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Capa do romance Meus gêmeos possessivos, meus companheiros

Meus gêmeos possessivos, meus companheiros

Sophia Drake enfrentava o desafio de mudar de cidade no meio do ensino médio, focada apenas em fugir de sua família instável ao atingir a maioridade. Contudo, seu destino muda ao conhecer os sedutores gêmeos Ashford. Lutando contra uma atração inexplicável, ela tenta evitá-los, mas acaba mergulhada em uma realidade sobrenatural. Enquanto segredos antigos ressurgem, Sophia precisa confrontar sua identidade e decidir se aceita seu papel nesse novo mundo.
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Capítulo 3

"Tem certeza de que não se importa?", perguntei num tom constrangido ao olhar para Kat.

Revirando os olhos, Kat bufou. "Claro que não. Já que trabalhamos nos mesmos turnos, só terei que chegar trinta minutos mais cedo."

Quando Kat descobriu que eu ia caminhar meia hora para ir e voltar do trabalho, insistiu para que me desse uma carona todos os dias.

Eu não estava acostumada a que as pessoas me oferecessem ajuda, então o gesto dela me fez ficar um pouco culpada.

"Deixe-me pelo menos te dar o dinheiro da gasolina toda semana", propus, ajeitando o uniforme apertado que tínhamos que usar.

Era meu primeiro dia de trabalho, um domingo, e o dia parecia excepcionalmente longo como o sábado, em que eu havia terminando o projeto que Ethan e Kieran se recusaram a fazer.

Felizmente, as pessoas da cidade davam boas gorjetas, e eu só derramei coisas em mim, não em ninguém.

Nosso uniforme era uma camiseta preta com o logotipo do restaurante e uma calça preta justa, que escondia a maioria das minhas manchas desajeitadas.

Depois do nosso intervalo de trinta minutos, Kat e eu voltamos para o restaurante.

Quando espiava pelas portas da cozinha, percebi que mais pessoas estavam entrando.

Já eram por volta das cinco da tarde, e meu turno terminaria em duas horas — eu só estava contando os minutos para poder desabar na cama.

Ao ver Kieran e Ethan entrarem com Jessy e outra garota bonita, meu coração se apertou e uma dor aguda me atingiu, mas reprimi esse sentimento imediatamente, já que não era o momento para lidar com minhas emoções conflitantes.

Eles se sentaram na minha seção, o que me fez soltar um resmungo.

Kieran e Ethan pareciam ainda mais atraentes fora da escola: Kieran usava um suéter preto com as mangas dobradas até os cotovelos, jeans escuro e botas pretas, enquanto Ethan vestia praticamente a mesma coisa, mas com uma jaqueta de couro.

Me peguei os observando, mas parei imediatamente — cair no joguinho deles era a última coisa que eu precisava.

"O que houve?", Kat perguntou, espiando pela porta.

"Kieran e Ethan, claro", suspirei.

"Não sei o que você fez para chamar a atenção deles, mas lamento por você", disse Kat, balançando a cabeça com uma risada triste.

"Não fiz nada. Só esbarrei neles uma vez por engano, e eles decidiram transformar minha vida num inferno." Fiz uma careta de desgosto.

"Eu te aconselharia a falar com o diretor, mas parece que eles têm todos na palma da mão", disse Kat, franzindo a testa.

Suspirei, decidida a não reclamar mais.

Eles queriam uma reação, mas eu me recusava a dar, então tudo o que eu precisava era aguentar até completar dezoito anos em fevereiro e poder deixar essa cidade.

"Quer que eu os atenda?", Kat perguntou.

Neguei com a cabeça. "Não, eles nunca me deixariam em paz."

Depois de respirar fundo, me aproximei da mesa deles com um sorriso falso, desviando minha atenção para as garotas.

Jessy estava sentada ao lado de Kieran, enquanto Ethan tinha uma linda garota de cabelos escuros ao seu lado.

"Olá, sou Sophia e serei a garçonete de vocês esta noite. Gostariam de beber algo?", perguntei, ignorando o sorriso de deboche de Jessy.

"Sophia. Que nome é esse?", a garota de cabelos escuros zombou, fazendo Jessy rir.

Mantive meu sorriso no rosto enquanto Jessy suspirava. "Vou querer água, mas vou precisar de algo mais forte se tiver que ficar olhando para esses seus olhos estranhos por muito tempo."

O fato de ter um olho castanho e outro azul dificultava encontrar uma cor que combinasse perfeitamente comigo, mas eu não conseguia entender o que havia de tão "estranho" nisso.

Olhei para Kieran e Ethan, que sorriram de canto e pediram refrigerantes.

Após anotar os pedidos, fui correndo pegar as bebidas.

Na cozinha, Kat e Tyler me pararam.

"Como estão as coisas com os gêmeos?", Kat perguntou, franzindo a testa.

"Sempre agradável", respondi sarcasticamente.

"Quem é sempre agradável?", Tyler perguntou, passando o braço em volta do meu ombro.

Fiquei tensa, desconfortável com a proximidade dele.

Kat bufou: "Por que você tem que ficar passando suas mãos nojentas em todo mundo?"

Tyler sorriu de canto, apertando seu braço em volta de mim. "O ciúme não combina com você, Kat."

"Escroto", Kat murmurou, balançando a cabeça.

Jessy estava realmente irritada comigo, mas eu peguei as bebidas e tentei controlar minha respiração enquanto me aproximava da mesa deles — e quase comemorei quando consegui chegar sem derramar nada.

Quando coloquei a bebida de Kieran sobre a mesa, sua mão avançou rapidamente e a derramou, e seu sorriso de canto fez meu sangue ferver.

"Me desculpe por isso. Vou limpar e trazer outra para você", disse educadamente, limpando o refrigerante.

"Não seja tímida, querida. Foi você quem fez a bagunça", disse Kieran com um sorriso de canto.

Inclinei-me sobre a mesa para limpar, com o coração disparado.

O perfume de Kieran era inebriante, amadeirado com um toque de doçura.

"Por que está usando perfume?", Kieran perguntou, seus olhos se desviando para Ethan.

"Não vejo por que isso importa", murmurei, correndo de volta para a cozinha para pegar outra bebida.

"Você está bem, Sophia?", Tyler perguntou.

"Sim, Tyler. Estou bem", bufei, pegando outra bebida.

Colocando a nova bebida na frente de Kieran, forcei um sorriso. "Vocês estão prontos para fazer o pedido?"

Kieran e Ethan pareciam bravos, e a risada estridente de Jessy ecoou pelo salão de jantar.

Eles me insultaram, mas continuei sorrindo em meio a tudo isso.

Por fim, eles se levantaram para ir embora, então peguei a conta e fui bater o ponto.

Meus olhos se arregalaram quando vi a conta — era de quase setenta dólares, e eles me deixaram uma gorjeta de sessenta.

A mensagem no final do recibo me deu um frio na barriga e náuseas: "Até logo, gatinha. E&K"

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