Capa do romance Meu Passado de Presente

Meu Passado de Presente

9.1 / 10.0
Em Meu Passado de Presente, Isabella vive isolada em sua cafeteria no Rio até conhecer Ricardo Stefan, um homem que alega ter vindo de outro século para encontrá-la. Descubra este romance com elementos de fantasy novel e entenda se ela superará traumas lendo este web novel online.
Resumo de Meu Passado de Presente
Isabella vive de forma isolada no Rio de Janeiro, dedicando-se à sua avó e à cafeteria que gerencia. Sua rotina monótona é interrompida por uma notícia impactante e pela chegada do misterioso Ricardo Stefan. Ele afirma ter viajado séculos, vindo do passado especificamente para buscá-la. Diante dessa revelação fantástica, ela precisa decidir se confiará no desconhecido para superar traumas antigos e viver um amor que desafia as barreiras do tempo.
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Meu Passado de Presente Capítulo 1

Por Isabella Melo

Depois de um dia cansativo na minha boutique, avisei a Marcio que estava indo para o hospital ver minha avó e ele disse que segurava as pontas e me pediu para dar um beijo na minha avó, agradeci a ele pela a ajuda e fui para o hospital onde minha avózinha está internada, durante o trajeto por que não sei comecei a lembrar de um livro da Carina Rissi que amo muito. 

Cheguei ao hospital, fantasiando novamente sobre viagens no tempo e imaginei como seria fazer uma viagem dessas. Resolvi deixar essas coisas de lado e entrei no hospital Vanessa, assim que me avista, me cumprimenta e, como sou presença assídua no hospital, ela já deixa o meu crachá preparado.

    - Dona Hilda estava contando para as enfermeiras que finalmente a netinha dela a visitará hoje.

    - Nossa! Ela fala como se eu não estivesse aqui todos os dias.

    Vanessa ri, e eu sigo o meu caminho para o quarto 509, e lá está a minha avó, que se tornou meu tudo. Dói ver aquela mulher ativa nesse estado. Aproximo-me da cama e pego sua mão, e ela continua de olhos fechados. Maldito câncer.

    Após um breve conversa em espanhol com minha avó, ela sorriu mesmo estando bem debilitada devido a sua doença, levei uma nova criação da minha boutique para ela experimentar e minha avó ficou muito feliz por isso.

    - Ah, minha filha, eu...

    Minha avó interrompeu o que estava falando e começou a tossir sem parar. Peguei uma espécie de bacia e fiz carinho em suas costas até que ela vomitou. Assim que ela terminou, peguei a toalha, mergulhei na água e passei por sua boca e rosto. Olhei para o conteúdo da bacia e vi placas de sangue. Respirei fundo, porque eu sabia que isso significava que o câncer estava mais avançado. Evitei chorar em sua frente. Voltei ao banheiro, joguei água no meu próprio rosto e me obriguei a sorrir. Minha avó ficaria muito triste se me visse chorando e derrotada.

    - Minha filha, eu estou nas últimas e não a quero deixar sozinha. - Ela diz após mais um excesso de tosse.

    - A senhora não está morrendo. Eu sei que irá sair dessa.

    - Não se engane, meu amor. Eu sinto que a minha vida está por um fio. Não sei quanto tempo ainda me resta, mas gostaria de ver um sorriso verdadeiro de felicidade em seu rosto antes que eu vá.

    - Eu vou ficar feliz se a senhora estiver bem. Agora pare de falar e descanse um pouco.

    - Você precisa encontrar alguém que a faça feliz.

    - Vó, no estado em que meu espírito se encontra, só amarei novamente se um Ian Clarke aparecer em minha frente. E como sabemos que isso é mera ficção, então estou bem do jeito que estou.

    -  Minha filha, as palavras têm poder.

    - Ah! Sim, Vó.  Eu desejei, agora vai aparecer um cara igual a um de meus personagens favoritos. - Não quis rir, mas acabei gargalhando e, em troca, recebendo um olhar reprovador da minha avó.

     - Tudo que te aconteceu te deixou tão cética. - Ela passa as mãos trêmulas por meu rosto.

    Minha vozinha estava com um semblante triste, então resolvi parar de fazer minhas famosas piadas. Preciso controlar o meu humor negro na presença dela.

    - Eu não sou cética. Sou realista e pé no chão. Descanse, abuelita. À noite voltarei para dormir com a senhora.

