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Capa do romance Meu Irmão Postiço

Meu Irmão Postiço

Camilla Martins é uma jovem traumatizada que tenta sobreviver ao ensino médio sendo invisível. Inteligente e reservada, ela lida com perdas profundas enquanto enfrenta a hostilidade escolar. Sua rotina muda drasticamente quando a mãe inicia um novo relacionamento, trazendo para sua casa Nicolas Gomes. O rapaz de dezenove anos é um playboy arrogante e popular que ela conhece desde a infância. Agora, opostos em tudo, os dois são forçados a conviver sob o mesmo teto.
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Capítulo 2

Camilla Martins

Nos episódios anteriores podemos ver que eu respondi a vaca, e ela deu piti. E lá vamos nós acabar com meu momento da esquisita que passa despercebida.

Bem a nossa frente com toda sua arrogância e falsidade estava Bruna, infelizmente uma vaca hoje em dia.

- OLHA AQUI BRUNA JÁ NÃO BASTA EU TER QUE TE ATURAR EM CASA, VOU TER QUE TE ATURAR NA ESCOLA TAMBÉM E AINDA POR CIMA INTERFERINDO NAS MINHAS AMIZADES? A FAÇA-ME UM FAVOR. AGORA SOME DAQUI ANTES QUE EU ARRASTE SUA CARA NO ASFALTO. — Então ele é irmão da Bruna, do primeiro casamento da tia Luana.

— Além de GAY, não sabe escolher amizades. Tenho vergonha de te chamar de irmão. — Isso doeu em mim, essa não é nem de longe a pessoa que eu conheci.

— Eu vou ser bem direta e delicada, VOCÊ NÃO É OBRIGADA A NADA SUA PUTA DE ESQUINA, sem escrúpulos NEM AO MENOS ME CHAMAR DE IRMÃO agora com todo respeito, VAI TOMAR NO CÚ. E esqueça por um tempo que eu existo. — E então ela saiu com o rabinho entre as pernas e envergonhada por ele ter gritado com toda sala ouvindo, eu ri muito junto com o Luan.

— Você A.R.R.A.S.O.U, com todas as letras.  — Ele deu um meio sorriso.

— Sinto falta quando éramos crianças, Bruna era um amor de pessoa, doce, amigável, gentil e uma ótima irmã, mas depois eu fui morar com meu pai no Canadá, ela se tornou essa perua. E ela se recusa a me contar o que aconteceu. — Eu arregalei os olhos.

💭Ele sentia falta da mesma Bruna que eu.

— Bom dia pessoal, desculpe o atraso. Abram o livro na página 43... — Luan sorriu pra mim e virou-se para frente.

E lá se foram mais dois períodos chatos de Geografia. Não é porque sou nerd que não odeio nenhuma matéria!

💭Essa matéria é geografia.

Isso mesmo

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"Triiinnnnn"

O sinal indicou o fim da última aula e eu fiquei extremamente feliz. Enfim casa. Falei com o Luan e ele concordou em ir lá para casa, pelo menos eu não fico sozinha, já que, se Cláudia não estiver trabalhando estará com Pedro, saímos da escola e fomos direto para meu carro conversando.

Eu só sabia rir com as palhaçadas do Luan, não imaginaria que conseguiria um amigo assim, do nada.

Chegamos em casa, coloquei o carro na garagem e entramos, Cláudia estava na sala brincando com o Pedro como eu previ. Já estava na metade da escada quando ela me chamou.

—Não vai me apresentar seu namorado Camilla?

— Não, ele se assustaria com você. — Dei um meio sorriso, temendo que a reação dela fosse expulsá-lo se soubesse que ele é gay.

— Camilla, quais modos são esses. Desculpe dona Cláudia, meu nome é Luan, e não somos namorados, somos só amigos. Eu sou homossexual. — Ele falou com orgulho e um sorriso, que bom que ele não tem vergonha disso, mas minha mãe não é a melhor pessoa pra que outras pessoas conheçam.

