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Capa do romance Meu melhor amigo (Romance gay)

Meu melhor amigo (Romance gay)

Leonardo e Renato compartilham uma amizade profunda, mas escondem realidades distintas. Enquanto Renato vê a relação como um laço puramente fraternal, Léo luta contra uma paixão secreta que guardou por anos, temendo a rejeição. Ele acredita que o amigo jamais corresponderia ao seu amor, mantendo o segredo sob sete chaves. Contudo, um encontro inesperado em uma boate muda tudo, forçando novas descobertas e transformando o destino dessa conexão para sempre.
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Capítulo 2

LEONARDO

Os dias foram passando, eu lutava todo dia contra meus sentimentos e estava indo muito bem. Nós gravávamos vídeos quase todo dia para o Youtube, para quem acha que ser um influenciador digital é fácil, estar muito enganado.

Eu estava muito feliz perto dos meus amigos, que também são Youtubers, e todo dia era dia de alegria na nossa casa. Eu me divertia bastante com eles.

Neste momento estou no meu quarto tomando banho para ir até a casa da minha namorada, hoje nós estamos fazendo um ano e quatro meses que estamos juntos e quero fazer uma pequena surpresa para ela.

Enquanto ao Renato, eu tenho agido normalmente com ele. Até porque se eu mudasse meu comportamento o moreno iria estranhar, entendem? Quando termino meu banho, visto uma calça jeans cor creme, uma camiseta branca com uma estampa na frente e meus tênis.

Em resumo, me produzo todo para a Nicole. Pego uma mochila com umas peças de roupas, pois vou dormir na casa dela, coloco meu boné na cabeça e saio do quarto. Assim que abro a porta para o corredor Renato vem saindo do seu quarto, que é próximo ao meu, junto comigo.

– Bom dia, nêgo. Tá bonito hein Léo, vai pra onde desse jeito? – Fala com um sorrisão no rosto, meu coração falha uma batida e logo acelera no peito.

"Se controla Leonardo. Se controla."

– Bom dia Reh, vou pra casa da Nicole, nêgo. – Falo sorrindo para ele que me olha malicioso. – Que foi, doido?

– Pelo jeito hoje tem, né? – Pergunta com aquele olhar malicioso que o deixa ainda mais lindo.

– Aaah Renato, vai se catar! – Falo desconfortável, porém com um sorriso brincalhão no rosto. O moreno gargalha e eu o dou as costas seguindo meu caminho até a garagem.

– APROVEITA HEIN LÉO!? – Renato grita quando vou descendo as escadas, nego com a cabeça rindo daquele maluco.

Desço as escadas e vou para cozinha que é onde tem a entrada para a garagem e lá encontro Renan, Eduardo e Thales, três dos outros moradores da casa onde vivemos, só faltou o Diego, mas com certeza deve estar resolvendo algum B.O, coisa de Youtuber.

– Bom dia gente. – Eu os cumprimento, eles estavam tomando café.

– Bom dia Léo. – Fala Eduardo vou até eles para os cumprimentar com um High Five.

– Bom dia Léo, dormiu bem mano? – Fala Renan e também o cumprimento com um toque de mão.

– Bom dia nêgo, onde você vai? – Thales pergunta e, assim como os outros dois, eu também o cumprimento com um High Five.

– Dormi bem, hein Renan, vou lá na Nicole, mano. A gente tá fazendo um ano e quatro meses hoje. E sabe como é, né!? – Falo e eles concordam.

– Você é sortudo, né Léo? Faz tempo que eu não comemoro nada amoroso. – Renan fala fazendo cara de triste, fingida claro. Os meninos e eu rimos demais dele. As vezes tenho dó do meu amigo por ele não conseguir uma namorada. Ele é tão gente boa, trabalhador, super humilde e honesto, mas não se enganem ele não namora porque não quer.

– Não se preocupa que logo você acha uma namorada, nêgo. – Falo para Renan, que rir e assente.

– Se Deus quiser. – Fala juntando as mãos e balança as mesmas na frente do rosto.

– Mas parece que ele não quer não, hein mano. – Eduardo fala e em seguida ri da cara que Renan faz em resposta.

– Maldade, hein Edu. – Falo dando um pescotapa de leve nele.

– O Eduardo é destruidor de sonhos. – Thales fala negando com a cabeça, porém está com um sorriso no rosto.

– Tá bom gente, tenho que ir. Até amanhã. Não chorem por mim, tá!? – Falo os cumprimentando mais uma vez com o famoso High Five.

Todos rimos enquanto eu saio para garagem.

Pego minha Hornet, ligo-a, guio-a até o portão e abro-o logo em seguida. Já do lado de fora vejo Elton e Íris, os pais de Renato, chegando naquele exato momento. Íris está com a janela aberta e me olha.

– Onde você vai Léo? – Ela pergunta de cenho franzido. A Íris, gente, é tipo nossa mãezona aqui da casa, sabe. Também é uma pessoa muito boa e gentil.

– Bom dia, tia Íris. Tô indo na casa da Nicole. – Falo e fecho o capacete.

Ainda escuto Íris falar:

– Toma cuidado!

Falei que ela era tipo uma mãezona, enfim sigo todo o caminho até a casa da minha namorada que não é tão perto da casa onde moro. Eu estava feliz por completar um ano e quatro meses com a Nicole. Passei até em uma loja que vende flores e comprei um buquê de rosas vermelhas para agradar ela, também havia comprado uma caixa de chocolate, mas isso já estava comigo porque havia comprado no dia anterior.

Quando cheguei ao meu destino, coloquei a moto na garagem e fui ao encontro de Nicole que me observava da porta de entrada da sua casa. Ah como ela era linda! Me considero um cara de sorte por ter ela como namorada. Sorrio para ela e a mesma retribui.