    - Meu bem, essa noite quero ficar sozinha, se não se importar. - Ela diz enquanto se ajeita na cama.

    - Por que a senhora não me quer por perto?

    - Eu quero que descanse na sua cama, filha, e não em uma cadeira dura de hospital.

    - Então, já que não me quer aqui à noite, irei ficar ao seu lado até que durma.

    Dei um beijo em sua testa e fiquei até que ela pegasse no sono. Assim que percebo que ela realmente dormiu, dou-lhe um beijo na testa, fazendo uma oração silenciosa para que ela se recupere. Termino minha oração, dou mais um beijo nela e saio de seu quarto à procura do doutor. Preciso saber dele se conseguiu algum novo método ou medicamento para a condição de vovó, mas a notícia que recebi deixou-me sem chão e com muita falta de ar. Saí do hospital a passadas largas, ignorei até os gritos de Vanessa quando passei pela recepção, entrei em meu carro e dirigi sem rumo. Acabei parando em uma praça - nem sei como cheguei lá -, estacionei o carro, saí e sentei em um dos bancos, sem me importar com as pessoas que me olhavam por conta das lágrimas. Abaixei minha cabeça e comecei a repassar toda a conversa com o doutor Luiz.

    - Boa tarde! Doutor Luiz, gostaria que o senhor me atualizasse sobre o estado de saúde da minha avó.

    - O estado da senhora Hilda é grave, Isabella. Não te darei falsas esperanças. Sua avó tem no máximo uma semana de vida.

    - Como assim, doutor? E o tratamento? Não há nada que possamos fazer?

    - Não está funcionando. Já tentamos outros medicamentos e métodos, mas infelizmente o câncer já tomou 97% do pulmão. É um milagre que sua avó ainda esteja viva.

     - Não há milagre nenhum em minha vida. Nada nunca dura, nada nunca dá certo para mim. Obrigada por tudo que o senhor fez pela minha avó. - Viro-me e deixo as lágrimas rolarem livremente. Não me importo com nada e nem com ninguém.

    - Isabella! - O doutor grita. Parei de andar e me virei para olhá-lo.

     - Se tivesse qualquer outro tratamento ou qualquer outra coisa que eu pudesse fazer, eu o faria.

    Dou-lhe um sorriso fraco e cá estou na praça. As lágrimas grossas e pesadas rolam livremente por meu rosto. Respiro fundo, vou até o carro e pego um de meus livros favoritos. Retorno para o banco e começo a ler, a fim de viajar na história de Ian e Sofia, na tentativa de esquecer um pouco da minha dor.

    Ouço um burburinho ao longe e me concentro ainda mais na história do livro que estou lendo. Não demora muito o burburinho se intensifica. Muito a contragosto, retiro os olhos da minha leitura e começo a olhar a cena inusitada. Um cara com roupas de época está discutindo com os policiais que o detinham. "É apenas um maluco" pensei comigo mesma. O homem vira, nossos olhos se encontram, e fica impossível desviar o olhar. De repente eu tinha a sensação de já ter visto aquele par de olhos verdes esmeralda em algum lugar. Ele me encara incrédulo, e o jeito que ele olha me incomoda de alguma forma. Lágrimas começam a escorrer por seu rosto; ele se solta dos policiais e rapidamente corre e se joga aos meus pés.

    - Oh, céus! É verdade, você está... você está viva. -  O homem estranho começa a chorar e abraça minhas pernas.

    Olho para o cara e tenho vontade de rir. É lastimável que apesar de muito bonito seja louco.

    - Até onde eu saiba estou viva sim, mas, como você achou que estivesse morta, creio que está me confundindo com outra pessoa. - Digo ao homem enquanto tento - sem sucesso - me soltar.

    - Nunca poderia esquecer seus olhos cor de mel, e esta pele que tanto admiro.

    - Olha, moço, você está me assustando. - Vejo os policiais vindo em nossa direção e agradeço aos céus por isso. Cara maluco.

    - Você se lembrará de mim, minha doce e única Isabella. - Quando o homem diz meu nome, algo se acendeu em meu coração.

    -  Como você sabe meu nome? - Meu coração se acelera, e o que ele diz logo a seguir me pega desprevenida.

    - Nunca esqueceria o nome de minha amada esposa.

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Meu Passado de Presente de Conteúdos

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