Capa do romance Meu cowboy mafioso

Meu cowboy mafioso

9.2 / 10.0
Em Meu cowboy mafioso, Layla troca a cidade pelo campo e cruza o caminho de Aiden Caccini. Entre segredos de família e perigos ocultos, este romance explora a escolha entre proteger um império ou viver um amor proibido. Leia esta mafia romance books e descubra o desfecho desta fiction novel.
Resumo de Meu cowboy mafioso
Layla trocou o caos urbano pela calmaria rural, mas sua rotina muda ao conhecer Aiden Caccini. Ele é um fazendeiro influente e misterioso que esconde segredos perigosos. Entre traumas passados e a adaptação à nova família, surge uma paixão intensa e proibida. Enquanto Layla decide se encara os riscos desse submundo, Aiden precisa escolher entre seu império e esse amor. Juntos, eles desafiarão convenções e perigos sombrios para provar que nada separa almas predestinadas.
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Meu cowboy mafioso Capítulo 1

- POV LAYLA

Mamãe sempre deixou isso claro para mim, antes da sua partida as coisas eram mais fáceis.

Mas infelizmente a doença tomou conta dos seus pulmões e a tirou de nós, deixando meu pai sozinho com duas meninas para criar.

Queria não ser egoísta e pensar que o destino nos odeia, demorei alguns anos para superar a falta que ela fazia e ainda faz, só que agora com menos intensidade.

Não foi fácil não ter com que contar sobre a minha primeira vez menstruando, mas o meu pai foi um guerreiro, sempre se mostrou e ainda se mostra interessado na minha opinião e na da minha irmã.

Exceto por agora, quando ele diz que nós vamos nos mudar, para a puta que pariu, um lugar no Texas chamado de Braston City, qual é? Quem raios coloca um nome desse em uma cidade.

Pelo o que a Mali pesquisou, a cidade não tem cobertura de rede, então resumidamente é isto que vai nos acontecer.

Sairemos da civilização e voltaremos para o tempo das cavernas, mas entendo o meu pai, ele deu um duro danado para nos dar um bom futuro e estabilidade financeira, o problema foi que a empresa que ele trabalhava faliu e todos perderam dinheiro inclusive ele.

Portanto, ou nos mudamos para o Texas ou nos juntamos aos desabrigados.

Não sou uma pessoa muito social, e isso não me incomoda tanto, mas a Maria Luiza está tendo um ataque de histeria desde a hora que meu pai anunciou a nossa partida.

Que por acaso é hoje.

Mas há alguém bem feliz com isso, a cobra da minha madrasta, uma modelo gostosona, que infelizmente caiu nas graças do meu pai.

No começo ela era doce e gentil, mas foi só conquistá-lo de verdade, mostrou a sua verdadeira face, para mim e minha irmã é claro, perto do nosso pai, ela finge ser recatada e do lar.

— MARIA LUIZA COLLINS! ANDA LOGO!— grito e escuto seu suspiro ao arrastar a mala e fechar a porta do seu quarto.

— por que o mundo me odeia? O que eu fiz de ruim, na vida passada para está pagando nessa? Por que viver sem Wi-Fi me deixa louca só de imaginar.

— tem livros, podemos ler.— sugiro, nos entreolhamos e sorrimos.

— boa piadista você, como se eu me interessasse por leitura, gosto de sair, viver a vida.

— e eu amo o nosso pai acima de todas essas coisas, portanto, sugiro que você feche essa sua boca reclamona e o apoie, a gente nem sabe como é a cidade, não temos o direito de reclamar de barriga cheia.

— você é tão certinha que me deixa tonta... me segura... me segura que vou cair.— fala colocando a mão no peito fingindo um desmaio.

Ordinária.

— para de ser sonsa e leva logo as malas para o carro... o papai está esperando.

— e você o que ainda faz aqui?

— esperando você, não suporto estar na mesma lugar que aquela pitom por muito tempo.

— então vamos logo, antes que ela envenene ainda mais o nosso papito.— fala puxando a sua mala e sigo atrás dela.

(...)

— pai, vamos ter uma apê só nosso né?— Maria questiona e a Antonela sorri tirando sarro da cara dela.

— querida, nós não vamos morar em apartamento, até porque a cidade na possui prédios, mas ficaremos numa bela casa cedida pelo senhor Caccini o meu patrão.

— e como ele é?— questiona.

— dizem que é autoritário, mas trabalha dentro da lei.

— não isso, eu quero saber se ele é bonito.

— Maria Luiza! Ele tem trinta e poucos anos, não é para o seu bico garota.— papai a repreende e ela sorri.

Já estávamos no aeroporto, a espera do motorista da fazenda que virá nos buscar, mas começo a pensar que está vindo de camelo.

Depois de mais alguns minutos e ouvir o meu pai listar motivos para que nem eu nem a Maria Luiza se envolva com qualquer pessoa desta cidade, o motorista chegou, numa caminhonete prata.

Ótimo! Uma caminhonete é bastante confortável, ao menos tinha quatro lugares.

Meu pai e o motorista foram na frente, enquanto eu, Mali, e Antonela fomos atrás.

Ela foi entre nós duas e para evitarmos confusão, viramos o rosto e encaramos a vegetação durante todo o caminho.

A cidade não era ruim de todo modo, mas ainda assim é estranho demais não ver uma cafeteria perto, e tão pouco um restaurante.

Mas bares, isso tem, em trinta minutos de trajeto já olhei três.

Quando nos aproximamos de uma casa enorme, achei que ficaríamos nela, mas o motorista mencionou que pertence ao Caccini, e por isso vimos a placa na entrada " vem vindo a Caccini Vill "

E a nossa casa era vizinha da dele, quando o homem estacionou, Maria desceu rápido demais e eu demorei alguns segundos para crer no que estava vendo.

— eu estou me sentindo no período colonial.— ela diz e seguro a risada.

— a casa é linda.— Antonela comenta.

— eu concordo.— falo e acho que foi a primeira vez na vida que fiz isso.

Meu pai sorriu feliz, e esperamos o motorista lhe entregar as chaves e adentramos o lugar.

A entrada da casa é linda, apesar do estilo antigo, como portas e janelas de madeira e as paredes num tom amarelo queimado, e ter muitas plantas na fachada, parece muito com as casas do interior dos Estados Unidos.

Nada que uma boa mão de tinta não resolva.

Mas o que me encantou de fato foi o interior da casa, móveis recém comprados, piso envernizado, e a cozinha inteira para mim.

— eu realmente gostei da casa.— confesso e papai beija a minha cabeça, seu telefone toca e ele pede licença e vai para a varanda.

Luiza se aproxima e sorrio da sua carranca, ela amou o lugar mas tá se fazendo de difícil.

— você concordou com a cobra, cadê a união das irmãs?

— ainda existe, confessa, você amou o lugar.— afirmo e ela sorri sem mostrar os dentes.

— quer saber, eu vou achar o meu quarto, e espero que o seu seja horrível.

— vai sua criança.— brinco e a vejo subir as escadas, Antonela me encara do sofá e força um sorriso e eu retribuí da mesma maneira.

As coisas não seriam fáceis, mas pelo meu pai, estou mais que preparada.

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