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Capa do romance MÉNAGE  [MORRO]

MÉNAGE [MORRO]

Emily Santory, arquiteta de classe alta em São Paulo, vive uma relação estável com Breno. No entanto, o desejo por novas experiências a leva para o outro lado da cidade, onde Farinha domina o tráfico local. Movida pela busca por libertinagem e não por sentimentos românticos, ela propõe um ménage que une esses mundos opostos. A trama mergulha em uma dinâmica intensa e perigosa, focada na atração física entre a jovem, seu namorado e o criminoso.
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Capítulo 3

Emily Narrando

" Vai sentando sem compromisso, eu não quero namorar contigo, não vem dando uma de maluca não, é só um pente e rala mozão".

Dancei com as três meninas sorrindo, o álcool fazia efeito em mim, o som estrondava nos meus ouvidos.

— Isso é bom demais, cara — Falei alto por causa do som.

— Bailão na favela é só assim, gata — Amanda levantando o copão.

— Só presta assim mona — Micaelly falou com um baseado na boca —

Senti algo roçar na minha bunda e olhei pra trás, era Farinha com o cano da Glock.

Sorri e joguei meu cabelo fazendo o quadradinho, ele me puxou pela cintura e sussurou no meu ouvido

— Já deu a hora pô, vamo se sair —

— Me deixa ficar mais um pouco com as meninas? — Perguntei me aproximando do rosto dele e encarando ele

— Vou tá no bar ali — Apontou sério

— Tá bom — Sorri e ia dar um selinho dele

O desgraçado virou a cara e foi pro barzinho, fechei meu semblante e continuei dançando com as meninas

Um bofe lindo me parou pedindo meu número , sorri pra ele

Passei meu número pro bofinho que ainda me ofereceu uma bebida rosa, tomei todinha, delícia.

Olhei pro Farinha que olhava tudo de cara feia, mas nada fez. Tu liga? Nem!

— Já te vi no Morumbi, certeza — Puxou assunto —

— Sou de lá —

— Trabalha? —

— Arquiteta, e você? —

— Certo — Assentiu — Engenheiro civíl —

— Uau, nunca pensei que fosse encontrar um engenheiro civíl no baile funk — Ri.

— É pô, a vida prega essas com a gente — Dei um sorissinho e me virei indo falar com as meninas

— Tô indo nessa princesas —

— Poxa mona fica mais —

— É pô —

— Nem dá, amanhã trabalho e já são 4h30 — Minto

— Passa o zap pelo menos bebê — Mica brincou —

Passei o número a elas e fui até Farinha, que continuava no bar, muito sério como sempre

— Vamos? —

— Bora pô — Se levantou do banco e a gente foi caminhando até a moto dele

Me arrepiei, ia transar tanto hoje que amanhã estaria toda quebrada.

***

— Farinha, ããhn — Gemi sentindo a pica dele ir no meu coração e voltar.

Ele dava estocadas rápidas, minha pepeka parecia alargar 10x a cada metida

Arranhei as costas dele como de costume, vendo a cara de tesudo que ele fez

— Gostosa — Disse gozando dentro de mim

— Fode meu cu, Farinha — Pedi igual uma cachorrona, oque não falamos na hora da transa não é mesmo —

— Gosto muito de cu não — Falou deitando na cama e cruzando os braços.

Provoquei esfregando meu bumbum no corpo dele, não demorou muito pra sentir a ardência dos tapas que ele deu na minha bunda

— Ah danada, cachorrona mermo ein — Fiquei de 4 esperando a rajada de piroca.

***

Acordei com a luz da janela no meu olho, maldita claridade.

Me remexi vendo Farinha já lenvantado com a 3° perna dele dormindo.

— Que horas são? — Perguntei com voz de sono e bocejando —

— 7 da manhã — Falou sério e indo pro banheiro do quarto —

— Poxa cara, sério que eu só tive uma hora de sono? — Me levantei devagar sendo deixada no vácuo —

Comecei a me vestir escutando o barulho do chuveiro.

Farinha saiu do banheiro sacodindo o corpo, puta sacanagem né.

— Poxa, a porra da água tá batendo em mim — Reclamei de cara feia calçando o salto.

