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Capa do romance Meu amor é um CEO bilionário

Meu amor é um CEO bilionário

Bruna Maria é uma camareira em Fortaleza que leva uma vida simples, visitando sua avó Olívia após uma infância marcada pela ausência dos pais. Seu destino cruza com o de João Gonzalez, um bilionário mexicano frio e autoritário que gerencia os negócios da família no Nordeste. Enquanto João lida com o peso de seu império, o temperamento vibrante de Bruna promete abalar suas convicções. Será que esse homem implacável se renderá ao calor de uma paixão inesperada?
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Capítulo 3

João Gonzalez

Após uma viagem de algumas horas até o Brasil, tudo que queria era descansar. Meus seguranças ainda eram um problema.

Por quê? Eles chamavam atenção! Pegamos dois uber para chegarmos no hotel que reservara minha hospedagem.

Era a primeira vez naquele hotel bastante conhecido na capital de Fortaleza. Na recepção me receberam com alegria. Os brasileiros costumavam ser bastante alegres.

— Não quero ser incomodado por ninguém, entenderam?

Avisei aos meus seguranças quando chegamos até o quarto que alugara. Esperei do lado de fora até eles verificarem meu quarto pra só então adentrar.

Não queria ser assaltado ou algo assim. Quando finalmente entrei em segurança, coloquei eles para fora. Sempre que viajava levava comigo de dez a oito seguranças, porém, daquela vez levei apenas sete.

No dia seguinte acordei ouvindo barulho vindo do toalete. Coloquei o travesseiro no rosto tentando abafar o barulho irritante.

A voz desafinada cantava uma canção que nunca ouvira antes. Por que meus seguranças deixaram que ela entrasse? Era uma das funcionárias do hotel e muito escandalosa!

— Pode parar de agredir minhas orelhas?! Por favor, para! — gritei para que ela ouvisse.

— Te acordei, senhor? — perguntou do lado de dentro do toalete. — Desculpe! Não vi que tinha alguém no quarto ainda. É quase meio-dia!

— Dormindo que não estou mais! — resmunguei, saindo da cama. — Não gostei dessa sua atitude. Reclamarei ao seu supervisor do escândalo que fez!

A figura saiu do toalete com uma vassoura na mão esquerda e cara de quem não ficou feliz. Ótimo, pensei, pois ela também não me deixou feliz!

— Como eu ia adivinhar que o senhor estava dormindo? Ninguém me disse nada!

Fiquei nervoso. Ela notara minha ereção matinal? Juro que ela olhava diretamente para minhas partes! Virei de lado para que parasse de me olhar daquela maneira.

— Saia do quarto, senhorita, estou somente de roupas íntimas!

Usava somente um calção fino para dormir. Me sentia exposto para aquela jovem intimidadora.

— Você tá vermelho! Estou vendo, está sim! Que estranho, quer dizer, sairei senhor. Não se preocupe, sou discreta e nem vi nada de mais! — comentou, sorrindo. Não entendi sua atitude. Ela estava zombando de mim? Questionei-me.

— Não gosto de situações embaraçosas como esta. Por favor, deixe-me sozinho para que possa trocar de roupa.

— Certo, senhor envergonhado! — respondeu, indo até seu carrinho de limpeza e saindo da minha frente.

Consegui respirar melhor apenas quando ela saiu do meu quarto. Porque minha reação foi aquela? Era estranho, sabe? Acordar com uma desconhecida olhando para as minhas partes!

Coloquei uma camiseta branca e calça jeans. Procurei por um dos meus tênis e calcei. Escovei os dentes e arrumei o cabelo antes de sair pela porta.

Cumprimentei meus seguranças e segui para o térreo com dois deles. A cena que passara não saia dos meus pensamentos.

— Cuidado! — um dos seguranças me alertou, entretanto, não conseguiu evitar o que ocorrera em seguida.