— Entendi. Satisfação Luan. - Ela deu um sorriso e apertou sua mão estendida. — Olha filho, sua irmã trouxe um amigo pra casa. Da oi pra ele. — Eu arregalei os olhos.

— Oi Luan. — Pedro sorriu, como a criança fofa que é. — Oi irmã. — Eu olhei para meu irmão que voltou a brincar, enquanto Luan voltava para o meu lado. Puxei Luan e fomos subindo as escadas para meu quarto.

— Milla, não vai falar comigo? — Me virei e vi Pedrinho fazendo um biquinho de quem ia chorar. Nossa relação é de briga e carinho, mesmo assim amo ele, quando ele está dormindo.

Desci novamente as escadas, peguei ele no colo e o enchi de beijos vendo‐o gargalhar.

— Bom dia mano. — Falei, colocando ele no chão.

— Bom diaaa. — Gritou e voltou para o colo da mãe.

Voltei a subir as escadas com Luan em meu encalço.

— O que aconteceu lá embaixo? — Perguntei sentando na cama, confusa.

— Eu me apresentei pra sua mãe e ela foi educada. — Deu de ombros e sentou ao meu lado.

— Mas não foi essa reação que eu estava esperando. — Pus as mãos na cabeça e os cotovelos nos joelhos.

— Eii amor, o que tem de errado? — Fez uma vozinha fina.

— Minha mãe é uma vaca, mas depois conversamos sobre isso, vou tomar um banho. — Ele assentiu e se jogou na minha cama.

Saí do banheiro depois de uns 18 minutos com um shorts jeans e uma regatinha e o cabelo solto.

— Uau, porque você esconde toda essa beleza? — Sua boca se formou um "O" e eu ri de sua surpresa.

— Para. — Joguei uma almofada nele. Escondi minha vergonha. E o real motivo tosco pra isso tudo.

— Ai perua doeu. Agora deita aqui vamos assistir um filme. — Fui até ele e me aconcheguei em seu peito. Ele deu play no filme. "O massacre da serra elétrica."

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Nicolas Gomes

Quem essa garota pensa que é para me enfrentar? Adoro irritar ela, mas hoje, como raros dias, ela me enfrentou, e pegou pesado, me fazendo ficar com raiva.

Quando saí da escola fui para casa jogar vídeo game com os garotos. Meu pai trabalha muito, mas também é muito presente na minha vida, minha mãe fugiu com outro quando eu tinha 3 anos, nos dois primeiros anos meu pai sofreu muito, ele a amava, mas depois viu que precisava ser forte por mim e pela minha irmã, tenho uma irmã de 19 anos, mas ela está fazendo intercâmbio em outro país. Voltando, cheguei em casa e meu pai estava na sala no notebook fazendo coisas do trabalho.

- Iae filhão. - Ele disse e se direcionou a mim, quando me viu chegar.

-Iae coroa.

-Coroa é teu avó, eu tô novinho ainda. - Os garotos riram ao meu lado.

-Iae tio. - PA diz.

- Fala moleque. - Meu pai às vezes parece um adolescente falando.

-Oii tio. - Foi a vez de Breno.

-Iae Breno. Bom vamos almoçar?

-Com certeza. -Dizemos em uníssono.

Fomos almoçar entre conversas e risos. Meu pai teve que ir pra empresa e nós fomos jogar vídeo game.

-Cara que tal irmos à praia, tem várias gatinhas lá hoje. -Breno diz. Mesmo blá, blá, bla, garotas.

- Boa ideia. - Digo. Somente pela praia. -Iae PA, topa?

-Claro, vamos em casa pegar as coisas. - Eles dividem um APÊ bem perto da minh casa.

- Vamos. - Breno diz.

- Tchau amor. - Digo.

- Tchau vida, te amo. - PA diz.

-Também te amo.

-Deixem de viadagem. Vocês eram menos antes. - Breno diz.

