
Meu CEO Dominante
Capítulo 2
— O que você quer? — a voz dela saiu seca, deixando claro que Vasti estava sem paciência.
— Isso é jeito de falar com o seu chefe? — ele sorriu de lado e abriu a porta do carro. — Entre.
Primeiro, Vasti olhou para o carro, para o homem e soltou uma risada de zombaria.
— Ah, sim. Claro — ela falou e puxou o celular dela para pedir um táxi, ignorando o que ele falou sobre ser o chefe dela.
— Entre — ele falou novamente, porém mais firme. — Eu falo sério quando digo que aqui é perigoso.
— Muito obrigada, mas isso não é da sua conta. Além disso, você me parece perigoso, também. Não te conheço!
Vasti entortou a boca ao falar. Aquele homem era mesmo o Sr. MacGyver? Como podia? E um descarado, ainda por cima, para ter beijado Vasti depois de ter feito sabe-se lá o quê com a loira no banheiro. Isso fez Vasti ficar ainda mais enojada.
— Senhorita…
— Não! Depois do que rolou no banheiro, entrar no carro com o senhor não me parece a melhor das opções — Vasti ofereceu um sorriso amarelo.
Ela não negaria que o beijo foi incrível, deixando o corpo dela em chamas, porém, ele não precisava saber e dar abertura para que aquilo se repetisse seria burrice.
Ele se aproximou dela e cobriu a mão dela que segurava o celular, mas delicadamente.
— Por favor — Ele pediu e olhou para ela com o rosto sério — Vou me comportar.
Vasti olhou para ele e para o carro, depois, para a rua. O local era muito movimentado durante o dia, mas não pela noite. E ela sabia disso. O local estava, de fato, meio vazio. Seria burrice ficar ali sozinha. Além disso, havia câmeras ali… Ele não faria nada de errado, certo? Saberiam que foi ele.
— Ok –- Ela finalmente aceitou. Vasti passou pelo homem e entrou no banco do passageiro. Ele fechou a porta para ela e ela atracou o cinto de segurança, esperando que ele entrasse no veículo. Ela não entendia de carros, mas aquele era carro de gente rica, com certeza. Os bancos de couro e o painel cheio de botões touch, além de uma tela de bordo.
Ele entrou, cumpriu com os requisitos antes de iniciar a jornada e ligou o carro.
Após uns minutos, ele, sem olhar para ela, falou.
— Você é bem rebelde, não é?
— Como assim? Por que diz isso? — Ela perguntou, curiosa.
— Pela forma como você me respondeu. Não só na sua recusa de agora, mas mais cedo, no banheiro.
Ao ouvir a menção do cômodo da boate, ela corou e olhou para as mãos, mas logo olhou para frente. Ela não demonstraria fraqueza.
— Isso não foi rebeldia — ela respondeu tranquilamente — Apenas me defendi. E, na minha recusa, eu não fui rebelde. Não é como se eu devesse obediência a você.
— Ao senhor — Ele a corrigiu.
— Não estamos no trabalho. “Você”.
Ele riu.
— Como eu disse, rebelde.
Vasti olhou pela janela e viu que estavam perto da vizinhança dela e só então ela se deu conta de algo.
— Ah… Eu não falei onde moro.
— Não precisa –- Ele respondeu, rapidamente, como se aquilo não fosse nada de mais.
— Como não? Vai ficar rodando à toa?
— Eu sei onde você mora, Senhorita Vasti Phillips.
Ele lançou um olhar rápido a ela, antes de estacionar perto do prédio dela.
Ela o olhou, surpresa. Ele a chamou pelo nome e ela ainda não sabia o nome dele.
— Por que você sabe meu endereço? — Ela perguntou, pausadamente, sentindo o pânico se instalando dentro dela.
— Você é minha funcionária. Seus dados estão no RH.
Ela o olhou, incrédula e apertou os olhos.
— Então, o senhor está me dizendo que sabe o endereço de todos os funcionários que são subordinados ao senhor? Impressionante — É claro que ela estava sendo sarcástica. O homem se libertou do cinto de segurança e se virou para ela.
— Só dos que me interessam.