– Oi amor. – Falo a abraçando apertado e ela retribui com a mesma intensidade.

– Oi meu lindo. – Fala com carinho e isso faz meu coração bater mais forte. Estão vendo porque tenho que aniquilar meus sentimentos por Renato? Minha namorada me ama e eu a amo. Não posso abrir mão de algo que eu sei que vai dar certo, por algo que eu nem sei ao certo quando começou.

– Como você está, bebê? – Pergunto a olhando nos olhos e beijo seus lábios delicadamente, mas sinto uma relutância da parte dela o que me faz franzi o cenho.

– Estou bem e você? – Pergunta com um sorriso forçado.

" Mas o que está acontecendo? "

Penso comigo mesmo, pois sei que esse comportamento de Nicole não é normal. A forma como ela me olha e o jeito que seu corpo está tenso indica que algo está acontecendo.

– Estou ótimo amor e olha o que eu trouxe para você. – Falo pegando o buquê de flores da mochila, sim eu coloquei na mochila porque não havia outro lugar para colocar e peguei também os chocolates. Entreguei para ela que me olhou com os olhos cheios de lágrimas. – O que foi amor? – Pergunto de cenho franzido e a confusão estampada no meu rosto.

– Léo, precisamos conversar. – Ela fala de forma séria ainda com os olhos cheios de lágrimas, sinto um aperto no peito quando ela fala tais palavras.

– O que aconteceu? – Pergunto em um meio sussurro e Nicole engole em seco.

– Vamos entrar. – Ela fala sendo a primeira a passar pela porta, a sigo com uma apreensão. Sabe quando você sente que algo está errado? Assim eu estava naquele momento.

– O que foi Nicole? – Pergunto preocupado.

– Senta Léo, por favor. – Fala indicando o sofá e assim o faço. Ela senta ao meu lado e deixa as coisas que eu lhe dei ao seu lado. Ela suspira e me olha com pesar.

– Você tá me preocupando. – Falo e a mesma pega nas minhas mãos e meio que as aperta com delicadeza.

– Eu preciso que você seja muito compreensivo, está bem? – Ela pergunta me olhando no fundo dos olhos e eu franzi o cenho. – Diz que vai ser compreensivo. – Completa quando percebe que eu não falei nada e sem opção assenti com a cabeça. Ela suspirou novamente e o aperto nas minhas mãos ficou mais forte – Você sabe que eu te amo e muito. Mas eu preciso falar isso para você, porque se não vou me culpar pro resto da minha vida e eu não quero te enganar. – Fala desviando os olhos dos meus, sinto uma pontada no peito quando ela fala e logo um frio de nervoso me toma. Fico calado para que ela continue. – Você pode me odiar que eu vou entender se não quiser mais olhar na minha cara, tudo bem, eu vou entender. Mas saiba que o que aconteceu foi um momento em que eu estava carente e você não estava aqui. – Completa e logo percebo que justo hoje em que estamos completando um ano e quatro meses juntos ela vai acabar comigo.

Suspiro profundamente.

– Nicole o que você fez? – Pergunto a olhando nos olhos e os vejo se encher de lágrimas novamente, logo ela começa a chorar. Mas eu já estava entendendo o que ela queria me dizer não sou bobo como alguns pensam. – Vai direto ao ponto, por favor. – Falo com a voz firme por fora, mas por dentro minha vontade era de gritar.

– Léo, eu... Eu te traí. – Fala em um sussurro, porém eu entendi e minha única ação foi abaixar a cabeça e soltar minhas mãos das dela.

Aquilo acabou comigo de verdade, justo hoje em que eu tinha planejado levar ela ao cinema, depois para um jantar e, bem, depois voltaríamos para casa e iríamos aproveitar um ao outro. Mas meus planos foram por água abaixo com essa notícia.

Você se sente arrasado, frustrado e com raiva. Naquele momento eu queria gritar com ela e descontar toda essa raiva e frustação que estou sentindo. Mas eu não podia fazer isso, não com ela. Nicole me pediu para ser compreensivo e eu tentaria ser, porém aquilo que tínhamos acabou.

– Eu... Não sei nem o que te falar. – Falo meio perdido.

– Léo, eu...

– Não, não você... – Nego com a cabeça e passo a mão no rosto desacreditado. – Cara, eu quero entender você, mas é difícil. – Completo tirando o boné e coçando a cabeça.

– Léo, me desculpe, por favor. – Fala chorando, eu podia até desculpa-la, mas perdoar é muito diferente de esquecer.

-Está cedo demais para isso. Nicole... Eu preciso ir embora. – Falo me levantando rapidamente e indo até a porta, mas antes de sair da sala me viro para a mesma que estava chorando no sofá. – Sinto muito, para mim não dá mais. – Falo e viro-me para ir embora.

Sabe quando você só quer um lugar somente para você ficar e pensar? Era o que eu precisava naquele momento e eu sabia muito bem para onde ir. Se eu fosse para a casa os meninos iriam me fazer perguntas as quais eu não queria responder. O que me restava era ir para casa da minha mãe e ficar lá alguns dias para me estabilizar novamente.

Meus pais são meu refúgio e eu só preciso deles agora. E assim rumo para casa da minha mãe com o coração, não quebrado, mas decepcionado e era assim que eu me sentia. E sei que meus pais também entenderiam e iriam me compreender. Não que os meninos não fossem, mas não queria eles me fazendo perguntas sobre o porquê eu ter voltado para casa se disse que voltaria somente no outro dia.

E além disso, precisava de um tempo só para mim e na casa da minha mãe eu teria esse tempo.

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