— Foi mau — Começou a se secar e vestir uma roupa —

Observei ele já pronta, delicioso demais, só eu sei o quanto tô querendo esse homem ultimamente, não só o sexo mas a presença dele também.

— Vai me levar? —

— Vou, mas vou passar na boca antes — Colocou as armas na cintura e um boné —

Me levantei seguindo ele, queria tanto poder ser carinhosa, mas Farinha não gosta dessas coisas...

Será que ele não gosta nem um pouquinho de mim? Nem sentiu ciúmes quando o cara do baile pediu meu número

Entramos dentro do carro e ele parou em uma espécie de casa, vi alguns vapores e imaginei que ali fosse uma das bocas.

Agradecia pelos vidros do carro ser fumê, não quero que ninguém me veja com essa cara de derrotada e fedendo á sexo.

***

— Dia de sábado é sempre assim? Movimentado desse jeito ?— Perguntei vendo várias pessoas pra lá e pra cá, carros, motos, pessoas abrindo os comércios, muito movimento —

— É, nesse pique memo — Ele abriu os vidros pedindo pras pessoas darem espaço —

Só quer ter moral, aliás, ele tem.

— Sorte que eu não trabalho hoje, são mais de oito horas — Falei, sendo deixada no vácuo novamente — Vai ficar me evitando?

— Ih, tá maluca? Tô evitando ninguém não —

— Tá me ignorando faz mó cota — Falei impaciente bufando —

— Ideia errada sua — Disse normal e seguiu o caminho —

***

Ele parou o carro de frente ao meu apartamento, pensei em me despedir com um beijo, mas por mais que eu queira, não ia fazer isso.

— Obrigada Farinha — Falei olhando ele.

— De rocha — Saí do carro e segui até o prédio.

Falei com o porteiro e a recepcionista.

Peguei o elevador indo pro meu AP.

— Até enfim — Falei pra mim mesmo jogando a bolsa em cima do sofá —

Segui morta de sono até meu quarto e liguei a luz, quase pulando de susto.

— Oque tu tá fazendo aqui? — Levei a mão no peito observando Breno na minha cama.

— Esperando tu chegar vadia, tava onde? — Perguntou

Se levantou e veio pra cima de mim, com raiva.

***

[12/10 10:54] Gabrielle Ramos 🦋: Breno Narrando

Já tem uns dias que eu tô percebendo a Emily estranha, não me dá atenção, não liga mais pra mim.

Ela até tirou a nossa foto do perfil do whats, tem outro no meu lugar.

— Fica mais um pouco — Léo pediu, meu "parceiro" —

— Não, vou atrás da Emily — Falei me levantando e vestindo a roupa

Eu e o Léo sempre nos comemos nas encondidas, ele também é empresário e a empresa dele lucra mais que a minha, então minha intensão é sempre ter ele por perto.

— Ela tá é dando pra outro, prostituta barata —

— Cala a boca exu, eu vou atrás dela e acabou — Calçei meu sapato e peguei as chaves do carro saindo do AP dele —

Dia de sábado, SP movimentado pra caramba, trânsito pra todo camto.

O porteiro liberou minha entrada e peguei o elevador abrindo a porta do apartamento com a cópia da chave.

Procurei e nada, não tava aqui.

Joguei um vaso de vidro na parede, tô no ódio jão.

Entrei do quarto da Emily fechando a porta forte, só esperando ela chegar pra me dar explicação.

Olhei a movimentação da rua pela janelinha do quarto e vi um carro preto parando de frente ao prédio, ela saiu de dentro.

Sabia que tava me traindo, safada.

Esperei deitado na cama, 5 minutos depois ela abriu a porta se assustando comigo aqui.

— Oque tu tá fazendo aqui? — Levou a mão no peito me observando.

— Esperando tu chegar vadia, tava onde? — Perguntei

Me levantei e fui pra cima dela, pegando pelo pescoço e prensando na parede, já dava pra perceber a dificuldade pra respirar.

— Me solta Breno  — Disse com dificuldade.

— Vou continuar até você me dizer com quem estava —

— Tava com outro, era isso que você queria escutar? Tava com outro, te traindo —

Soltei o pescoço dela encarando.

