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Capa do romance Meu Alfa Proibido: Lobisomem x Bruxa

Meu Alfa Proibido: Lobisomem x Bruxa

Alana é uma jovem bruxa marginalizada que vive em um mundo dividido pelo ódio entre sua espécie e os lobisomens. Sua vida muda drasticamente ao se tornar prisioneira do implacável Alfa Sedrik Moonwalker, que pretende forçá-la a um casamento indesejado. Entre o desejo de liberdade e a atração perigosa por seu captor, ela enfrenta um dilema mortal. Essa união proibida poderá desafiar leis ancestrais ou desencadear uma guerra devastadora entre as raças.
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Capítulo 2

Alana POV

Isso simplesmente nunca aconteceu, em todos os tempos nunca houve um lobo tão ousado que se atrevia a pôr as mãos em um bruxo e ainda por cima o sequestrar, mas esse lobo estava fazendo enquanto me arrastava pela floresta cada vez mais adentro dos seus domínios.

Minhas mãos agarravam sua farta pelugem enquanto meu cabelo era puxado para trás pelo vento contrário, minha visão estava em um borrão por causa da tanta velocidade com que o lobo corria. A cada passo que ele dava tudo ficava mais sombrio e escuro com as copas das árvores nos cobrindo, a cada passo que ele dava eu ficava mais distante da minha tia e da sua carruagem, já estávamos tão distantes agora que se eu não fizesse nada eu nunca mais conseguiria voltar pra trás, então comecei a bater o lobo com os meus pés e a puxar com mais força sua pelugem.

"Pare! Pare!" Gritei sem parar de bater nele, mas por mais que eu continuasse, o meu raptor não parecia disposto a ceder. Frustrada, olhei para a distância que dava até o chão, eu sabia que naquela velocidade se eu pulasse para fora das costas dele até o chão eu ia me machucar seriamente, mas cada vez mais nós estávamos nos afastando da minha tia e aquilo podia ser perigoso para mim. Então respirei fundo e pulei.

Porém assim que o lobo percebeu o que eu ia fazer, ele tentou um jeito de me impedir, mas era tarde demais, eu já tinha rolado para fora das costas dele e caí por cima da relva e areia fofa. O baque com o chão me fez perder o ar nos pulmões e gemi de dor, mas eu não estava tão machucada. 

O lobo girou na minha direção e rugiu furiosamente bem diante de mim. Seu focinho estava dilatado e seus caninos perigosos estavam rangidos um no outro, o olhar assassino nos seus olhos, claramente ele não tinha gostado de eu ter pulado para fora do colo dele.

"Me deixe ir!" Exigi e ele grunhiu de novo em fúria, dando a sua resposta negativa. E pelo amor do Grande Mago, este lobo era simplesmente majestoso: grande, preto, como se estivesse se tratando de um Alfa da sua matilha. Mas por que um Alfa ia querer desafiar as leis e se meter com povo bruxo dessa maneira?

"Você vai se meter em problemas se não me deixar ir," eu disse com minha cabeça levantada. Ele bufou como se risse das minhas advertências e girou em seus próprios pés num gingado deixando claro que ele estava pouco de lixando para aquilo. 

Ele realmente é um lobisomem inconsequente. 

Na verdade eu estava me borrando de medo, claramente eu não ia conseguir lutar com um Alfa ainda mais quando eu era uma bruxa sem poder algum, mas este meu sequestrador não precisa ficar sabendo que eu sou uma bruxa inútil. A chuva era tanta que gotas grossas de água caíam das cópias das árvores fazendo o chão ficar escorregadio e húmido. Eu tinha que agir logo, senão esse lobo me teria como refém. Sem ele perceber, peguei uma quantidade de areia em minha mão e joguei nos olhos dele o fazendo se retrair e chiar.

Aproveitei aquele pequeno momento precioso para sair correndo como se minha vida dependesse disso, e dependia. Eu não conhecia a floresta, provavelmente estava perdida, mas eu não ia deixar que o lobo me pegasse, eu estava determinada a ficar o mais longe dele. Mas tudo deu errado quando escorreguei por causa da maldita chuva e bati a cabeça numa rocha embaixo, então tudo ficou escuro, assim como minhas esperanças.

***

Quando acordei, o dia estava claro e nada chuvoso. Eu estava deitada numa cama que pelo menos era confortável.

"Céus, minha cabeça..." murmurei passando a mão na minha cabeça que latejava. Havia um cheiro de comida sendo preparada pairando no ar, varri meus olhos por todo local e percebi que era um espaço arrojado e apresentável. Havia um homem mexendo na comida e o homem estava sem camisa.

Ele se virou pra mim e veio até mim. Seu corpo era escultural e bem definido, sem o capuz o seu cabelo longo caía livremente até a altura do ombro dele, seu sorriso maroto, seu olhar cínico e esperto, certamente este era o homem mais intrigante que eu já tinha conhecido na minha vida. Ele estava se aproximando com uma caneca que continha bebida quente. "Bom dia, bela adormecida fujona," ele disse me saudando com o mesmo ar sarcástico de ontem, me ofereceu a bebida quente, "tome, vai aliviar a dor."

"Por acaso você está tentando me envenenar?" Perguntei sentindo o quanto minha garganta estava seca e desidratada. 

Ele rolou os olhos antes de responder, "por que eu ia envenenar você? Se eu te quisesse morta já teria te matado faz tempo." Ele tinha um leve ar de tédio enquanto falava. Mordi meus lábios pensando se ia aceitar a comida dele, mas a fome e sede foram mais altos que a minha razão, então peguei na caneca e bebi o conteúdo doce e delicioso, ficando satisfeita ao ver quão bem o meu corpo se recompunha.

"É aqui onde você mora?" Perguntei olhando pelo espaço, "então é mesmo verdade que lobisomens moram em cavernas como primitivos." Quis ofendê-lo.

Ele deu uma risada sarcástica e respondeu, "você tem uma língua afiada para uma bruxa. Aprendeu com a arrogante da tua mãe?" Ele claramente devia ter pensado que Mag fosse minha mãe.

"Ela não é minha mãe, é minha tia. E ela virá me buscar," disse eu com certeza. Afinal, por que tia Mag me perderia de vista logo agora que ela ia ganhar um bom dinheiro ao me vender para os Lightsun? 

O meu sequestrador estava rindo sarcástico. "Você acha realmente que os bruxos teriam essa coragem de entrar no território dos lobos mesmo que fosse para resgatar um de vocês? 

"Se alguns forem tão tolos como você quando me sequestrou, sim," respondi acusadoramente e vi o semblante dele se fechar. "O que você pretende fazer, lobisomem? Por que você me tomou? O que você acha que irá conseguir com isso?" Eu precisava saber quais eram as intenções dele.

Ele se levantou da cama, "por agora o que eu mais quero é que você pare de me encher de perguntas," disse ele sem olhar pra mim.

"Você acha mesmo que vai me impedir?" Eu estava começando a ridicularizá-lo, mas ele me parou com um olhar gélido e com uma voz dominante.

"Ainda mais quando você está em meu cativeiro e eu posso me livrar de você quando bem entender!" As palavras dele eram afiadas e ásperas, seus olhos até se iluminavam com um vermelho perigoso por um momento, eu percebi que aquele homem era mesmo perigoso e não hesitaria em se livrar de mim quando quisesse.

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