
Meu médico sedutor.
Capítulo 3
– Sara, vou pedir uma bateria de exames, exames de sangue, urina, fezes. – digo prescrevendo os encaminhamentos e também receito algumas vitaminas. Faço sua carteirinha de pré natal. – Essa é sua carteirinha, qualquer lugar que for você levará ela. Aqui conterá todos seus exames, seu peso, e toda evolução da gestação. – explico.
– Está bem doutor mas e a minha menininha como está? – pergunta olhando o ultrassom de perfil do feto.
– Ela está bem, se desenvolvendo como o esperado, está pesando 300 gramas mais ou menos, e medindo cerca de 15 cm. A placenta tá no lugar certo com a maturidade que é esperado. Seu líquido também está com a quantidade adequada. Alguma dúvida?
– Não, só isso – fala olhando admirada ainda o ultrassom.
– Então te vejo mês que vem. Não falte. – entrego as receitas e os encaminhamentos a ela.
– Obrigada Doutor e mais uma vez me desculpa se eu ofendi o senhor, as vezes eu falo sem pensar. – estende a mão pra mim.
– Sem problemas de verdade Sara – devolvo o aperto de mão. E acompanho ela até a porta. Abro a porta e vejo ela sair. Tem alguma coisa com essa garota, mas o que será?
Me recomponho e volto pra minha mesa, ainda tem outras pacientes me esperando.
Assim que abro a porta de casa Letícia minha irmã está sentada na sala com um monte de esmaltes espalhadas no sofá, ela está cutucando a unha, está usando uma touca esquisita na cabeça, e um treco preto na cara enquanto passa algo na televisão.
– Cruzes garoto, você tá com uma péssima cara. – minha irmã me zoa.
– Já se olhou no espelho? Sério Lelê que treco é esse no rosto? – pergunto me sentando ao seu lado.
– É máscara para tirar cravos, idiota. Só estou ficando mais bonita do que já sou – joga o cabelo pra trás drasticamente fazendo os fios acertarem meu rosto.
– Se você diz. Vou tomar um banho e cair na cama. Tô cheio de sono. – falo dando um beijo na sua testa.
– Tá vai lá. – diz voltando cutucar a unha, quando vou subir a escada, ouço ela me chamar. – Ah! Quase esqueci nosso querido irmãozinho vulgo Jorge. Disse pra você ficar esperto porque acha que o nosso sobrinho quer nascer. As contrações da Aline estão ficando menos espaçadas. – Letícia fala voltando a olhar a tv. Começo a subir as escadas e rezar pro meu sobrinho nascer depois que eu dormir pelo menos 5 horinhas. Entro no quarto e já vou logo tirando a roupa para tomar banho.
Espero que Sara faça todos os exames e tome as vitaminas. Ela parece ser meio desligada, se bem que ela ficou emocionada com a filha, talvez isso desperta um lado protetor e cuidadoso.
Saio do banho, me seco, coloco uma cueca qualquer que achei na gaveta e caio na cama.
[...]
Acordo com a Letícia me sacudindo.
– Vitor, Vi – me chama
– Hum – resmungo ainda de olho fechado.
– Jorge está tentando te ligar, a Aline está sentindo muita dor. Ele está desesperado porque não sabe o que fazer. – abro meu olho, merda! devo ter dormido pesado pra não ouvir meu celular.
– Tá, avisa ele que já vou lá pra casa dele. – falo me sentando. Ela sai do quarto e eu vou pegar uma roupa pra vestir. Olho meu celular cacete 5 ligações perdidas do meu irmão. Tô ferrado.
[...]
Paro o carro na garagem do meu irmão. E posso ouvir os gemidos da Aline daqui. Saio do carro acionando o alarme.
Abro a porta da casa dele. Minha cunhada escolheu um parto domiciliar na banheira.
– Vitor graças a Deus, eu só não te soco porque a Aline precisa de você. – fala me abraçando.
– Viu quis ser advogado. – falo rindo, e levo um tapa na cabeça.
Sigo ele até o quarto, onde a Aline está agachada apoiando as mãos na cama.
– As contrações como estão? – pergunto lavando as mãos.
– De cinco em cinco minutos com duração de 50 segundos – meu irmão fala, observando eu colocar as luvas.
– Oi Aline. Como você está? – pergunto enquanto pego o sonar fetal.
– Tirando o fato de que parece que meu corpo vai se rasgar no meio tô bem.
– Jorge ajuda ela a se levantar preciso checar os batimentos do Murilo. – meu irmão vem mais rápido que foguete ajudando a Aline subir na cama. Aline está usando um top preto e já está da cintura pra baixo nua. Derramo gel na barriga. E coloco o sonar em cima procurando os batimentos do bebê.
– Oi Murilo, os papais estão te esperando. – Aline fala assim que ouve o coração do filho e como resposta Murilo se mexe.
– Perfeito Aline, nosso meninão tá esperto. Vou checar sua dilatação. Da licença – Olho pro Jorge, que está atrás da mulher segurando sua mão.– 5 pra 6. – falo – Se quiserem chamar a equipe, Murilo vem nos conhecer hoje no mais tardar amanhã. – falo retirando as luvas. Não sei quem chora mais se é o meu irmão ou a minha cunhada. Meu irmão pega o celular e liga pra equipe que ele contratou para esse momento tão esperado.
– Vamos pra bola? Ajudar esse menino descer mais – Pergunto pra Aline e ajudo ela a se levantar. Cada passo é um gemido, ela senta na bola. Fico atrás dela fazendo massagem nas suas costas pra aliviar a dor.
– Obrigada Vitor, por ter acompanhado minha gravidez. Vocês foram as melhores coisas que aconteceu na minha vida. A melhor família pro meu Murilo nascer. – Aline agradece entre um gemido e outro, ela rebola na bola de Pilates, Jorge chega e coloca a playlist que eles prepararam pra esse momento, e apaga as luzes acendendo as velas. Saio pro meu irmão assumir minha posição.
E deixo eles terem o momento que é só deles, estou encostado no batente da porta olhando pros dois, quando minha irmã chega. E encosta do outro lado.
– É lindo né. – Letícia comenta olhando a cena.
– Demais, o amor é lindo, espero um dia encontrar alguém assim. – falo ainda encantado com a cena. Quando eu achei que tivesse conhecido minha cara metade. Ganhei um par de chifres.
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