— Bem que eu desconfiei, tava me ignorando, evitando sexo comigo, agora tá tudo explicado —

— Isso do sexo foi bem antes, não tava me sentindo bem, não tinha vontade, não com você! Conheci outra pessoa. —

— Piranha, me traindo e fingindo que o erro era eu — Debochei

— E você? Acha que não sei que você também tem outro alguém? Pelo amor de Deus né Breno —

Fiquei calado, ela deve pensar que é mulher.

— Venho aguentando chifres faz tempo, agora é minha vez de colocar também, chifre trocado não dói. — Falou me encarando

Levantei minha mão com tudo e dei na cara dela.

— Merece isso e muito mais — Cuspi as palavras dando outra tapa —

— Covarde do caralho, vai me batar agora? Babaca — Levou a mão até o rosto alisando a bochecha —

— Podia te arrebentar agora se eu quisesse, mas vou deixar isso pra mais tarde —

— Não vai ter "mais tarde", nem "depois" muito menos "nós" , acabou cara — Falou com os olhos lagrimejados.

— Não, nada acabou — Me aproxeimei dela que continua na parede.

— Acabou sim, não dá mais, não vou viver de aparências —

— Vai almoçar lá em casa hoje, meus pais querem te ver —

— Não vou Breno, que saco, não quero mais —

Segurei o queixo dela sem paciência olhando dentro dos olhos dela.

— Tu vai sim, só acaba quando eu cansar de você, temos 2 anos juntos, vai ser tudo jogado no lixo? —

— É, provavelmente não valeram de nada esse tempo todo, agora você tá me batendo e me obrigando a ficar contigo, coisa que eu não quero! — Disse séria

Soltei o queixo dela.

— Se arruma, passa um reboco nessa cara que eu tô te esperando lá em baixo — Fui rude saindo do AP

Depois do almoço ela vai ver só.

***

— Querida, que bom que veio — minha mãe falou sorrindo vendo a gente entrar

— Mily, que sôdadi — Minha irmãzinha falou indo abraçar Emily.

Meu pai nunca gostou dela, então logo fechou a cara.

— Oi meu amor, como você está? — Se abaixou pra falar com a Brenda.

— Tô bem e voxê? —

— Tô bem também princesa — Deu um beijo na bochecha dela.

— Você nunca mais apareceu Emily, sentimos sua falta —

— Também senti falta de nossas conversas, Stella — Falou sorrindo —

Emily sabe ser uma boa atriz, quando quer.

***

— Me deixa em casa por favor — Pediu entrando no carro, não tive como não olhar pro corpo do cacete que ela tem.

Segui caminho e parei em um bairro calmo, perto do Apartamento dela.

— Parou aqui por quê? —

— Mama meu pau  — Falei abaixando a calça e cueca.

Só fiz isso pra ter uma desculpa pra bater nela, minha mão tá coçando e eu sei que ela vai recusar me mamar.

Ela olhou e depois me encarou

— Não Breno, me deixa em casa por favor —

— Mama Emily —

— Não vou cara, já disse, puta que pariu —

Puxei os cabelos dela com agressividade e bati com tudo no volante do carro

Três vezes.

Puxei de volta vendo que machucou muito

— Ficou até mais bonitinha — Debochei.

— Você tem demência porra? Olha o estado do meu rosto — Falou já chorando

— Agora desce desse carro e vai andando pra casa —

— Tá maluco cara? Como você tem coragem de fazer isso comigo? — Perguntou indignada.

— Tenho, tô mandando descer do carro, vai descer ou quer que eu te empurre? —

— Cretino de merda — Desceu do carro passando a mão do rosto.

Tá vermelho e com alguns cortes, vai demorar pra sarar e sem falar que ela tá chorando igual uma criançinha

Não senti pena vendo ela caminhar chorando e cobrindo o rosto.

Passei 2 anos com a Emily me servindo e agora ela quer me deixar por qualquer um que vê pela frente? Pelo amor de Deus.

Tô curioso pra saber quem é esse cara, vou acabar com esse lancinho dos dois.

***

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