- Você está com inveja do nosso amor. - Digo abraçando PA

Dou risada e eles foram se arrumar, também fui fazer a mesma coisa. Durante o banho me peguei pensando na Nerd, não nela em si, mas na atitude dela, como ela teve coragem de me enfrentar?

Tenho uma curiosidade imensa de saber o que tem por baixo daquele capuz, ela nunca tira aquele capuz, só usa roupas largas, daria qualquer coisa para ver o que ela tanto esconde.

Agora pronto, por que eu tô pensando nela? Eu hein!

Nicolas Gomes Barreto pensando na nerd esquisita. Terminei de me arrumar e esperei as princesas chegarem.

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Eu estava esparramado no sofá esperando as princesas com o pensamento na Camilla, essa menina não vai sair da minha cabeça mesmo, desde a sétima série somos como cão e gato.

- Amor chegueii. -PA diz.

-Oii amorr - Corri e abracei ele.

-Meu Deus, eu joguei pedra na cruz para merecer isso só pode. Vamos logo seus cuzão. - Breno diz balançando a cabeça negativamente.

Saímos de casa em meio a risadas e fomos a praia.

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Camilla Martins

Quando o filme acabou eu estava rindo dos sustos que o Luan levava cada vez que aparecia o cara da serra elétrica. Então ele teve uma "brilhante" ideia.

- Vamos à praia!

- A não Lu... A não ser que eu vá de moleton e calça.

- Você escolhe meu amor. Ou praia de biquíni ou vamos ao Shopping fazer umas comprinhas. - Detesto Shopping ele ia me fazer andar aquilo tudo, então me dei por vencida. Não sei se eu comentei, acho que não, eu fiz intercâmbio na Austrália e lá fiz uma amiga, mas ela continuou lá e eu vim para cá terminar o ensino médio. Ainda temos contato, pouco mas temos.

-Mas eu não tenho biquíni. - Era mentira, eu tinha sim.

-Toma um banho, eu vou ali e já volto. Me dá a chave do carro. - Apontei para minha penteadeira e fui para o banheiro.

Tomei um banho de uns 30 minutos quando saí, ele estava sentado na minha cama com 4 sacolas na mão e uma mochila.

- Para que isso tudo, Luan?

-Para você né piranha? Agora toma, põe esse! - Me entregou uma sacola e eu fui para o banheiro coloquei o biquíni e um short que estava dentro da bolsa.

- LUANNNNN.

-Que foi louca? - Apareceu correndo na porta do banheiro.

-Não tem blusa aqui.

-Filha da mãe quase quebrei o pé. Põe qualquer uma aí. E vai logo.

- Tá, Tá seu chato.

Terminei de me arrumar e fomos em direção a praia. Chegamos ele estendeu duas cangas na areia, uma ele deitou e a outra eu deitei.

- Amiga, deixa eu tirar uma foto sua.

-Cê tá brincando né?

-Não. Agora faz essa pose. - Ele me mostrou uma, onde eu ficava em pé proxima a água com a água batendo nos pés e a cabeça tombada para trás como se estivesse tapando o sol com a mão e eu até tentei fazer, mas tenho certeza que saiu uma merda.

- Pronto! Olha, gata hein. - Até que ficou legal.

-Agora eu vou mergulhar, você vem?

- Daqui a pouco eu vou. - Ele deu de ombros e correu em direção ao mar, parece até criança. Peguei os óculos de sol dele e coloquei, não custa aproveitar né?

Estava tudo bem, até que uma sombra tapa meu maravilindo sol. Eu já tratei de ficar nervosa.

- Perdeu alguma coisa?- Sentei e tirei o óculos. - Você?

-Desculpa, me conhece gata?

- À vai tomar sol no inferno, Nicolas.

- Espera, Nerd?- Ele me olhou de cima a baixo e saiu. Eu hein, mereço. Continuei ali aproveitando meu sol maravilindo.

《●●●》

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