
Meu Delegado - o despertar da submissão
Capítulo 2
Sinto minhas mãos soarem. A cidade estava vazia. Mamãe já estava me esperando no ponto, como de costume. Olho no relógio, são exatamente 23 horas e eu estou voltando do meu curso, a dois quarteirões de casa. Fazia frio, puxei o casaco, cobrindo minhas mãos, e como sempre também sentia o medo de caminhar sozinha à essa hora. Ser mulher é difícil, desde nova mamãe me orientou que não seria fácil, que eu iria ouvir cantadas baratas e olhares nojentos. É, ser mulher não é mesmo fácil! É viver com o medo constante sempre que passa por um grupo de rapazes, ou quando você está sozinha rezar para que nada aconteça.
Eu tinha 16 anos, mas não era boba. Já havia passado por todas essas situações.
— Ei gatinha, quer uma carona? — reconheço a voz, é meu namorado.
— Hugo? O que faz aqui? Oh meu Deus, você quase me matou de susto, por um segundo eu pensei que...
— Você sabe que jamais faria algo para te machucar.
Entrei no carro imediatamente.
Dei um beijo nele. Senti o hálito de cerveja. Hugo havia bebido.
— Abre a porta, eu vou descer. Você está fedendo a bebida, prefiro ir à pé do que sofrer um acidente.
Estranhei. Hugo nunca bebia. Nós estávamos namorando há duas semanas, porém, nos conhecemos desde o primário. Hugo sempre foi gentil, sempre cuidou de mim, mas não aceitava que ele se enfiasse no alcoolismo tão jovem. Eu o amo, Hugo me respeita e nunca tentou nada comigo, pois sabe o quão rígida minha mãe é, sabe também que eu jamais aceitaria me entregar tão nova.
Ele ri.
— Você não vai sair sua cachorra, eu vou ter o que é meu por bem ou por mal.
Fiquei perplexa, que monstro, não acreditei no que ouvi.
Tentei abrir a porta várias vezes, fiz força para abrir, mas foi em vão. Eu não estava a respirando, estava com falta de ar, aquilo estava me deixando com muito medo.
Ele me tocava e dizia coisas horríveis.
Eu estava tremendo.
— Isso não tem graça, me deixa sair. - digo, chorando.
Ele ri outra vez, e posso ouvir o fecho da sua bermuda abrir.
NÃO! NÃO! NÃO!
— Hugo, é sério, eu faço sexo com você, mas não hoje, não aqui, me deixa ir embora — minto. Eu nunca mais queria olhar na cara desse imbecil.
— Shh! — ele põe um dedo na minha boca — você está falando muito, quero você caladinha, e pode chorar bastante — ele coloca um esparadrapo na minha boca e naquele momento meu coração está a mil. Meu corpo soa, abro os olhos assustada e ele está se divertindo. Parece que está gostando daquela situação, e para a minha infelicidade ele está!
O medo percorre o meu corpo, estou toda arrepiada. Eu teria a minha pureza roubada, lágrimas caem seguidas vezes e eu não as consigo controlar.
Estou nua. O monstro se esfrega em mim, amarra as minhas mãos para que eu não possa me debater mais e os pés também.
Quero morrer, a minha vida acabou!
Choro ao sentir seus dedos na minha intimidade.
— Sua gostosa, olha como eu estou duro, você vai passar a noite todinha comigo. Só vou te liberar no outro dia.
Hugo era um monstro e eu nunca desconfiei. Ele abusou de mim a noite inteira, me obrigou a gemer com uma faca, tive que fazer coisas horríveis e dizer coisas horríveis também.
E no fim, no amanhecer do dia seguinte ele me deixa ir.
— Se você contar pra alguém eu te mato, não só você mas como a sua mãe também, farei o mesmo com ela e com a sua irmã, aquela gostosinha. - não tenho forças para responder, eu já não sentia as minhas pernas — Você sabe, o meu pai é delegado, ele nunca iria me deixar ir em cana, então pense bem vadiazinha.
E foi assim que a minha vida foi destruída e todos os meus sonhos foram roubados. Eu queria me matar, e talvez o faria.
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