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Capa do romance Meu Monstro Protetor

Meu Monstro Protetor

Testemunha de um crime, Lottie vê sua vida ruir e acaba sob a guarda de John, um homem sombrio que a culpa pelo caos. A tensão inicial entre eles dá lugar a um desejo latente enquanto enfrentam perigos mortais. Tudo muda quando ela revela estar grávida do sobrinho de John, um homem perigoso e de vida dupla. Agora, para proteger o bebê e sobreviver a segredos do passado, o recluso John deve aceitar esse laço familiar e lutar por um futuro ao lado de Lottie.
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Capítulo 2

Meu coração martelava em meu peito, o suor se acumulava em meu rosto e tinha certeza que estava prestes a ter uma parada cardiorespiratória.

Eles andam na minha direção, decididos, determinados. E algo em suas expressões, me deu a impressão de que não queriam conversar.

- Saiam do meu bar - Ouço uma voz máscula, um pouco rouca e rude soar não muito longe de mim, atraindo meu olhar.

Ambos param e olham para o homem de cabelos grisalhos atrás do balcão, com o semblante séria.

- Não se mete, vovô, não é com você - diz o homem da esquerda, voltando a atenção para mim.

Dou um passo para trás, quando voltam a andar na minha direção, porém meu corpo treme levemente quando um disparo ecoa pelo ambiente e as vozes restantes cessam de uma vez.

- Mandei sair da porra do meu bar - diz o homem atrás do balcão, recarregando uma espingarda, enquanto saia do local onde estava.

Um dos homens havia sido atingido no pé e antes mesmo que o outro conseguisse atirar, é atingido no braço e a espingarda carregada novamente, com toda calma do mundo.

- Velho desgraçado! - O homem no chão grita, segurando o tornozelo.

- Se colocar meu dedo no gatilho, vou atirar nas suas bolas - ameaça, nem um pouco preocupado.

O homem olha para a arma não muito distante dele e no instante seguinte, se joga no chão tentando pegá-la. Entretanto, a arma é chutada para longe por um dos ocupantes da mesa ao lado.

- É melhor sair daqui - Ele respira entre dentes, antes de levantar com dificuldade.

- Ainda não acabou - diz o homem baleado no braço, pouco antes de sair do bar com o amigo.

Olho atentamente para o homem na minha frente com uma espingarda, enquanto suspira e olha para os clientes em silêncio.

- Uma rodada por minha conta - diz sem emoção na voz, voltando em seguida para trás do balcão.

Sentindo alguns pares de olhos em mim, me vejo na obrigação de ir até o balcão e agradecer pelo o que acabara de fazer por mim.

- Oi - digo colocando um sorriso no rosto.

Ele continua servindo as pessoas, a medida que chegam para pegar suas bebidas de graça.

- Por que está aqui ainda? - Ergo as sobrancelhas surpresa.

-... queria agradecer pelo o que fez - murmuro pausadamente.

- Não arrisquei minha vida por você - Ele continua servindo as bebidas, como se eu não estivesse ali.

- Ah. Entendi - digo sem jeito, evitando de olhar para qualquer um ali, fingindo procurar meu celular, apesar de já o ter sentindo dentro da bolsa.

- E se ouve conselhos, deveria ir embora da cidade. Aqueles homens não pareciam estar brincando em relação a ameaça - Ele me olha por uma fração de segundo, antes de encher outra caneca com cerveja.

- Foi tudo um engano - digo sorrindo, minha voz se tornando trêmula por um momento - Devem ter me confundido com algo. Will já deve ter explicado - Sorrio, pegando meu celular, percebendo só então que 5% de bateria não me ajudaria a me comunicar com ninguém, principalmente com Will. - Ergo o olhar, percebendo que o olhar penetrante dele estava fixo em mim - Algum problema? - pergunto baixo.

- Você está fodida.

- O quê? Não! - Franzo o cenho, balançando a cabeça de um lado para o outro - Só foi um mal entendido.

- Você está redondamente fodida.

Cruzo os braços sob o peito.

- Está óbvio que não sabe o que está falando.

- Está óbvio para mim que não tem ideia de onde se meteu e que provavelmente estará morta até amanhã neste mesmo horário.

O sorriso congela em meu rosto, enquanto m dou conta de que ele estava falando sério e que não era nenhuma brincadeira de mal gosto.

- Vou ligar para a polícia - Penso alto, decidindo que usaria meu 5% de bateria para ligar para a polícia.

- Não acho que vá resolver seu problema.

- Claro que vai - digo pressionando o celular contra a orelha - É a polícia.

- 911. Qual é a emergência?

- Oi! - digo rapidamente - Acabei de ver um homem sendo baleado e... alô? - Olho para o visor apagado do celular frustrada e em seguida para o homem na minha frente que secava uma caneca - Tem um cabo USB?

- Não.

Inclino a cabeça para o lado.

- Posso usar seu celular?

- Não tenho.

- Seu telefone então - sugiro. Ele para e sustenta meu olhar, sem demonstrar nenhuma emoção que estava sentindo.

- É melhor ir embora.

- Mas aqui é um bar e... - Olho para fora, imaginando que deveriam estar me esperando sair e duvidava que conseguisse explicar alguma coisa para eles - realmente tinha que falar com a polícia.

- Então deveria procura alguém que está disposto em entrar em problema por causa de você - Seu tom de voz se torna mais ácido, o que me faz encolher os ombros e acabar optando em fazer o que ele estava gentilmente sugerindo.

- ... obrigada mesmo assim - digo tentando ignorar a queimação em meus olhos e a sensação de que nunca deveria ter entrado ali.

Estava perto da porta, quando um homem segura levemente meu braço.

- Tome cuidado lá fora e não confie em ninguém - diz com voz quase suave, pouco antes de olhar para trás e ver que o dono do bar nos encarava.

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