O olhar dele era, novamente, muito profundo. Ele não desviou os olhos dos dela, mas foi como se ele a estivesse despindo, ali mesmo.
— Obrigada pela carona, Sr…? — Ela falou, dando a deixa.
— Boa noite, senhorita Phillips — Ele repetiu e a olhou seriamente.
Ele entendeu muito bem o que ela quis dizer, mas simplesmente a ignorou. Ela deveria saber o nome dele. Ele era o chefe dela. Era, inclusive, ofensivo para ele que a funcionária desconhecesse tal dado.
— Seu nome? Por favor — Ela insistiu. Vasti sabia que o dono da empresa era o Sr. MacGyver. Porém, ela não sabia o nome daquele homem, ainda que ele trabalhasse no mesmo andar que ela e, aparentemente, fosse um dos superiores.
— Você sabe qual o meu cargo na empresa?
— Na verdade, não. Eu não sei quem é você, além de ser o homem que demitiu e, depois, me disse que eu teria o emprego de volta. Por sinal, como fará isso? Falou com o Senhor MacGyver tão rapidamente a essas horas?
Ele se aproximou mais dela e sussurrou no ouvido de Vasti.
— Adônis — Ele olhou para ela e piscou — Adônis MacGyver, o Presidente da empresa.
O hálito quente dele, a respiração, a fizeram fechar os olhos e suspirar. Ela se recriminou por isso.
“Ah, meu Deus… O próprio diabo! Calma, Vasti, calma!”
— Boa noite –- ela sussurrou, colocando a mão na maçaneta da porta do carro, mas ele a parou, segurando-a.
— Eu vou ensinar modos a você, mocinha. É “Boa noite, senhor” –- Ele afastou o rosto e a encarou — Você vai aprender.
Dando um selinho nos lábios dela, ele permitiu que ela abrisse a porta. Vasti saiu do veículo com as pernas bambas.
— E Senhorita Phillips? — Ele a chamou, fazendo com que ela se virasse — Lilás!
Ele disse, subiu o vidro da janela do carro e se foi.
Ela ainda ficou ali, olhando para a estrada, mesmo após o carro já ter sumido.
— Maluco! O que ele quis dizer com “Lilás?”
Dentro do carro, Adônis sorria.
“Muito bem, ela quer brincar? Vamos brincar”, ele falou para si mesmo. “Ela é linda demais! Talvez…”
De volta a casa, Vasti estava frustrada. Ela se lembrou de como foi demitida por culpa daquele mesmo homem.
*MAIS CEDO NAQUELE DIA*
Vasti estava mais do que feliz com o novo emprego, ainda que temporário. Ela precisava cuidar da avô doente e aquele dinheiro seria a salvação delas.
Ela tinha dado de encontro com um homem bonitão, na ida para o RH, e ele tinha sido rude. Ela não pensou muito à respeito, porém, quando decidiu tomar uma água, ela nem mesmo tinha se virado direito com o copo em mãos, quando alguém a empurrou para trás. A água, claro, entornou em cima dela.
— Você de novo? — a voz irritada do homem fez Vasti olhar para cima. Aquele era o mesmo homem de mais cedo!
Ele olhou para a blusa dela e, depois, voltou a olhar para o rosto de Vasti. Ele levantou uma sobrancelha e passou por ela ,fazendo uma cara que Vasti só poderia interpretar como nojo.
Vasti colocou a mão na frente do corpo e foi para o banheiro. O homem que ela achou tão bonito não passava de um nojento!
“De todos os lugares, esse homem tinha que trabalhar no mesmo andar que eu!", ela se lamentou mentalmente.
Antes que ela pudesse se sentar na cadeira dela, Heidi, a mulher responsável por aquele setor e quem a estava treinando, pediu que ela fosse até a sala dela.
— Sim, o que houve? –- Vasti perguntou, após dar uma batida na porta para anunciar a chegada dela.
Heidi esfregou as mãos, nervosa e mordeu o lábio. Vasti sentiu um aperto no peito.
— Ah, eu nem sei como dizer isso. Mas… eu apenas sigo ordens, ok? Você está demitida.
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