
MEU AMOR , MINHA VIDA
Capítulo 3
Uma semana se passou, depois do episodio do beijo, Marcos e eu fomos até a cantina o Paulo Augusto estava sentado na mesa dos fundos tomando um café.
Sentamos-nos mais próxima à janela e fiquei observando-o por alguns minutos. Ele é muito bonito, admiti a mim mesma, mesmo não gostando da ideia.
Eu pensei sem arrependimento, queria tocar em todas as partes de seu corpo. Sai da minha fantasia ridícula quando a campainha do inicio das aulas tocou, era a hora de estudar e não sonhar besteiras. Olhei para ele de novo enquanto tomava seu ultimo gole de café. Não consegui desviar o olhar, mesmo quando ele encontrou o meu olhar. É óbvio, evitei encara-lo olhando para Marcos em vez disso.
- Você está gostando dele, maninha.
Sussurrou para mim.
- Deus me livre, só se eu estiver louca.
Foi tudo que respondi pra o Marcos.
Paulo Augusto também se levantou e chegou mais perto falando no meu ouvido.
- Você ainda será minha.
E logo depois se afastou.
Eu continuei andando normalmente, esse cara me faz sentir estranha, ele é muito experiente, é muito rico, isso nunca daria certo.
Marcos e eu paramos em frente a uma biblioteca enquanto esperávamos o resto da equipe se juntar a nós.
Depois de duas horas de pesquisas terminamos nossos estudos.
- Vamos pegar um café na cantina Sabrina e depois vamos pra casa.
Olhei para ele desconfiada.
- Você sabe que eu nunca tomo café depois de certo horário antes de dormir, mais vou esperar na fila com você enquanto toma o seu.
Acho que vou deixar pra tomar café depois?
Ele disse.
Segui seu olhar e o Paulo Augusto estava esperando no balcão do café.
Ele deu um sorriso e acenou para Marcos.
Olhei para Marcos com desconfiança mais uma vez.
- Marcos o que você está aprontando?
Falei irritada.
Ele franziu os lábios.
- O que tem de mal? Eu não posso ser educado.?
Perguntou com a maior inocência.
- Aquele sorriso que você deu para ele, francamente eram de cúmplices. O que você fez? Deu meu número?
Perguntei.
- Eu não faria isso.
Fiquei aliviada.
Seguimos para o estacionamento, todos estavam animados conversando e fazendo planos para beber amanhã à noite no bar da esquina da faculdade. Era um grupo novo eu não queria ser á desmancha prazer quando todos estavam animados.
- Você está quieta, maninha.
Falou no meu ouvido.
- Você vai com a gente ao bar, não vai?
Falou quase implorando, achando que eu não iria.
- Vou. Mais você tem que me jurar que não vai me aprontar pra mim.
Acordei com o som do meu despertador, mais desanimada que o habitual. Tentei dormir um pouco, mais o Marcos me chamou para irmos malhar.
Malhamos por uma hora na academia, quando terminamos, fomos almoçar.
- O que vai usar hoje á noite?
Marcos perguntou
- Não sei, o tempo está bom e quente, eu acho que vou de mine-saia e uma blusa. Não estou com vontade de me arrumar.
Nós voltamos para casa fui tomar uma ducha e me arrumar, escolhi uma mine-saia preta e uma blusa preta com detalhes com branco e uma sandália de salto baixo, deixei os cabelos soltos. Passei apenas um rímel e um batom nude. Fui para casa de Marcos fiquei esperando pacientemente ele escolher uma roupa. Ele experimentou de tudo, por fim escolheu uma camisa polo branca e uma bermuda jeans e colocou sapatênis. Ele gosta de se vestir estilo mauricinho.
Chegamos ao bar cedo, mais já estava lotado Conseguimos um lugar para sentar, logo o garçom chegou para pegar nossos pedidos.
- O que vocês vão querer?
- Uma cerveja por favor.
- Eu também vou de cerveja e aproveita traz alguns petiscos.
