![Capa do romance MÉNAGE [MORRO]](https://v.melolo.com/b1265344voduse1318177724/a06efc485001834806832637388/tRsydqIjHIoA.webp!15491.webp)
MÉNAGE [MORRO]
Capítulo 2
[12/10 10:53 Emily Narrando
Dia seguinte//
Acordei atrasada pro trabalho, merda. Saí catando um vestido justo branco que bate no joelho, entrei no box do chuveiro deixando a água fria bater em meu corpo e jogar fora a preguiça e o sono.
Vesti a roupa e coloquei um cinto da Gucci pra ficar mais charmosa, olhei pra minha cama lembrando da noite perfeita de ontem. TBT por favor. O cara transa bem para caralho e foi embora depois da nossa foda, por mim ele viveria aqui.
Fiz uma make básica bem rápido e peguei minha bolsa de trabalho com as coisas que necessito. Peguei o elevador chegando rapidinho em baixo e acenando pro táxi mais próximo. Vidinha sofrida, nada como um dia após o outro.
***
O elevador abriu e eu entrei no andar do meu escritório com uma xícara de café, me sentei na minha bancada.
— Bom dia meninas —
— Bom dia flor —
— Bom dia meu amor — Pri veio até mim me dando um beijo na bochecha —
— Cara, olha essa matéria, que horror — Vi Tayane mostrar algo para Priscila no celular —
— Puta que pariu, qual a mulher que transa com o cara sem nem saber o nome dele? — Perguntou fazendo careta.
Engoli em seco, e continuei mantendo a atenção no meu Capuccino.
— Trabalhar né? Sem fofoquinha —
— Ih, vai morder quem te mordeu, Emily — Tayane falou com deboche
— Ela não tá estressadinha, entrou com uma cara feliz, pelo meu conhecimento a Emily teve uma noite ótima — Falou sorrindo e me olhando.
— Sim Pri, me conhece tão bem — Falei me levantando da cadeira da bancada —
— Estranho, Breno veio aqui atrás de você ás oito horas —
— Estranho mesmo, passamos a noite juntos — Menti.
Fiquei pensativa, o que ele queria comigo?
***
Horário de almoço é sempre corrido, não dá tempo para fazer quase nada. Recebi a mensagem de um número no meu whats, soltei um sorrisinho já sabendo de quem era.
? WhatsApp On ?
+11 xxxx-xxxx: Covardia o que tu fez nas minhas costas, namoral.
Gargalhei, escrevi meu número nas costas dele com a unha.
Eu: Fiz apenas pra ser lembrada, rs.
+11 xxxx-xxxx: Iria te caçar até no inferno pra descubrir pelo mesmo teu nome.
Eu: Satisfação Emily ☺️
+11 xxxx-xxxx: Prazer é só na cama ??
Eu: Exatamente, como salvo aqui?
+11 xxxx-xxxx: Coloca Farinha, meu vulgo.
Eu: Tem nome não?
+11 xxxx-xxxx: Farinha, pô.
Eu: Ok, tá salvo.
Farinha: Brota no baile da DZ7 sexta.
Eu: Pode ser, vai me recompensar?
Farinha: É o que eu mais quero, pode ser até hoje se quiser.
Hoje o Breno pode querer vim aqui em casa fazer chorôrô como sempre.
Eu: Deixa pra amanhã, cheguei atrasada no trabalho hoje e vou ter muita coisa pra fazer.
Farinha: Jaé, quem é esse cara no perfil?
Putz, esqueci total da minha foto com o Breno na merda do perfil.
Eu: Ele é escritor, vi ele em um barzinho e tirei uma foto.
Farinha: Haha, de boa.
Vizualisei mas não respondi nada.
WhatsApp Off
Passei cinco minutos olhando a foto do perfil daquele homem, puta que me pariu. Voltei a realidade indo arrumar meu quarto, trocar os lençóis pra tirar o cheirinho de sexo selvagem.
Meu namorado pode chegar á qualquer hora e não quero bancar a 'infiel'.
***
Escutei a cigarra do AP tocar, porra, são quase dez horas. Olhei pelo olho mágico vendo o Breno e abri a porta com cara de cu
— Vamos conversar, Emily? —
— Não tenho nada pra conversar contig, Breno — Fiz cara de lerda.
— Foi mal por ontem, sério mesmo —
— Certo, era só isso? — Fiz pouco caso não ligando muito.
— Trouxe pra tu — Me entregou uma bolsa da Cacau Show, abri tirando um coração de chocolates.
O meu preferido, vejamos que ele quer me agradar e me domar com chocolate.
— Valeu pelos chocolates, gosto muito —
— Vai nem me chamar pra entrar? —
— Entra Breno — Falei quase revirando os olhos.
Me assustei com ele me agarrando por trás, pude sentir o seu membro batendo na minha bunda no vestido de tecido fino.
Me virei beijando ele e me agarrando em seus braços fortes, deixei cair a bolsa com os chocolates.
— Tava morrendo de saudades de você minha boneca — Me pegou no colo me levando pra cama. Senti algo estranho, lembrei de Farinha.
— Para Breno — Pedi.
— DE NOVO COM ESSA PORRA, EMILY? — Gritou quase avançando para cima de mim — Me atiça e na hora H tu pede pra parar? Puta que pariu —
— Calma, não sei o que tá acontecendo — Falei confusa — Não precisa gritar comigo —
Ele suspirou pesado passando as mãos no cabelo.
— Vamos pra sala, assistir um filme, comer pipoca e chocalate — Falei me aproximando dele e fazendo carinho em sua barba.
Ele assentiu com a cabeça me dando um selinho, ainda com a cara emburrada. Que Deus tire de mim essa falta de tesão por esse homem, amém.
