Concordei. Halens realmente era um maldito desgraçado.

O vento forte não ajudou. Estava com tanto frio que tremia até bater os dentes. Não havia trocado minhas roupas molhadas, e minhas feridas não tinham sido tratadas.

Depois de só Deus sabe quantas horas ajoelhada, Halens apareceu.

"Halens, eu-", ainda tinha esperanças de que ele fosse me ouvir, mas suas palavras acabaram comigo.

"Já pensou no que fez? Tá pronta pra se desculpar com a Sonia?", interrompeu-me.

"Halens, é assim que você trata a sua companheira?", perguntei, cerrando os dentes.

"Companheira?", riu. "Você acha que eu ligo de ser minha companheira? Pra mim uma companheira é só um degrau pra ficar mais forte. Um Alfa precisa de uma Luna pra ele e o bando ficarem mais fortes", afirmou friamente.

"Você... você nunca ligou pra mim? Nunca me amou?", perdi o fôlego, senti como se minha alma houvesse saído de meu corpo.

"Amar?", zombou, olhando para mim como se eu fosse uma palhaça. "Eu só te reivindiquei como companheira e casei com você pro meu bando ter uma Luna".

Olhei para ele, e meu coração se partiu. Três anos... fui sua companheira, sua Luna, por três anos. Três anos tentando ser a Luna perfeita para ele. E eu era só isso pra ele? Um degrau para ele ficar mais forte?

"Você tá disposta a admitir seu erro?", perguntou, impaciente.

"Nunca!", levantei a cabeça, teimosa.

"Então fique de joelhos até admitir seu erro", cuspiu e entrou novamente.

"Alfa, a Sonia acordou, e tem chorado sem para", o Beta Nick apareceu repentinamente.

"O quê? O médico já foi ver ela?", Halens pergunta, ansioso.

"Ela tá histérica e não deixa ninguém chegar perto", respondeu.

"Tá bom, tô indo pro hospital agora", Halens afirmou.

"Não cause mais problemas, ou vai sofrer as consequências", virou-se para mim e soltou.

Depois de me avisar, foi embora com pressa junto com o Beta Nick. Os dois guardas os seguiram, já que eram guarda pessoal de Halens.

Soltei uma risada amargurada. Quão idiota eu era, achando que companheiros se apaixonavam?

Depois de ouvir suas palavras, não tinha mais nenhuma esperança por Halens. Estava completamente decepcionada.

Tentei me levantar, apesar de minhas pernas estarem dormentes de ficar tanto tempo ajoelhada. Apoiei minhas mãos na parede para manter o equilíbrio e fui até nosso quarto lentamente.

"Você vai abandonar aquele maldito?", Lídia perguntou enquanto eu trocava de roupas.

"Sim. Você se importa?", perguntei para ela. Eu sabia que cortar a conexão de companheiros doeria para mim, mas seria pior ainda para Lídia. Não sei como ela seria afetada.

"É melhor abandonar ele do que ficar", Lídia rosnou.

"Não vai te afetar?", questionei.

"Vai. Vai doer por um tempo, mas eu supero. Quero você feliz, Christina", falou.

Suas palavras quase me fizeram chorar. Lídia era a única que havia se importado comigo nesses três anos em que fiquei casada com Halens.

"Calma, não chora. Qual é o plano?", tentou me confortar.

"Sair daqui e voltar pro Bando Count Star", respondi e comecei a fazer as malas.

"Ótimo", respondeu, e pude sentir o quão orgulhosa estava por eu estar fazendo algo tão corajoso.

Terminando de fazer as malas, levei a bagagem para fora sem que ninguém percebesse. Todos estavam ocupados ou fazendo comidas reforçadas para Sonia na cozinha ou indo para o hospital cuidar dela.

'Que irônico', pensei. Ele mandou todo mundo cuidar de alguém que não era sua companheira, enquanto ninguém cuidou de sua companheira ferida.

Olhando para o céu sem estrelas, senti lágrimas se formando em meus olhos novamente. Três anos tentando ser a companheira perfeita foram por água abaixo por causa de outra mulher.

Comecei a ir até a fronteira do bando, arrastando minha mala atrás de mim.

O vento ficou mais forte e tremi de frio.

"Christina, não quer ir pro hospital cuidar dos seus ferimentos antes?", Lídia perguntou, ansiosa.

"E ficar com aquelas cadelas? Não, obrigada", respondi, e Lídia parou de falar.

Quanto mais eu andava, mais fraca me sentia. Minha respiração ficou mais pesada, minhas feridas latejavam, e percebi minhas vistas ficando embaçadas.

"Christina, vamos pro hospital antes", a voz preocupada de Lídia ecoou em minha cabeça.

Cambaleei e caí no chão, completamente desprovida de energia. Não conseguia me mover um centímetro sequer. Senti-me ser tomada pela escuridão.

O que devo fazer?

Uma imagem surgiu em minha cabeça, e usei todas as minhas forças para abrir uma conexão mental que não usei nesses três anos.

"Christina?", um homem perguntou, incrédulo, quando consegui fazer contato.

"Liam... me ajuda... me pega... na... fronteira... do... Bando... Black... Stone", falei com muita dificuldade antes de sucumbir para a escuridão.

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