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Capa do romance Meu cowboy mafioso

Meu cowboy mafioso

Layla trocou o caos urbano pela calmaria rural, mas sua rotina muda ao conhecer Aiden Caccini. Ele é um fazendeiro influente e misterioso que esconde segredos perigosos. Entre traumas passados e a adaptação à nova família, surge uma paixão intensa e proibida. Enquanto Layla decide se encara os riscos desse submundo, Aiden precisa escolher entre seu império e esse amor. Juntos, eles desafiarão convenções e perigos sombrios para provar que nada separa almas predestinadas.
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Capítulo 2

- POV LAYLA

Após a ligação meu pai retornou para a sala, e minha madrasta e eu disfarçamos as nossas expressões de quem odeia a companhia da outra e agimos normalmente, como se dois segundos atrás ela não estivesse me mostrando o dedo do meio e eu devolvendo com uma banana junto.

Gesticulou com um palavrão e eu até devolveria, mas meu pai adentrou na mesma hora.

— quem era querido? — pergunta interessada.

— era o meu chefe! Vou precisar ir até ela, provavelmente só voltarei para o jantar, ele ainda irá mandar uma empregada para cá, então Layla... a cozinha é toda sua filhota.— informa e não escondo o sorriso faceiro que se forma em meus lábios.

— urruuu! Valeu pai.— comemoro e lhe abraço calorosamente, e subo para o meu quarto, termino de arrumar minhas coisas no closet, quando ouço o clique na maçaneta.

— ei zoião!— chama.

— o que é?

— amanhã já começamos na escola.— avisa empolgada.

É o meu último ano, e estou tão alegre quanto alguém um professor de história tendo que dar aula para uma classe com quarenta alunos onde só cinco prestam atenção no que sai da sua boca.

— aê!— comemoro mostrando desinteresse, odeio escola, não gostava da minha que conhecia as pessoas, imagina essa que não conheço ninguém.

— qual é? Vai ser legal.

— se você diz, agora vem, que já terminei aqui, vamos lá para baixo, vou fazer nosso jantar.

Com a ausência da minha, papai é um ótimo cozinheiro e aprendi a fazer muitos pratos com ele

— oba! Adoro quando você cozinha... não conte ao papai, ele acha que é o meu fav.

— vou guardar o seu segredo peituda.

Vejo seu sorriso se transformar em uma carranca, e sorrio.

— você não sabe brincar.

Fala me dando língua.

— eu? Você que não sabe.

— vamos parar com essa brincadeira idiota?

Fala enfurecida.

— tá bem! Não está mais aqui quem falou.— falo erguendo as mãos em rendição.

— é melhor mesmo! E eu quero uma macarronada para o jantar.

— só se você cortar o queijo.— sugiro enquanto descemos para a cozinha.

— claro, vou logo pegar.— fala animada, e vai até a geladeira, pega o queijo e começa a corta-lo em pequenas fatias.

Pego o macarrão e o restante dos ingredientes, pronta para ser uma masterchef.

...

Ouvimos a porta abrir e vejo papai com um sorriso enorme nos lábios.

— nossa! Que cheiro bom!— elogia e agradeço com um sorriso.

— pai foi a Layla que fez, mas eu cortei o queijo, isso foi essencial para o prato.— Luiza comenta e ele morde os lábios antes de falar.

— claro que foi e você Layla, sempre foi a nossa master chefe.— comenta e eu gargalho.

— ah pai, você está sendo gentil.— falo e ele me encara sério, mas logo sorri, se aproxima e beijo minha testa outro na da luiza, em seguida sobe, creio que foi atrás da Antonela.

Papai desce com a sua namorada e começamos a nossa refeição, e acredite foi tudo embora num piscar de olhos, ele  se oferece para lavar a louça, então eu e a Lu, subimos para os nossos quartos.

Decido tomar um banho demorado, visto uma camisola, e olho pela janela, e notei que agora a casa do patrão do meu pai, é ainda mais perto, por que a janela de alguém fica apenas a um muro de distância da minha.

Olho para o céu estrelado e sorrio, minha mãe era fascinada por astrologia, lembro-me que quando era pequena, ela desenhava algumas coisas relacionadas a isso.

Minha atenção foi tomada para a janela em frente, a luz do quarto foi ligada e avisto uma silhueta masculina.

Sinto que estou invadindo a privacidade de seja lá quem for o homem, assim que ele começa a tirar a camisa, balanço a cabeça em negativa e fecho a janela e me jogo na cama, fico ali perdida em meio aos meus pensamentos, e por fim acabo adormecendo.

...

Acordo me espreguiçando na beira da cama, tomo banho, me arrumo para o colégio e desço para tomar café, quando abro a porta, vejo Luiza me encarando.

— você está linda baby.

— obrigada peituda, você também.— agradeço dando uma piscadela para ela.

— tá legal! meu dia já começou ruim, se eu der um soco na sua cara sonsa, certeza que melhora.

— nossa! Eu também te amo! Agora vamos logo.

— sua sorte.

Papai e Antonela já estavam na mesa, nos juntamos á eles, tomamos café bem rápido e fomos direto para a escola,  usamos o carro novo da Antonela, já que o do papai está quebrado.

...

Chegamos na escola, e logo vi o nome Braston High Eschool enorme em cima da grande escola á minha frente, com vários alunos em seus grupinhos de identificação.

Estaciono o carro e saímos, adentramos no prédio e de quebra recebemos muitos olhares curiosos,  alguns comentários como "nossa só o que faltava patricinhas aqui em Braston"   "aposto que são tudo nariz em pé "

Sempre odiei esse estereótipo de que nós da cidade grande somos pessoas fúteis e sem caráter, existem pessoas assim? Claro, mas Luiza e eu não éramos esse tipo, e isso me deixa furiosa e por isso estava pronta para destilar o meu discurso mas a minha irmã agarra firme o meu braço.

— se controle! Não vale a pena.

— tem razão.— falo e respiro fundo.

Antes de irmos para a sala, passamos na direção para saber onde eram as nossas  classes, a diretora nos informa e  seguimos para a mesma.

— oi eu sou a Katherine Caccini, mas podem me chamar de kate ou kat.— diz animada em nos conhecer.

— olá, sou a Maria Luiza, mas pode me chamar de Lu, Iza ou Malu, e está é a minha irmã, Layla mas pode chama-la de Layla, somos as Collins.

Ela nos abraça, nos pegando de surpresa pela sua atitude.

— bom senhoritas Collins ... eu vou mostrar toda a escola à vocês.

Fala pegando nos nossos braços e nos  levando para os corredores, só espero não encontrar alguém que me faça odiar essa escola.

E não preciso gostar de garoto algum, e  só o que me faltava, já estou bem ferrada do meu relacionamento anterior, não preciso de outro cara achando que é meu dono.

Alex foi um grande erro, e não pretendo repeti-lo aqui, e também não preciso que tenha uma abelha rainha, a patricinha que comanda a escola que namora o badboy e que tem as seguidoras fiéis dispostas a ouvir asneiras da mesma e estar junto só por causa da tal popularidade.

Mas como em toda escola raiz, esta não seria diferente.

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