***
Farinha Narrando
Vi os irmão para lá e para cá na biqueira, hoje tem bailão da DZ7 e eu não quero bagunça nessa porra de morro.
— Mermo esqueminha de sempre — Meti o papo pra todos pelo rádio — Quero dois cara na rua Principal, ficar olhando o movimento pra ver se vai moiar ou não, camarote vai tá no Bega, geral do movimento pode brotar lá que vai ser bem recebido e máximo respeito com a galera do baile, nada de ficar ostentando com arma pra cima, se tiver briga trás pra mim que eu resolvo a parada, não quero nada que atrai os canas pra dentro de Paraisópolis —
Dei um trago no baseado já com os olhos pequeninhos escutando eles falaram no rádio.
— Tem hora pra terminar chefe? —
— Se der tudo certo e os filhos da puta não aparecer, o baile vai render até na matina, assim que amanhecer todo mundo tem que vazar, não quero atrapalhar os trabalhadores da quebrada que acordam cedo pra ter o pão de cada dia —
A cambada concordou e eu coloquei o rádio em off, fiquei ali parado na porta da biqueira vendo os crias fazendo o trabalho deles.
Senti meu celular vibrar no bolso, era mensagem da Emily, vagaba não falou comigo desde aquele dia e hoje vem mandando mensagem.
WhatsApp On
Emily: Vou colar no baile hoje.
Dei um sorrisinho de lado jogando a pontinha do baseado fora.
Eu: Dmr, por que essa carinha de lua? Coisa de idiota.
Emily: Nada uai, emoji normal.
Eu: Bailão vai começar lá pras meia noite .
Emily: Vai vim me buscar né?
Eu: É arriscado ir no Morumbi dia de baile, tu vai ter que vim
Emily: Nenhum Uber sobe essa favela, no máximo deixam na entrada e olhe lá.
Eu: Fica na entrada mrm e me avisa, vou te buscar.
Emily: Tá bom, te ligo quando tiver por ai.
Eu: Jaé, saindo aqui.
Emily: Bj.
Deixei no vácuo.
WhatsApp Off
— Oi amorzinho — A puta da Thamires brotou na minha frente do nada —
— Entra dentro dessa porra e chupa meu pau, piranha — Ordenei.
***
23:45
Peguei a chave da moto assim que Emily ligou para mim avisando que já estava na entrada do morro, arranquei dali na minha GSX preta.
Cheguei voando e vi ela parada me esperando, porra... Estava linda demais. Toda nas correntes de ouro e vestido de luxo, pique de patroa mermo.
— Sobe aí — Falei pra ela que sorriu ao me ver, não retribui —
Subiu delicada por conta do salto e dei partida quando senti as mãos dela na minha cintura. Já vi a aglomeração de gente e som alto pra caralho, hoje rende.
Fui para o Bega pela rua principal, por onde eu passava a galera dava espaço, geral me conhece, escondo minha cara para ninguém não.
Estacionei minha moto perto das motos dos meus manos, assim que descemos da moto puxei Emily de leve pela cintura.
— Hoje a noite promete, papo reto — Falei no ouvido dela e vi sua nuca se arrepiar —
Não respondeu, apenas deu um beijo perto do meu pescoço deixando a marca do batom vermelho.
Seguimos até as tendas com bebida, droga e a porra toda. Esse camarote no Bega é rodeado de cara, segurança total.
Cheguei cumprimentando a rapaziada e Emily recebeu olhar de todo mundo ali, ela sorria para alguns. Me sentei na mesa onde só tinha os aliados, cada um com sua mulher do lado e fuzil nas costas.
— Apresenta a dondoca, Farinha — Disse Amanda sorrindo.
— Emily pô, tem o que apresentar não — Falei bebendo um pouco da minha cerveja.
— Propriedade tua né? — Assenti com a cabeça, se envolveu já era.
Ela ficou conversando com as meninas até se levantar dando o papo que ia com elas para curtir na multidão.
— Vê se não bebe demais, Amanda — R7 disse para a mulher dele.
— Relaxa cuzão — São dois doidos, por isso se combinam tanto.
— Se comporta, Isa — Falou Pedrão para a mina dele.
Não falei nada para a Emily, bastou só um olhar para ela se ligar. Fiz um gesto com a cabeça pra um segurança ficar de olho nela ele entendeu direitinho.
Quando estava só os caras na mesinha, começaram a me fazer perguntas.
— Gamou na mina, patrão? —
— Tem isso não, ela fode bem, resolvi chamar pra curtir o baile —
— Aposto que num é daqui, nunca vi ela pela favela — Falou o outro.
— Morumbi, e chega de assunto nessa porra, não tenho nada sério com ela mas também não quero vocês de gracinha, propriedade minha — Virei o copão de Whisky.
— Jaé chefe —
— Respeito total, cê tá doido — Falaram negando.
Começaram a falar assunto de crime e de piranhas, só conversado de merda mesmo. Aproveitei para dar um raio, ficar acordadão.
— Hoje o baile rende caralho — Falou um dos menor, animado —
— Então, os meninos da entrada disse que até agora tá firmeza — Falei cheirando o brait e vendo o movimento do camarote.
Geral rindo, ostentando, uns até dando perdido na mulher, ser bandido não é só ficar em biqueira ou roubando correndo perigo não zé, tem que ostentar e aproveitar para caralho também. Senti a mão de Thamires no meu ombro.
— Tá afim bebê? — Olhei para o corpo dela e não teve como resistir.
— Cola no banheiro do Bega — Falei baixo e saí dali discretamente.
Nego foda para ninguém pô, se quiser pode vim que dou surra de piroca mesmo, sem caô.
***
Foto da Thamires disponível no Instagram @aut.gabrielleramoss
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