— Quem colocou isso no meio? — perguntei indignado. Tropecei em bagagens. Meu raciocínio demorou um pouco para me dar conta que o erro havia sido meu.

Senti meu rosto esquentar. Nunca antes passara por algo semelhante. A camareira com sua canção desafinada tinha quebrado alguma coisa na minha cabeça, era isso!

Após almoçar fora em um restaurante retornei para o hotel. Meu compromisso era à noite com um dos primeiros fornecedores de produtos de agricultura.

Encontrei por acaso novamente aquela jovem de pele alva e cabelos negros, presos em um rabo de cavalo alto. Ela acompanhava uma senhora que parecia aparentemente embriagada.

Todos entramos no mesmo elevador. Disse pra mim mesmo para não olhá-la nem pelo canto de olho. Meu corpo todo ficou tenso. O que tinha de errado com ela que me deixava ansioso?

— Você tem tanto trabalho, querida. Por que insiste tanto em cuidar dessa velha? Sinto-me culpada por isso. — disse a senhora com a voz arrastada.

— Dona Gabriela, não quero que continue assim. Cuidarei da senhora sim! Não é sacrifício nenhum para mim! Olha quando chegarmos lá em cima, prepararei um banho bem gostoso pra senhora.

Sorri sem querer ouvindo as duas. Não era obrigação da camareira cuidar de uma hóspede, no entanto, ela cuidava da senhora com carinho.

Quando a porta do elevador abriu todos saímos e cada um foi para um lado. Adentrei meu quarto e abri meu notebook para conversar com meu irmão por vídeo chamada.

— Irmão, não faça nada de errado na minha ausência!

Por que falei daquele jeito assim que o vi? Bom, porque sabia que às vezes nas minhas viagens Samuel costumava aprontar como faltar as aulas da faculdade.

— Saudades de você também! Não farei nada que você não faria...

Não senti firmeza e sim deboche de sua parte. Samuel tossiu, deixando-me preocupado.

— Procure o médico caso essa tosse persista. Você não pode ficar doente, principalmente, na minha ausência. O que você fez de diferente nas últimas horas?

Ele riu como se dissesse, outra vez? Queria que ele entendesse que seu bem-estar era o meu também.

— Por que você não pode ser como um irmão? João, você tem que parar de cuidar assim como um pai de mim. Cresci, cara, sou adulto. Cuida de você e vai curtir. Você tem vivido como um robô!

Não era a primeira e nem a última vez que meu irmão caçula criticava minha forma de viver meus dias.

— Samuel, quero que leve as coisas que faço por você a sério! Minha vida pessoal cuido eu!

— Vida pessoal? Está falando do trabalho ou de quando se enfia nos livros? Você tem cuidado é da minha vida, isso sim! Vai namorar e esquece um pouco de mim!

— Respeito seria bom, não acha? Não tenho tempo para essas coisas...

Aquela era sempre minha desculpa para fugir do assunto relacionamento. Não sabia o que era ter uma mulher nos meus braços há anos. Minhas prioridades sempre foram outras, que não incluíam ter uma vida amorosa.

— Não pensa no futuro? Quer ser o tio que mora sozinho em uma mansão? É isso que acontecerá! Pois, eu vou casar é cedo, fique sabendo! Quero ser um encalhado como você não! Meus filhos vão falar: Papai quero passar o dia na casa do tio porque ele tem muitos animais para brincar...

Debochou gesticulando com as mãos, em uma imitação horrível por sinal.

— Não exagere! Também posso casar um dia, você não sabe! Agora preciso encerrar essa chamada tenho uns documentos para rever.

— Então, tchau! — respondeu, encerrando a chamada de vídeo de repente.

— Moleque, essa não foi a educação que lhe ensinei... — resmunguei, fechando a tela do notebook.

Samuel deveria cuidar do seu futuro e parar de criticar minhas escolhas daquela maneira. Meu irmão ajudaria no futuro dos negócios de família, então, eu poderia pensar em outra coisa que não fosse trabalhar.

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