
Meu médico sedutor.
Capítulo 2
Faço mais algumas perguntas até completar o seu prontuário.
– Sara o certo seria você fazer um ultrassom transvaginal, mas como você está com as semanas já avançadas, vamos fazer um abdominal e deixar pra fazer o transvaginal no segundo trimestre. – falo pegando um robe com a logo da clínica. – Também vou colher o seu papanicolau. Assim matamos dois coelhos numa cajadada só. Você pode trocar de roupa ali. Lá dentro tem um Puff, onde você pode colocar suas roupas. – falo apontando para a cabine. Ela sai e vou até a sala onde fica a mesa de exames que é conjugada com a sala de consulta.
Demorei pra caramba conseguir chegar onde cheguei. Hoje tenho minha própria clínica, que é muito bem estruturada e faço plantões no hospital público, sim não consigo largar os plantões.
Apesar da minha clínica ser particular e eu ter um acordo com os convênios, também atendo os mais necessitados na minha clínica, tudo de graça. Claro que é sempre muito bem organizado, distribuição de senhas. Faço isso não pra dizer que sou diferente ou melhor, mas pra ajudar essas mulheres de rua que infelizmente não tem condições de ter um pré natal, nem pelo SUS por não ter um endereço fixo.
Saio dos meus pensamentos, ligando o ultrassom. E só ai percebo que Sara tá demorando demais. Vou até lá e bato na porta.
– Sara tudo bem? – a cabine tá no completo silêncio. – Sara? – chamo mais uma vez até ouvir ela destrancar a porta dou um passo pra trás. Seus olhos estão vermelhos como se tivesse chorado.
– Oi... Hã... Está tudo bem doutor. – fala mas não acho que seja verdade. Contudo não me intrometo.
– Tá certo então, vamos é por aqui – Aponto o caminho pra ela, que vai cabisbaixa. Não sou de me intrometer na vida alheia, mas sei lá algo nela me chama a atenção, só não sei o que é. Quando chegamos a sala e ela olha a cadeira, paralisa no lugar com certeza se assustando.
– Meu Deus você vai ver minha preciosa? – pergunta travada no lugar.
– Ah menos que inventem outro jeito de fazer papanicolau, sim eu vou ver sua preciosa. – falo achando graça. Cada nome que dão pra vulva.
– Droga! Eu não me depilei, devo estar parecendo um matagal aqui em baixo. – fala nervosa. – Vai ser a pior preciosa que verá na vida. – lamenta.
– Sara eu realmente não me importo com seus pelos. Somente com a sua saúde, já vi mais preciosas do que gente. Te garanto. – falo mas ela parece que empacou no lugar.
– Sara prometo que ela não vai te morder. – falo me referindo a cadeira, já que ela ainda olha assustada para o objeto, seguro o riso passando por ela – Vem – estendo minha mão pra ela ajudando a sentar. Explico a posição correta que deve ficar.
– É constrangedor, porque temos que passar por isso? – ela resmunga mais para ela, o que acaba arrancando uma risada minha.
– Já ouvi muito isso, com o tempo você se acostuma, até porque é importante fazer esse exame todo ano. – falo colocando as luvas. Ela olha para mim, alisando uma mecha do cabelo.
– Você vai colocar esses dedos compridos em mim? – pergunta surpresa dou uma risada, essa garota já arrancou mais risadas minhas do que qualquer outra pessoa.
– Não eu não vou fazer um exame de toque em você. Há menos que esteja com dor, você tá? – ela nega, soltando um ufa.
– Então como é esse exame? – pergunta enquanto eu sento aos pés dela.
– O exame é simples, não é pra doer. Vou introduzir esse espéculo na sua vagina. Vou passar essa escovinha e esse palitinho no seu colo, simples assim. – Explico, mostrando os instrumentos pra ela.
– Certeza que não dói? O pinto do cara era mais fino que isso e doeu até minha alma. – Essa garota é sem filtro. Ela parece se dar conta do que disse e põe a mão na boca – Me desculpa doutor – Dou um sorriso dizendo que não tem problema.
– Não dói, é só estar relaxada – falo. Quando eu coloco o espéculo sinto o corpo dela retesar – Calma, respira que já vai passar – tranquilizo.
Colho seu exame, liberando ela para abaixar as pernas.
– Viu não foi tão ruim – digo entregando as amostras para minha assistente.
– É claro que você fala isso não é na tua buceta que estão mexendo. – arqueio minhas sobrancelhas diante da sua fala. Realmente ela não tem o filtro das palavras. – Nossa como eu fui grossa me desculpa.
– Sem problemas são esses hormônios, que te levam do 8 ao 80 em segundos. – digo me levantando e indo ao seu lado – Chegou o melhor momento vamos ver esse bebezinho. Licença – abro seu robe. E a pequena barriga aponta, deixando claro que tem um pequeno serzinho morando ali. Derramo gel em sua barriga e pego o transdutor espalhando e olho para o monitor.
– Esse é seu bebê – mostro pra ela as primeiras imagens. O feto está numa posição que favorece a visão do seu órgão genital. – Já sei qual o sexo, você quer saber? – pergunto.
– Mas já? – pergunta surpresa.
– Pelo ultrassom você está com 18 semanas + 4 dias. E as genitálias se formam por volta das 14 semanas. Então tenho 90% de certeza do sexo. Mas posso confirmar na próxima consulta.
– Sim eu quero saber o sexo. – ela fala alegre. Movo a seta até o órgão genital.
– É uma menina, aqui é a vulva dela – aponto marcando menina no ultrassom. Movo mais um pouco o transdutor – E esse é o coração da sua princesinha – coloco o som, e os batimentos aparecem rápidos e fortes.
– Que lindo, sabia que eu tinha feito a escolha certa. – fala, não sei do que ela está falando então permaneço em silêncio. Movo mais um pouco pra ver a placenta e o líquido amniótico. Vejo outros órgãos como as trompas e os ovários. Finalizando o ultrassom.
– Acabamos – digo e limpo o gel da sua barriga, tiro as luvas, jogando na lixeira, lavo minhas mãos e passo álcool em gel. Imprimo uma imagem e dou a ela.
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