Ficamos curtindo algumas músicas, não demorou muito o garçom chegou com nossa bebida. Estava muito bom a ponto de me fazer pensar que não seria possível eu ficar bêbada. Ele também trouxe variadas bebidas para nós. Ele me deu um licor que nunca tinha ouvido falar, senti o cheiro, era forte.
- Então maninha o que achas do Paulo Augusto?
Eu balancei a cabeça e ele riu.
- Sim, Paulo Augusto é bonito demais para ser real. Ele me dá medo.
Marcos parou de rir quando falei isso.
- Por quê?
Perguntou sério.
- Não é bem isso, ele é diferente, nunca senti isso. Tudo que sei é tenho que ficar bem longe dele.
Os olhos de Marcos se arregalaram quando olhou atrás de mim.
Eu virei á cabeça e olhei para cima, para aqueles olhos azuis.
- Olá, Paulo Augusto.
Eu disse com calma e levemente bêbada.
- Você é um traidor maninho.
- Não tenho culpa ele me perguntou se íamos sair hoje à noite. Eu só falei aonde íamos.
Paulo Augusto estava perto de mim o suficiente para mostrar que estamos juntos.
Resolvi ficar em Fiquei de pé, mas senti uma vertigem tive que agarrar no balcão por um tempo para me equilibrar.
- Mais cuidado aí, maninha.
- Marcos ela bebe com frequência?
Paulo Augusto perguntou, falando com Marcos sobre mim na minha frente. Respondi.
- Bebo o tempo todo.
Disse em voz alta.
- Historia essa é a primeira vez que ela bebe desde que completou 16 anos. Isso foi á dois anos que não bebe mais.
- Eu preciso ir ao banheiro.
Falei em voz alta.
- Eu ajudo você a chegar lá, maninha.
Marcos se levantou para ajudar, Paulo Augusto acenou para ele.
- Pode deixar eu a leve até o banheiro, não se preocupe ela esta segura comigo.
Passou os braços na minha cintura e me levou sem esforço entre a multidão em direção ao banheiro.
- Por que você está aqui?
Perguntei diretamente.
- Bem, eu vim aqui por que você estaria aqui, e também eu estou louco pra transar com você que mal posso esperar. Mas hoje não vai acontecer, só vim para ter certeza que você voltará inteira pra sua casa.
- Por que não pode transar comigo agora?
Perguntei eu sabia que não era uma boa pergunta, pois dava entender que fiquei desapontada.
- Eu não vou tocar em você enquanto estiver neste estado. Eu nunca faço isso.
- Então você está desistindo?
Ele me surpreendeu com um beijo na minha testa.
- Não vou te comer hoje, mas ainda pretendo, e quando isso acontecer você vai gozar muito. Mais não essa noite.
Entrei no banheiro e Paulo Augusto ficou me esperando ao Lado da porta.
Estava lavando as mãos quando Marisa entrou animada.
- Quem é aquele homem lindo lá fora?
Ela perguntou quase sem respirar.
Sabia muito bem de quem ela estava falando.
- Aquele é o Paulo Augusto.
E saí antes que ela pudesse me fazer outras perguntas.
Paulo Augusto me pegou pela cintura me puxando para o encontro dele e falou no meu ouvido.
- Eu vou ser o primeiro homem que vai transar contigo, quero tirar a tua virgindade.
Um arrepio percorreu meu corpo com suas palavras.
Será que ele tinha percebido que eu era virgem, ou o Marcos lhe contou?
- Então você prefere as virgens?
Sussurrei a pergunta.
Ele levantou as sobrancelhas surpreso.
- Eu nunca tive com uma virgem. Mais eu não posso dizer que não gostei da ideia de ser o primeiro.
- Sabia que isso é uma tremenda responsabilidade.
Paulo Augusto segurou meu rosto e me deu um beijo de tirar o fôlego.
- Eu vou fazer com muita calma, você vai querer mais.
Me abraçou e fomos em direção ao bar.
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