Capa do romance Meus companheiros.

Meus companheiros.

8.3 / 10.0
Em Meus companheiros, Aurora é uma ômega que não reconhece seus dois alfas lúpus devido a efeitos colaterais de remédios. Nesta werewolf romance novel de fantasy, ela deve enfrentar as limitações de sua loba para aceitar seu destino. Leia esta web novel e descubra o poder do cio.
Resumo de Meus companheiros.
Aurora, uma ômega tímida, jamais esperava encontrar seu par. O destino, porém, reservou-lhe dois alfas lúpus. Devido a remédios impostos pela mãe por seis anos, Aurora perdeu a conexão com sua loba, que vive exausta e incapaz de se transformar. Esse efeito colateral impede que ela reconheça seus companheiros de imediato, embora eles saibam a verdade. A revelação sobre o elo que os une só acontece após enfrentarem um intenso período de cio juntos.
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Meus companheiros. Capítulo 1

Aurora Evans.

Nunca imaginei que iria sofrer tanto no meu primeiro cio. Tenho dezoito anos e meu cio tem sido atrasado por um longo tempo por causa da minha mãe. Ela é uma mulher muito protetora comigo e também é louca, isso eu confesso. Me forçou a tomar remédios para evitar o meu cio desde quando eu tinha doze anos, a desculpa dela é que eu não deveria passar esse período sofrendo de dor sozinha. — Mas isso é normal, todo mundo já passou por isso.

Mas infelizmente a minha dor seria muito forte por causa que eu sou uma ômega lúpus. Nosso cio é bastante intenso e bem pior do que um cio de um ômega normal. — Se o meu período tivesse vindo normalmente, eu não estaria sofrendo as consequências agora. Porque o médico disse que os medicamentos que eu estava tomando, ele estava dando efeitos colaterais no meu corpo, não só me afetando, como também a minha loba.

Ela tem dormido muito por causa dos remédios, e eu tenho vomitado bastante. A cor da minha pele é morena, mas por causa dos remédios, eu fiquei bastante pálida. Meus cabelos castanhos claros começaram a cair, perdi muito dos meus cabelos por causa dos efeitos dos remédios. — Antigamente o meu corpo tinha mais curvas e mais carnes, mas de tanto eu colocar tudo para fora, fiquei bastante magra que chegou a ver o osso da minha clavícula.

E o remédio causou mais um efeito no meu corpo, o pior efeito do mundo. Ele começou a me impedir de me transformar em lobo. Tentei várias vezes e não consigo, sinto dores muito fortes de cabeça, o médico disse que não sabe por quanto tempo irei ficar assim. Eu culpo a minha mãe por isso, ela tirou isso de mim por causa da sua proteção. — Antes eu corria livremente na minha linda forma de lobo, mas agora nem isso eu posso.

Mal consigo ouvi a voz da minha loba, por culpa desse maldito remédio. Eu odeio minha mãe por causa disso, ela me tirou algo especial, tirou minha forma de lobo. — Mas infelizmente eu não posso fazer nada, eu moro na casa dela e dependo dos meus pais.

Ainda nem encontrei o meu companheiro. E nem sei onde ele está, só queria tê-lo em meus braços, ter o nosso alfa nos protegendo e cuidando de nós. É tudo o que eu mais desejo.

****

07:30 — Escola — EUA — Nova York.

Quarta-Feira.

Observo o prédio na minha frente, nem estou com vontade de estudar hoje. Fico parada só vendo as pessoas entrando na escola.

Porque eu tenho que vim para escola? Sempre é a mesma coisa, não tem nada de diferente. Só fico pensando vinte e quatro horas no meu cio, esse vai ser o meu primeiro período e eu estou com muito medo. Vai ser tão intenso que acredito que irei pedir para morrer, eu sou virgem, nem brinquedos eu posso usar para tentar me satisfazer. Eu estou com muito medo.

— Aurora!! — Olhei para frente e vejo a minha melhor amiga acenando para mim.

Laura é uma beta de dezoito anos, tem a pele branca, a cor dos seus cabelos são avermelhados, e o que se destaca mais ainda é a cor dos seus belos olhos castanhos claros.

Ela é um pouco maior do que eu, enquanto eu tenho um metro e sessenta, ela tem um metro e sessenta e sete.

— Bom dia, Laura. — A cumprimentei com um beijo na bochecha como sempre.

— Bom dia, Aurora. Como você está, amiga? — Suspirei com a sua pergunta. — O que foi? Que carinha de tristeza é essa?

— Eu estou muito preocupada com o meu cio chegando, amiga. Nem sei quando vai chegar, pode chegar hoje ou amanhã. Ser pega de surpresa está me dando muita ansiedade. E para piorar, o médico disse que vai doer muito.

Ela suspirou e entrelaçou os nossos braços.

— Eu sinto muito pelo o que você está passando, amiga. — Ela negou com a cabeça. — Tudo isso por culpa da sua mãe que lhe impediu de ter o seu primeiro cio. É engraçado que não vai ser ela que irá sofrer e sim você. Tudo isso é culpa dela. — Falou ela toda irritada.

Eu não culpo a Laura por isso, porque eu também culpo a minha mãe pelo o que eu estou passando. Até o médico disse que ela não deveria ter feito isso, e o que ela fez, poderia ser considerado um crime. Impedir o primeiro cio é uma coisa, mas impedir durante seis anos já é algo preocupante.

— Sim, eu também culpo ela, Laura. Mas na cabeça dela, o que ela fez foi para a minha proteção. — Ela bufou ao meu lado.

— Proteção um caralho! Ela sabia o que estava fazendo. Você é uma ômega lúpus, e ômegas lúpus são mais sensíveis do que um ômega normal. Ela estava ciente que impedindo você de ter o seu cio, iria te fazer sofrer bastante. E olha o que aconteceu, por causa dos remédios você não pode mais se transformar na sua forma de lobo.

Suspirei cansada com tudo isso.

— Vamos só tentar esquecer isso por um momento, por favor. Eu não estou com cabeça para isso. — Agora foi a vez dela de suspirar.

— Muito bem. Só porque você me pediu. — Sorri de leve.

— Obrigada.

Eu e a Laura nos conhecemos desde quando éramos crianças, estudávamos no mesmo jardim de infância e ela sempre foi muito gentil comigo por eu ser uma ômega lúpus. Muitos faziam bullying comigo por eu ser uma lúpus. Diziam que eu era frescurenta demais, até que um dia, um garoto alfa usou sua voz comigo. Meus ouvidos são bastante sensíveis e logo começaram a sangrar, a Laura me socorreu para a enfermaria, mas não adiantou, eu tive que ir para o hospital. Depois daquele dia eu nunca mais fui para a escola, mas a Laura sempre me visitou e nossa amizade se fortaleceu.  

— Enfim, você soube que entraram dois lindos novatos? — Perguntou enquanto andávamos pelo corredor. 

— Não. Eu não sabia disso. — A respondi sem me importar com isso.

Sempre entram novatos, então não é nenhuma surpresa.

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Meus companheiros. de Conteúdos

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