
MEU AMOR , MINHA VIDA
Capítulo 2
O dia que conheci o Paulo Augusto jamais vou esquecer. Foi na faculdade ele, estava no ultimo semestre do curso de veterinária, eu tinha acabado de iniciar o curso, estava sentada na mesa da cantina da faculdade. Quando ergui a cabeça e dei de cara com os olhos azuis mais lindos me observando. Aquele olhar parecia ter me cativado de uma maneira estranha, esse homem era, a pessoa mais impressionante que vi em meus quase 18 anos de vida. Engoli a saliva para umedecer a garganta que estava seca. Quando sai da cantina o meu coração acelerou assim que nossos olhares se cruzaram outra vez. Fui para a sala de aula, mas não prestava atenção na aula só pensava naqueles olhos azuis. Acho que ele ficou interessado em mim. Mas de que maneira? Eu não tinha ideia. Os homens davam em cima de mim com olhos fixos no meu corpo, mais o Paulo Augusto observava atentamente no meu rosto. No final das aulas, Marcos meu irmão gêmeo apertou minha mão quando chegamos ao estacionamento eu sorrir de forma carinhosa para ele antes de olhar para o lado, foi quando eu o vi ele me olhava com um olhar frio, foi quando percebi que ele olhava que estava de mãos dadas com Marcos. Ele deve estar pensando que eu e Marcos somos um casal, muitas vezes dá impressão e fazemos de propósito, até por um meio de proteção, para outros homens não chegarem perto de mim. Todas as pessoas, menos amigos próximos e as namoradas de Marcos pensavam que fôssemos um casal. Marcos me abraçando, falou no meu ouvido.
- Você se importa se eu te deixar em casa agora, hoje tenho um encontro especial.
- Não se preocupa comigo, se divirta por mim.
Ele beijou na minha testa e fomos embora.
No dia seguinte na faculdade encontrei Paulo Augusto novamente na faculdade.
Eu estava passando pela mesa dele na cantina quando ele me chamou.
- Sabrina.
Aproximei-me da mesa dele.
- Você pode sentar por um minuto para conversar?
Olhei em volta nervosa, sem saber o que fazer com seu pedido.
- Sente Sabrina.
Suspirei e me sentei ao lado dele.
- Você é o Marcos estão namorando?
Ele perguntou diretamente, e eu o encarei.
Meus olhos piscaram e me senti confusa. Não esperava o interesse dele, muito menos sua sinceridade.
-Não estou namorando o Marcos por que simplesmente ele é meu irmão.
Ele pegou meu pulso levemente. Olhei seu rosto e ele estava sorrindo. Comecei a respirar com dificuldade.
- Mas você está saindo com alguém?
- Não estou saindo com ninguém e nem pretendo sair.
Seu olhar foi para minha boca.
- Bom o que você vai fazer depois das aulas.
Meu deus, como ele é direto.
- Eu vou direto pra casa dormir.
- Então, que tal ao meio dia para um almoço?
Eu balancei a cabeça, me perguntando por que não expliquei que não vou sair com ele.
- Vou passar na sua casa te pegar para o almoço.
- Não, Paulo Augusto, pretendo almoçar com você.
Ele me olhou surpreso e ficou em silêncio por alguns minutos.
- Eu também não marco encontros.
- Mais o que você tem em mente, o que você quer comigo?
Perguntei já meio irritada.
Ele me olhou rapidamente.
- Eu acho que temos muita coisa em comum. Na verdade eu tenho certeza disso.
- Por favor, vamos parar por aqui, Eu não estou interessada.
Tentei me levantar mais ele segurou meu pulso. Sentei de volta olhando sua mão.
- Não foi isso o que eu quis dizer Sabrina. Eu não queria ser grosseiro, mais sinto uma atração muito forte por você. Almoce comigo e podemos conversar em particular
Falou soltando meu pulso.
- Não, obrigada Paulo Augusto.
Levantei em silêncio, saindo da cantina. Respirei fundo e contei até três para manter meu controle.
Eu ia falar mais uma vez, quando ele me beijou.
Era um beijo desesperado e faminto, e eu nunca tinha recebido antes. Sua língua explorava a minha boca e eu gemi baixinho, sem que pudesse me controlar.
Ele gemeu pressionando seu corpo junto ao meu corpo.
Logo em seguida me soltou.
Ele sorriu e disse:
- Quero você na minha cama.
Afastou-se me observando.
- Me dê seu número.
Fiquei chocada, não quero me envolver esse cara é louco.
- Não estou interessada.
Disse com segurança.
- Então Que tal um café? É justo, me dê seu número e saímos para tomar um café.
- Não obrigada, eu simplesmente não estou interessada.
- Eu tenho certeza se você gostar e vai ser prazeroso. Posso e gostaria muito de lhe mostrar. O Quanto é bom fazer sexo comigo.
- Por favor, saia da minha frente.
Ele se retirou, logo em seguida sai de lá a acabei esbarrando com Marcos.
- Você está bem?
- Perguntou delicadamente.
Eu balancei a cabeça, ia falar do fiasco que foi com o Paulo Augusto, mais não tive coragem.
- O que você acha do Paulo Augusto maninha?
Estreitei os olhos e o encarei.
- Você foi falar com ele?-
Marcos passou a mão no queixo e ele só faz esse gesto quando sua resposta é sim.
- Eu acho que ele está gostando de você.
- O que ele falou para você?
- E você está gostando dele?
- Claro que não. Você sabe que eu não namoro. O que deu em você?
Ele deu de ombros com cara de inocente.
-Você algum dia vai ter que sair e namorar, você é jovem, bonita, não pode simplesmente não namorar por tanto tempo e não vai achar ninguém melhor que esse cara. Eu tenho uma boa intuição sobre ele.
- Nós não vamos falar sobre isso. Não são todas as pessoas no mundo que precisam namorar. Eu não me meto nas suas escolhas, então você não pode se meter nas minhas.
- É apenas um pequeno conselho de irmão, mas agora vamos esquecer isso.
Fiquei feliz por não falar mais nesse assunto, ele me deu um abraço forte.
- Amo você, minha maninha.
- Eu também amo você Marcos.
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